Neoliberalismo, a ideologia por trás de todos os nossos problemas

Retração econômica, desastres ambientais e até a ascensão de Donald Trump — o neoliberalismo desempenhou seu papel em tudo isso. Por que é tão difícil surgir uma alternativa?

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Por George Monbiot

Imagine se a população da União Soviética nunca tivesse ouvido falar sobre comunismo. A ideologia que domina nossas vidas, para a maior parte de nós, não tem nome. Mencione-a em uma conversa e farão cara de interrogação para você. Mesmo que sua plateia tenha ouvido o termo antes, ela terá trabalho para defini-lo. Você sabe o que é neoliberalismo?

Sua anonimidade é um sintoma e a causa de seu poder. Ele fez seu papel e um número memorável de crises: a de 2007/2008, a transferência internacional de riqueza e poder, da qual os Panama Papers foram apenas uma amostra, o lento colapso da saúde e da educação pública, o ressurgimento das crianças pobres, a epidemia de solidão, o colapso de ecossistemas, a ascensão de Donald Trump. Mas reagimos a essas crises como se elas surgissem isoladamente, aparentemente sem saber que todas foram catalisadas ou agravadas pela mesma filosofia, que tem — ou tinha — um nome. Existe poder maior do que operar anonimamente?

O neoliberalismo se tornou tão onipresente que quase nunca o reconhecemos como ideologia. Parecemos aceitar a ideia de que essa fé utópica e milenar descreve uma força neutra; uma espécie de lei biológica, como a Teoria da Evolução de Darwin. Mas a filosofia emergiu como uma tentativa consciente de remodelar a vida humana e deslocar o locus do poder.

O neoliberalismo vê a competição como a característica que define as relações humanas. Ele define cidadãos como consumidores, cujas escolhas democráticas são melhor exercidas ao comprar e vender, um processo que premia o mérito e pune a ineficiência. Também sustenta a ideia de que “o mercado” proporciona benefícios que nunca seriam alcançados por meio de planejamento.

Tentativas de limitar a competição são tratadas como inimigas da liberdade. Impostos e regulamentações precisam ser minimizados e serviços públicos, privatizados. A organização do trabalho e a negociação coletiva pelos sindicatos são retratadas como distorções do mercado que impedem a formação de uma hierarquia natural entre vencedores e perdedores. A desigualdade é transformada em virtude: um prêmio pela utilidade e uma geradora de riqueza, que se espalha para enriquecer a todos. Esforços para criar uma sociedade mais igualitária são contraproducentes e moralmente corrosivos. O mercado garante que todos tenham aquilo que mereçam.

Internalizamos e reproduzimos as crenças neoliberais. Os ricos convencem a si mesmos de que adquiriram a riqueza por meio do mérito, ignorando as vantagens — como educação, herança e classe social — que podem ter ajudado a conquistá-la. Os pobres começam a culpar a si mesmos por suas falhas, mesmo quando podem fazer muito pouco para mudar suas realidades.

Sem contar o desemprego estrutural: se você não tem um emprego, é porque é incapaz. Sem contar os custos impossíveis de moradia: se o cartão de crédito está estourado, você é irresponsável e sem força de vontade. Sem contar que seus filhos não terão mais quadras esportivas na escola: se eles engordarem, a culpa é sua. Em um mundo governado pela competição, aqueles que falham são denominados e autodenominados como perdedores.

Entre os resultados, como Paul Verhaeghe relata em seu livro What about me? (E quanto a mim?, em tradução livre), estão a epidemia de automutilação, os transtornos alimentares, a depressão, a solidão, a ansiedade e a fobia social (um artigo da Voyager sobre esse problema você pode conferir aqui). Talvez não surpreenda que a Grã-Bretanha, onde a ideologia neoliberal tem sido rigorosamente aplicada, seja a capital europeia da solidão. Todos somos neoliberais agora.

* * *

O termo neoliberal foi cunhado em uma reunião em Paris, em 1938. Entre os participantes, estavam dois homens que posteriormente definiram a ideologia: Ludwig von Mises e Friedrich Hayek. Ambos eram exilados da Áustria e viam a socialdemocracia, exemplificada pelo New Deal, de Franklin Roosevelt, e o desenvolvimento gradual do Estado de bem-estar social britânico como manifestações de coletivismo que ocupavam o mesmo espectro que o nazismo e o comunismo.

Em O Caminho da Servidão, publicado em 1944, Hayek argumentou que o planejamento governamental, ao esmagar o individualismo, levaria inexoravelmente ao controle totalitário. Assim como o livro Bureaucracy, de Mises, a obra de Hayek citada acima foi amplamente lida. Chamaram a atenção de algumas pessoas muito ricas, que viram naquela filosofia uma oportunidade de se livrar de regulamentação e de impostos. Quando, em 1947, Hayek fundou a primeira organização que divulgaria a doutrina neoliberal —  a Sociedade Mont Pelerin — ela foi financiada por milionários e suas fundações.

Com a ajuda desses financiadores, Hayek começou a criar o que Daniel Stedman descreve, em Masters of the Universe, como “um tipo de neoliberalismo internacional”: uma rede transatlântica de acadêmicos, pessoas de negócios, jornalistas e ativistas. Os patrocinadores abastados do movimento fundaram uma série de thinktanks que ajudariam a refinar e a promover a ideologia. Entre eles, estão o American Enterprise Institute, a Heritage Foundation, o Catho Institute, o Institute of Economic Affairs, o Centre for Policy Studies e o Adam Smith Institute. Eles também financiaram cadeiras e departamentos acadêmicos, especialmente nas universidades de Chicago e da Virgínia.

Kim Kataguiri, do MBL, com o empresário Jorge Gerdau: o surgimento do MBL está ligado diretamente a think tanks neoliberais, mais especificamente a Atlas Network, dos irmãos Koch. Foto: Fernando Conrado

À medida que evoluiu, o neoliberalismo se tornou mais estridente. A opinião de Hayek de que governos devem regulamentar a concorrência para evitar monopólios deu lugar — entre apóstolos como Milton Friedman — à crença de que o poder oriundo do monopólio poderia ser visto como um reconhecimento pela eficiência.

Algo aconteceu durante essa transição: o movimento perdeu o nome. Em 1951, Friedman ficava satisfeito ao se descrever como neoliberal. Mas, pouco depois, o termo começou a desaparecer. Estranhamente, mesmo que a ideologia tenha se tornado mais nítida e o movimento mais coerente, o nome perdido não foi substituído por uma alternativa.

A princípio, apesar da abundância de seu financiamento, o neoliberalismo permaneceu como ideia secundária. O consenso do pós-guerra era universal: o receituário econômico de John Maynard Keynes foi amplamente adotado, o pleno emprego e a redução da pobreza eram objetivos em comum entre Estados Unidos e a maior parte da Europa ocidental. Os percentuais do topo da tabela de impostos eram altos e os governos não se constrangiam em ter em vista resultados sociais, desenvolvendo novos serviços públicos e redes de proteção.

Em 1970, no entanto, quando as políticas keynesianas começaram a ruir e as crises econômicas atingiram os dois lados do Atlântico, as ideias neoliberais começaram a ficar em voga. Como salientado por Friedman, “quando chegar o momento em que for necessário mudar(…) existe uma alternativa pronta para ser usada”. Com a ajuda de jornalistas simpáticos à ideia e conselheiros políticos, elementos do neoliberalismo, especialmente suas recomendações de política monetária, foram adotados por Jimmy Carter, nos Estados Unidos e por Jim Callaghan, na Grã-Bretanha.

Depois que Margareth Thatcher e Ronald Reagan assumiram o poder, o restante do pacote foi adotado: redução massiva de impostos para os ricos, esmagamento dos sindicatos, desregulamentação, privatização, outsourcing e concorrência em serviços públicos. Por meio do FMI, Banco Mundial, Tratado de Maastricht e Organização Mundial do Comércio, as políticas neoliberais foram impostas — frequentemente sem consentimento democrático — em grande parte do mundo. O mais notável foi sua adoção entre partidos que antes pertenciam à esquerda: o Partido Trabalhista (Reino Unido) e os Democratas (EUA), por exemplo. Como observa Stedman, “é difícil pensar em outra utopia tão completamente implementada”.

* * *

A escritora, jornalista e ativista canadense Naomi Klein. Foto: Joe Mabel, via Wikimedia Commons

Pode parecer estranho que uma doutrina que incentiva o poder de escolha e a liberdade tenha sido promovida com o slogan “não há alternativa”. Mas, como dito por Hayek em uma visita a Pinochet, no Chile — um dos primeiros países em que o programa foi completamente aplicado — “minha preferência pende mais a uma ditadura liberal que a um governo democrático desprovido de liberalismo”. A liberdade oferecida pelo neoliberalismo, que parece tão atraente quando descrita em termos gerais, se revela uma liberdade para os peixes graúdos, não para os pequenos.

Estar livre de sindicatos e de negociações coletivas significa liberdade para diminuir salários. Estar livre de regulamentação significa liberdade para poluir rios, colocar em perigo os trabalhadores, impor lucros abusivos e fazer engenharia financeira. Estar livre de impostos significa estar livre da distribuição de riqueza que tira as pessoas da pobreza.

Como Naomi Klein documenta em The Shock Dotrine (A Doutrina do Choque, em tradução livre), teóricos neoliberais defenderam o uso de crises para impor políticas impopulares enquanto a população estivesse distraída, como após o golpe de Pinochet, a guerra do Iraque e o  furacão Katrina, que Friedman descreveu como “uma oportunidade de reformar radicalmente o sistema educacional” em Nova Orleans.

Ditadura Pinochet
Naomi Klein relata que teóricos neoliberais defenderam o uso de crises, como o pós-golpe de Pinochet, para impor políticas impopulares enquanto a população estivesse distraída. Foto: Dice e Chile

Nos lugares onde as políticas neoliberais não podem ser impostas domesticamente, são impostas internacionalmente por meio de disputas comerciais que incorporam a “solução de controvérsias entre investidores e Estado”: tribunais estrangeiros em que as corporações podem pressionar pela remoção de proteções sociais e ambientais. Quando os parlamentos votaram para restringir a venda de cigarro, proteger o abastecimento de água das empresas de mineração, congelar as contas de energia ou impedir as empresas farmacêuticas de extorquir o Estado, as empresas moveram processos, muitas vezes bem-sucedidos. A democracia ficou reduzida a teatro.

Outro paradoxo do neoliberalismo é que a competição global se baseia na quantificação e na comparação universal. O resultado é que os trabalhadores, os candidatos a postos de trabalho e os serviços de todo tipo estão sujeitos a um tipo de avaliação e monitoramento mesquinho e sufocante, destinado a identificar os vencedores e punir os perdedores. A doutrina proposta por Mises, que nos livraria do pesadelo burocrático de um planejamento central, na verdade, criou um.

O neoliberalismo não foi concebido como um esquema de extorsão, mas rapidamente se tornou um. O crescimento econômico tem sido, de maneira notória, mais lento na era neoliberal (desde 1980, na Inglaterra e nos Estados Unidos) do que nas décadas anteriores. Mas não para os muito ricos. A desigualdade na distribuição de renda e de riqueza, depois de 60 anos de declínio, aumentou rapidamente nesta era, em virtude do enfraquecimento dos sindicatos, da redução de impostos, do aumento dos ganhos com renda, da privatização e da desregulamentação.

A privatização ou a comercialização de serviços públicos como fornecimento de energia, água, metrô e trens urbanos, educação, estradas e prisões permitiram às corporações colocar pedágios na frente de ativos essenciais e cobrar aluguel pelo uso, seja pelos cidadãos ou pelo governo. Rentabilidade é outro nome para um dinheiro que não vem do trabalho. Quando se paga um preço exagerado por uma passagem de metrô, apenas parte da tarifa remunera os operadores pelo valor gasto em combustível, salários, estoque operacional e outros gastos. O restante vem do fato de você não ter escolha.

No México, Carlos Slim obteve o controle de quase todo o serviço de telefonia fixa e móvel, e logo se tornou o homem mais rico do mundo. Foto: abc

Aqueles que são donos e operam os serviços privatizados ou semi-privatizados do Reino Unido fazem enormes fortunas ao investir pouco e cobrar muito. Na Rússia e na Índia, oligarcas adquiriram ativos do Estado por meio de leilões. No México, Carlos Slim obteve o controle de quase todo o serviço de telefonia fixa e móvel, e logo se tornou o homem mais rico do mundo.

A financeirização, como observada por Andrew Sayer em Why We Can’t Afford the Rich (Por que não podemos bancar os ricos, em tradução livre), teve impacto similar. “Como aluguéis”, argumenta, “juros são rendimentos que se acumulam sem nenhum esforço”. À medida que pobres ficam mais pobres e ricos ficam mais ricos, os ricos adquirem um controle crescente sobre outro ativo essencial: o dinheiro. O pagamento de juros, esmagadoramente, é uma transferência de dinheiro dos pobres para os ricos. Como os preços dos imóveis e a retirada do financiamento estatal enchem as pessoas de dívidas (pense na mudança de bolsas de estudos por empréstimos educacionais), bancos e seus executivos têm ganhos substanciais.

Sayer argumenta que as últimas quatro décadas têm se caracterizado pela transferência de riqueza não apenas dos pobres para os ricos, mas entre os próprios ricos: daqueles que lucram produzindo bens ou serviços para aqueles que lucram controlando ativos já existentes e colhendo rendimentos, juros e ganhos de capital. A receita produtiva foi substituída pela receita não produtiva.

Políticas neoliberais são acometidas em toda parte por fracassos de mercado. Agora, não apenas os bancos são grandes demais para falhar, como também as corporações encarregadas em fornecer serviços públicos. Conforme Tony Judt apontou, em Ill Fares the Land, Hayek esqueceu de que não se pode permitir que serviços nacionais de vital importância entrem em colapso, o que significa que a concorrência não pode seguir seu curso natural. Os negócios ficam com os lucros e o Estado, com os riscos.

Quanto maior o fracasso, mais extremista se torna a ideologia. Governos utilizam crises neoliberais tanto como desculpa quanto como oportunidade para cortar impostos, privatizar os serviços públicos remanescentes, diminuir a teia de proteção social, desregulamentar corporações e regulamentar novamente os cidadãos. O Estado auto-odioso crava seus dentes em cada órgão do setor público.

Talvez o impacto mais perigoso do neoliberalismo não sejam as crises econômicas que ele causa, mas as crises políticas. À medida que o poder do Estado é diminuído, nossa habilidade de mudar o rumo de nossas vidas por meio do voto também retrai. Em vez disso, a teoria neoliberal assegura que as pessoas possam expressar suas escolhas por meio do consumo. Mas algumas pessoas têm mais dinheiro para gastar do que outras. Na democracia do consumidor ou do acionista, os votos não são distribuídos igualmente. O resultado é a perda de poder dos pobres e da classe média. À medida que partidos de direita e anteriormente de esquerda adotam políticas neoliberais semelhantes, a perda de poder se transforma em perda de direitos. Um grande número de pessoas tem sido excluído da política.

Slogans, símbolos e sensações… Donald Trump. Foto: Wikimedia Commons

Chris Hedges observa que “os movimentos fascistas construíram suas bases não a partir das pessoas politicamente ativas, mas das inativas, os ‘derrotados’ que sentem, às vezes corretamente, que não têm voz ou um papel na política”. Quando o debate político não dialoga conosco, as pessoas se tornam suscetíveis a slogans, símbolos e sensações. Aos admiradores de Trump, por exemplo, fatos e argumentos parecem irrelevantes.

Judt explica que, quando a interação predominante entre as pessoas e o Estado foi transformada em nada além de autoridade e obediência, a última força que nos unia era o poder do Estado. É mais provável que o totalitarismo temido por Hayek surja quando os governos, ao perder a autoridade moral oriunda da prestação de serviços públicos, sejam reduzidos a “encurralar, ameaçar e, finalmente, forçar as pessoas a obedecê-los”.

* * *

Do mesmo modo que o comunismo, o neoliberalismo é uma divindade que fracassou. Mas a doutrina apática ainda rasteja, e um dos motivos é seu anonimato. Ou melhor, um conjunto de anonimatos.

A doutrina invisível da mão invisível é promovida por patrocinadores anônimos. Muito lentamente, começamos a descobrir os nomes de alguns deles. Descobrimos que o Institute of Economic Affairs, que tem discutido veementemente na mídia contra a regulamentação da indústria de tabaco, é financiado secretamente pela British American Tobacco desde 1963. Descobrimos que Charles e David Koch, dois dos homens mais ricos do mundo, fundaram o instituto que iniciou o movimento do Tea Party. Descobrimos que Charles Koch, ao criar um de seus thinktanks, disse que “para evitar críticas indesejáveis, não se deve dar ampla divulgação ao modo como a organização é controlada e administrada”.

Frequentemente, as palavras utilizadas pelo neoliberalismo mais ofuscam do que esclarecem. “O mercado” parece um sistema natural que atua em nós igualmente, como a gravidade ou a pressão atmosférica. Mas ele é repleto de relações de poder. O “desejo do mercado” tende a significar o que corporações e seus chefes desejam. “Investimento”, como observa Sayer, significa duas coisas bastante diferentes: uma é o financiamento de atividades produtivas e úteis à sociedade; a outra é a compra de ativos já existentes para extrair deles rendimentos, juros, dividendos e ganhos de capital. Usar o mesmo nome para atividades distintas “camufla as fontes de riqueza”, nos fazendo confundir extração de riqueza com geração de riqueza.

Um século atrás, os novos ricos eram desaprovados por herdeiros de grandes fortunas. Empreendedores buscavam aceitação social fazendo-se passar por rentistas. Hoje, a relação se inverteu: rentistas e herdeiros se travestem de empreendedores. Eles alegam ter produzido a própria riqueza.

Esses anonimatos e confusões se encaixam com perfeição à ausência de nomes e lugares do capitalismo moderno: o modelo de franquias que assegura que funcionários não saibam para quem eles trabalham; as empresas registradas por meio de uma teia de offshores tão complexa que nem a polícia consegue descobrir os reais beneficiários; os arranjos tributários que tapeiam os governos; os produtos financeiros que ninguém entende.

O anonimato do neoliberalismo é ferozmente assegurado. Os influenciados por Hayek, Mises e Friedman tendem a rejeitar o termo, alegando — com alguma razão — que hoje ele é utilizado pejorativamente. Mas não oferecem um substituto. Alguns descrevem a si mesmos como liberais clássicos ou libertários, mas essas descrições são enganosas e, curiosamente, tentam desviar a atenção das pessoas ao sugerir que não há nada novo em O Caminho da Servidão, Bureaucracy ou no clássico de Friedman, Capitalismo e Liberdade.

* * *

Por todas essas razões, há algo admirável no projeto neoliberal, pelo menos em seus estágios iniciais. Foi uma filosofia diferenciada e inovadora, promovida por uma rede coesa de pensadores e ativistas com um plano de ação claro. Foi paciente e persistente. O Caminho da Servidão se tornou o caminho para o poder.

O triunfo neoliberal é também reflexo da falha da esquerda. Quando o liberalismo econômico levou à catástrofe em 1929, Keynes criou uma teoria econômica abrangente para substituí-la. Quando a gestão keynesiana da demanda chegou ao limite nos anos 1970, não havia alternativa disponível. Mas quando o neoliberalismo se esfacelou em 2008, não havia nada. É por isso que este zumbi ainda caminha. A esquerda e o centro não produzem nenhum arcabouço econômico há 80 anos.

Cada evocação de Lord Keynes é um reconhecimento do fracasso. Propor soluções keynesianas para as crises do século 21 significa ignorar três problemas óbvios: é difícil mobilizar pessoas em torno de ideias; as falhas expostas nos anos 1970 não desapareceram; e, o mais importante, elas não tratam nossa situação mais grave – a crise ambiental. O keynesianismo baseia-se em estímulo ao consumo para promover crescimento econômico. O consumo e o crescimento econômico são os motores da destruição do meio ambiente.

O que a história do keynesianismo e do neoliberalismo nos mostra é que não basta se opor a um sistema falido. Uma alternativa coerente precisa ser proposta. Para o Partido Trabalhista (Reino Unido), para os Democratas (Estados Unidos) e para a esquerda em geral, a tarefa central deve ser o desenvolvimento de um programa Apollo econômico, uma tentativa consciente de projetar um novo sistema, ajustado às demandas do século 21.

Site do autor: www.monbiot.com

Originalmente publicado no jornal The Guardian: Neoliberalism – the ideology at the root of all our problems

Tradução de Edson Cunha

 

Neoliberalismo, a ideologia por trás de todos os nossos problemas

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  • Lina Narimatsu

    mas um GRANDE e belo artigo

    ainda aguardando ansiosamente a análise geopolítica de todas as recentes intervenções dos U$A no Oriente Médio, em q pese… morte de Saddam e Gadaffi, bjs

  • Felipe Rodrigues

    “Neoliberal” Que texto surreal. Comparações grotescas e sem fundamento.

    MENTIROSOS!

    • Você pode refutar as comparações e debater com racionalidade, sem o menor problema.

      Toda contribuição é válida.

      Atenha-se apenas ao fato de que cabe ao acusador o ônus da prova. Se você está afirmando que o texto é mentiroso, precisa de fatos comprovados que sustentem sua afirmação.

      • Felipe Rodrigues

        Estou contribuindo amigo! pode olhar

    • Ezequias Campos

      Todos no aguardo pela sua explicação racional dos porquês o texto é mentiroso a as comparações são grotescas e sem fundamento.

      E, se não as tiver… é porque o texto tocou em algo em você, que sabe o que é verdade, e isso incomoda. Normal.

      • Felipe Rodrigues

        Já escrevi algumas coisas amigo. 😉

        • Rodrigo

          Foi proposto por Friedman. Imperialismo foi também um arranjo econômico assim como feudalismo. Todo sistema econômico também é uma gestão territorial e de organização social.
          Neliberalismo é uma forma de aplicar ao máximo o princípio liberal de submeter as relações sociais à lógica de mercadoria, adaptado ao sistema monetário pós-década de trinta e à realpolitik de forma que pudesse ter relevância e aplicabilidade na realidade concreta.

    • mariosevilio

      O texto é surreal? Ele reflete a pura realidade.

      • Felipe Rodrigues

        O texto coloca a direita politica como “neoliberal” algo que nem existe. Trump, Thatcher… como liberal?

        • Charon

          “O texto coloca a direita politica como “neoliberal” algo que nem existe.”

          Desculpe, Felipe, mas não resisti:

          https://uploads.disquscdn.com/images/5d2ecff6462716caf4dad2c34aebcac1be8945e65f2dc7be7be98ac0e82a1bf1.png

          • Felipe Rodrigues

            Friedman e Ludwig se definiam como neoliberais? Cara, refuta com fatos e não com memes.

            Nunca existiu uma pessoa com pensamento liberal em nossa politica. essas pessoas entendem que neoliberalismo é uma redefinição do
            pensamento liberal clássico, principalmente com obras de Friedrich Von
            Hayek, Ludwig Von Mises e até, mais recentemente, com o vencedor do
            Nobel de Economia, Milton Friedman. O que acontece é que esses
            pensadores e economistas não fizeram alterações nos pensamentos
            liberais, mas aplicaram o pensamento liberal clássico ao mundo moderno.
            Todos eles concordam genuinamente com Adam Smith (exceto sobre a teoria
            do valor do trabalho), rejeitando a ideia do valor do trabalho trazida
            por Marx, que era contrário à propriedade privada dos meios de produção e
            acreditava na mais-valia, que foi refutada sistematicamente por outros
            pensadores.

            Esse meme só o quanto você não sabe como liberalismo.

          • Charon

            Hayek e Mises NÃO SAO LIBERAIS porque além deles negarem a teoria do valor trabalho, eles também negam outros princípios liberais, entre os quais políticas de redistribuição de riqueza e a responsabilidade do Estado em garantir serviços essenciais, como educação e saúde. O próprio Mises define isso como socialismo! Toda essa cambada é neoliberalismo puro, são representantes oficiais dessa ideologia que tá acabando com o pouco de dignidade humana que ainda resta e ainda colocando em risco a vida no planeta.

            E sim, o próprio Friedman se definia como neoliberal:

            http://0055d26.netsolhost.com/friedman/pdfs/other_commentary/Farmand.02.17.1951.pdf

          • Felipe Rodrigues

            Não, cara! Teu professor mentiu para você.

            Leia: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=920

          • Felipe Rodrigues

            Hayek não é de forma alguma um liberal clássico, ou um “Radikalliberaler”, como o jornal suíço NZZ,
            ignorante como de costume, recentemente se referiu a ele. Hayek é na
            realidade um social-democrata moderado; e, dado que vivemos na era da
            social-democracia, isso faz dele um intelectual “respeitado” e
            “responsável”. Hayek, como todos sabem, dedicou seu O Caminho da Servidão para “os socialistas de todos os partidos”.
            E os socialistas de todos os partidos hoje retribuem a dedicatória
            utilizando Hayek para se apresentarem como “progressistas”.

          • Felipe Rodrigues

            O termo neoliberal fora cunhado por Alexander Rüstow; um defensor da
            Economia Social de Mercado, cujo sistema é similar ao desenvolvimentismo
            alemão e à atual economia chinesa no qual há forte intervenção do
            Estado sobre a economia.

            A palavra (Neo)liberal é usada como
            termo pejorativo por partidários de esquerda para descrever outros
            esquerdistas(FHC) que lançam mão de algo parecido com liberalismo “traindo a
            causa” O prefixo “neo” empregado antes do sufixo “liberal” é usado como
            termo pejorativo para ofensa entre esquerdistas!


            pode ser “Neo” quem não é liberal de verdade, por isso acredito que o
            termo neoliberal, dentro do contexto cultural dos esquerdistas se
            aplique a partidos como o PSDB..

          • Rodrigo

            A pirraça contra o termo consagrado academicamente “neoliberalismo” advém de apologetas de direita que buscam se esconder atrás de uma cortina de fumaça infalseável e proteger uma posição de franco atiradores.

          • Felipe Rodrigues

            Uma pergunta pra vc:

            Então, em que o neoliberalismo se diferencia de social democracia?

          • Rudríiigo Souza

            A ideia da submissão das relações e provisões sociais todas à lógica de mercadoria é um ponto divisor agudo entre neoliberalismo e social democracia.

          • Rodrigo

            Friedman se definia como neoliberal.

          • Emerson Costa

            Caro neoliberalildo Rodrigues, quando precisar usar textos, colocações, recortes ou ideias de terceiros e etc, use aspas e tente não sair colando de qualquer jeito cara! tente “diagramar” ou sei lá o que seja necessário para ficar legível.

      • Carlos Eduardo

        Vou copiar meu comentário que tá me cima pra te responder: São tantos os equívocos do texto, mas o que me chamou a atenção foi: “A desigualdade na distribuição de renda e de riqueza, depois de 60 anos de declínio, aumentou rapidamente nesta era, em virtude do enfraquecimento dos sindicatos, da redução de impostos, do aumento dos ganhos com renda, da privatização e da desregulamentação.” No mundo utópico do autor a redenção de nós, trabalhadores são os sindicatos. Quando eu fui procurar meu sindicato não obtive apoio nenhum, mesmo eu sendo OBRIGADO a contribuir com O IMPOSTO SINDICAL (nunca tive a LIBERDADE de dizer não ao imposto). Além do mais, soube que o sindicato extorquia a empresa que eu trabalhava se ela não lhe desse “uma grana por fora”. Não venham me dizer que isso é um caso isolado, os sindicatos nunca estiveram a favor dos trabalhadores, o que eles querem é manipular a massa trabalhadora em seu favor, chantagear os empresários para obter o que eles querem, são verdadeiros corruptos. Continuando… Como que o autor se diz à favor dos trabalhadores dizendo que a redução de impostos é ruim?! Você acha que os empresários ao pagar a alta taxa de impostos retira do salário de quem? Deles que não é! É dos trabalhadores! Então, aumentar os impostos é aumentar o custo da contratação de um trabalhador, diminuindo a criação de postos de trabalho e como consequência submetendo os trabalhadores a aceitar qualquer trabalho. Sobre a privatização: quem te atende melhor: um funcionário do DETRAN ou um funcionário de um hotel 1 estrela? Claro que é o funcionário do hotel 1 estrela, porque se não atender bem você vai sair falando mal a todo mundo e ninguém irá mais lá, ele irá falir. Agora tenta falar mal de um funcionário do DETRAN… Sabe o que acontece? Nada, pois esse órgão estatal possui o MONOPÓLIO desse setor. São tantas bobagens no texto que passaria a noite falando. Sabe o que é legal: sai desse mundo utópico no qual suas ideias esquerdistas tão certo e vem pra realidade… A REALIDADE É QUE O LIBERALISMO ECONÔMICO transforma uma nação de pobre para rica e eficiente em poucos anos, ao passo que a REGULAMENTAÇÃO ESTATAL transforma o país em uma nação falida (VENEZUELA?? Lembra?).

        • José Cordeiro

          Você já foi e participou da reunião do seu condomínio?

  • Gaspar_Ajna

    o comunismo não é uma divindade que fracassou pq nunca foi implementada pra inicio de conversa, nunca foi permitido e sempre sabotado.

    e vamos lembrar que Hillary é muito mais neoliberal que o Trump, que é protecionista, é bom citar isso.

    de resto, é isso ai.

  • Diego Nexus

    esse texto já havia sido traduzido no começo do ano no Outras Palavras, mas tá valendo

    http://outraspalavras.net/posts/para-compreender-o-neoliberalismo-alem-dos-cliches/

    • Voyager

      Pois é, descobrimos isso apenas depois que o Edson teve o trabalho de traduzir. De qualquer forma a tradução dele ficou ótima, teve a autorização do próprio Monbiot e sua esposa, jornalista, ainda fez uma revisão. A versão traduzida pelo Edson e publicada na Voyager é de qualidade e vcs podem compartilhar tb.

  • Felipe Rodrigues

    Privatizações não é sinônimo de
    liberalismo! Privatizar sem antes abrir o mercado e proporcionar livre
    concorrência é transferir o problema para outras mãos! Não podemos
    afirmar que as privatizações são feitas pelos socialistas tucanos e PMDB são
    liberalismo, hoje podemos vemos que as privatizações realizadas pelo PSDB
    resultaram em cartelização e mercado limitado.

    “Neo”liberal é um xingamento para um social democrata quando ele faz merda.

    • Rodrigo

      Mas os anos 90 foram de grande abertura e exposição externa!

      Mercados com monopólios naturais, retornos crescentes à escala e externalidades de rede tendem endogeneamente a falta de livre concorrência e monopolização.

      Por isso que a pirraça contra o termo neoliberalismo é para blindar uma seita e deixá-la na posição de franco-atiradora, já que suas proposições não podem existir no mundo concreto.

  • Felipe Rodrigues

    Os liberais do século XX foram contra a ideia do neoliberalismo em sua origem. Em
    primeiro, Alexander rüstow NUNCA FOI UM LIBERAL.

    Na crise de 1929 não fora causada por princípios
    laissez-faire, mas pela interferência do governo na economia americana
    via os mesmos ajustes defendidos pelos neoliberais através de um
    controle da taxa de juros e via intervenções do Banco Central. Liberais
    jamais mudaram sua perspectiva no sentido de defender a intervenção do
    Estado sobre a economia, como podemos observar na postura da escola
    austríaca de economia. a TACE (teoria austríaca dos ciclos econômicos)
    foi criada no propósito de refutar o conceito que alega que os mercados
    criam crises econômicas, demonstrando que elas são meramente um fruto do
    intervencionismo estatal. Nunca houve uma derrocada do liberalismo,
    para o surgimento de um “novo-liberalismo”, mas apenas uma distorção dos
    eventos econômicos e históricos. Da mesma forma, liberais se posicionam
    contra a equivocada associação entre o novo e dinâmico intervencionismo
    e as posturas laissez-faire. Portanto, os termos capitalismo e
    neoliberalismo são simplesmente uma mentira inventada por estatistas
    visando desvirtuar o legítimo livre mercado, mesmo que aceitos por
    alguns economistas liberais.

    • Rodrigo

      Mas teoria dos ciclos econômicos austríacos só é levada em consideração acadêmica por eles mesmos, o próprio Hayek se afastou para ganhar relevância. A Crise de 1929 se deveu ao liberalismo como eu demonstrei aqui http://informadordeopiniao.blogspot.com.br/2016/02/falacias-e-premissas-para-compreender.html

      E Mises dizia que não havia meio termo, ou total ausência de intervenção ou era socialismo. Logo, não é parâmetro para esse debate de adultos.

  • Felipe Rodrigues

    Neo
    – liberalismo foi apenas um termo para designar a volta ao liberalismo,
    já que a Alemanha estava sob as ordens do Reich, era a volta e não algo
    novo.
    Friedman logo no inicio de capitalismo e liberdade se descreve como um liberal no sentido amplo da palava, apenas.
    Logo mais ele escreveu sobre o que seria o tal noeliberalismo.

    Essa volta ao liberalismo ocorreu em 47 com o Ordoliberalismo, qual Hayek fez parte e era um dos mentores.
    A Mont Pelerin Society incluia Erhard, mas ele era Ordoliberal.

    A escola austríaca assim como a galera do ordoliberalismo não são neoliberais, são apenas liberais.

    • Rudríiigo Souza

      Quem batizou o nome “ordoliberalismo” não fazia parte do mesmo, foi um estudioso “externo”. E com significativas diferenças para com a “escola austríaca”.

  • Robson Fernando de Souza

    “A esquerda e o centro não produzem nenhum arcabouço econômico há 80 anos.”

    Nem mesmo o ecossocialismo?

  • Felipe Rodrigues

    “O neoliberalismo vê a competição como a característica que define as relações humanas”
    Tá errado isso.

    O que define as relações humanas são as trocas voluntárias.

    Esse texto está cheio de falácias. Qual o problema de ricos financiarem grupos aos quais acreditam? Soros financiou muito grupos de esquerda por todo o mundo, inclusive no Brasil.

    Aliás o Brasil está longe de ser liberal, uma rápida pesquisa no Google por índices de liberdade econômica demostram isso.

  • João Gabriel

    Se não foi na prática, não é com textões e palavras bonitas que o comunismo vai funcionar meu caro.
    Aceite que um mercado aberto e políticas liberais colocam comida na mesa de quem quer trabalhar, e não de vagabundos parasitas

  • Luis Felipe Medeiros

    Conversa de um neocomunista, interessante e sedutor, tipica artimanha neocomunista.

  • Marcelo Trincado

    https://uploads.disquscdn.com/images/e3cbaa2247f940388574ddebdf1398571f7dd6ca1d024d5087e1594c94ff9f1a.jpg

    Para quem tenta mostrar que o texto é bobagem, mesmo com provas reais que o liberalismo gera muito mais benefício que os outros sistemas que o pessoal tenta justificar ser melhores, mesmo que nunca aconteçam, por que quando falhar, vão dizer que foi desvirtuado.

    E perdem tempo ouvindo gracinhas e desmerecimentos, tentando difamar ao invés de mostrar dados do sucesso de outros sistemas fora o liberalismo, aprendam com a mensagem do mestre.

  • Carlos Eduardo

    São tantos os equívocos do texto, mas o que me chamou a atenção foi: “A desigualdade na distribuição de renda e de riqueza, depois de 60 anos de declínio, aumentou rapidamente nesta era, em virtude do enfraquecimento dos sindicatos, da redução de impostos, do aumento dos ganhos com renda, da privatização e da desregulamentação.” No mundo utópico do autor a redenção de nós, trabalhadores são os sindicatos. Quando eu fui procurar meu sindicato não obtive apoio nenhum, mesmo eu sendo OBRIGADO a contribuir com O IMPOSTO SINDICAL (nunca tive a LIBERDADE de dizer não ao imposto). Além do mais, soube que o sindicato extorquia a empresa que eu trabalhava se ela não lhe desse “uma grana por fora”. Não venham me dizer que isso é um caso isolado, os sindicatos nunca estiveram a favor dos trabalhadores, o que eles querem é manipular a massa trabalhadora em seu favor, chantagear os empresários para obter o que eles querem, são verdadeiros corruptos. Continuando… Como que o autor se diz à favor dos trabalhadores dizendo que a redução de impostos é ruim?! Você acha que os empresários ao pagar a alta taxa de impostos retira do salário de quem? Deles que não é! É dos trabalhadores! Então, aumentar os impostos é aumentar o custo da contratação de um trabalhador, diminuindo a criação de postos de trabalho e como consequência submetendo os trabalhadores a aceitar qualquer trabalho. Sobre a privatização: quem te atende melhor: um funcionário do DETRAN ou um funcionário de um hotel 1 estrela? Claro que é o funcionário do hotel 1 estrela, porque se não atender bem você vai sair falando mal a todo mundo e ninguém irá mais lá, ele irá falir. Agora tenta falar mal de um funcionário do DETRAN… Sabe o que acontece? Nada, pois esse órgão estatal possui o MONOPÓLIO desse setor. São tantas bobagens no texto que passaria a noite falando. Sabe o que é legal: sai desse mundo utópico no qual suas ideias esquerdistas tão certo e vem pra realidade… A REALIDADE É QUE O LIBERALISMO ECONÔMICO transforma uma nação de pobre para rica e eficiente em poucos anos, ao passo que a REGULAMENTAÇÃO ESTATAL transforma o país em uma nação falida (VENEZUELA?? Lembra?).

  • Pedro Lovisk

    Obrigado pelo texto. Nunca ri tanto durante uma leitura. Bela peça de comédia

  • Clerison Alencar

    1) Neoliberalismo não existe, o que existe é liberalismo econômico, não existe um novo tipo de liberalismo.
    2) O liberalismo não é um sistema, e a ausência de um sistema. As pessoas trocam(escambo) porque é o meio mais racional de resolver o problema da escassez, a moeda é apenas um facilitador da troca, o capitalismo é resultado natural desta liberdade, e não um sistema criado.
    3) O liberalismo nunca foi imposto na realidade, os países que chegaram perto de implementar isso foram hong kong e alemanha pós guerra com ludwing erhard.
    4) esquerdistas só entendem de liberdade quando o assunto é maconha.

    • Tiberinus

      A Voyager já respondeu sua mentira de que neoliberalismo “não existe”.

      http://voyager1.net/politica/sim-o-neoliberalismo-existe/

      • Clerison Alencar

        O texto que você mostrou diz que em meados de 1029 os que queriam “reconstruir o liberalismo”, no final prevaleceram com o nome de neoliberalismo. além de afirma que o objetivo era a reconstrução do liberalismo o texto não expôe quem fez estas propostas, apenas diz de forma vaga: “Várias propostas apareceram”, não é “novo”, é o mesmo liberalismo, as mesmas propostas.

        • Tiberinus

          Você segue mostrando apenas seu dogmatismo e falta de conhecimento em economia, pois os dois textos são bem claros mostrando o que é o neoliberalismo.
          Você dar piruetas não irá alterar a realidade.