A Grande Depressão: quando a lógica do livre mercado quase destruiu o próprio Capitalismo

Sessenta anos antes da queda do muro de Berlim, forças desenfreadas do Livre Mercado quase desmoronaram com a economia moderna. As pessoas foram atraídas para uma espiral financeira que desaguou em catástrofe. Instrumentos estatais e aparatos socioinstitucionais contiveram o caos, mas, em contraparte, se fortaleceram os ultranacionalismos no mundo. Entenda o fenômeno e veja como os revisionismos dos liberais econômicos não possuem respaldo algum na realidade.

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“Os pequenos proprietários não tardavam a mudar-se para as cidades, onde esgotavam o seu crédito, os seus amigos, as suas relações. E depois eles também caíam nas estradas. E as estradas estavam cheias de homens ávidos de trabalho, prontos para matar pelo trabalho (…) as companhias e os bancos trabalhavam para sua própria ruína, mas não sabiam disso. Os campos estavam prenhes de frutas, mas nas estradas marchavam homens que morriam de fome. Os celeiros repletos, mas as crianças pobres nasciam raquíticas. (…) As grandes companhias não sabiam o quão tênue era a linha divisória entre a fome e a ira”.

Este relato pungente foi escrito em 1939 por John Steinbeck em seu romance célebre As Vinhas da Ira, um vívido testemunho da desolação e agonia gerados pela Grande Depressão, também conhecida como a Crise de 1929.

Os mercados financeiros começaram afundar, a confiança despencou, as pessoas correram para sacar suas economias nos bancos, o comércio internacional se esvaía, pânico generalizado, desemprego, fome, suicídios, mortes. Muitas mortes. Nos Estados Unidos, 659 bancos faliram em 1929, 1352 em 1930, 2294 em 1931 [1]. De 1929 a 1931 a produção industrial dos EUA despencou 30%. A da Alemanha caiu 16% e a da França 15%. O comércio global tombou em 60%. O PIB mundial caiu 15% [2]. O nível de desemprego dos EUA chegou a quase 30% em 1932, na Inglaterra a quase 25%, na Alemanha quase 45%. O desemprego servia para imprimir queda nos salários pagos e impor condições de trabalho mais insalubres. O investimento privado interno bruto dos EUA caiu de US$16,2 bilhões em 1929 para US$1,0 bilhão em 1932 [3]. As taxas salariais nos Estados Unidos caíram 30% entre 1929 e 1932, sem impedir o desemprego em massa, porque o nível de preços caiu um pouco mais, dada a queda na demanda [4]. Deterioravam-se as coesões sociais. Imaginou-se ter chegado ao ocaso do capitalismo. A tônica geral: os mercados estavam insanos.

Passou-se a ser considerado como “natural” os Estados atuarem para solucionar falhas de mercado, descoordenações de mercado, para regular monopólios naturais, construir mercados para novos setores, etc. Uma grande onda de nacionalizações tomou conta do panorama geral das economias no mundo [5].

Pode-se dizer que, com exceção óbvia das economias dos países pertencentes à URSS, hoje todas as economias nacionais contam com participação do Estado bem maior do que antes de 1929 [6].

Também houve uma tentativa para arranjar uma estrutura institucional que pudesse recuperar a confiança na sociedade, reforçar o que mais tarde passou a ser chamado como “coesão nacional” e reagir a pressões que empurravam a economia em direção ao socialismo. Este foi o New Deal, arquitetado por economistas institucionalistas.

Porém, esse conturbado período da história dos EUA, cuja gravidade quase comprometeu a existência do próprio capitalismo, tornou-se alvo de inúmeros textos revisionistas produzidos por alguns grupos sectários. Da mesma forma que criacionistas, que novos defensores da ideia da terra plana, dos que acreditam que as pirâmides construídas por extraterrestres, dos negacionistas do Jesus histórico e outros possuem muitos seguidores, esse grupo de revisionistas históricos busca convencer adeptos explicando da seguinte forma as causas da Grande Depressão:

1) Os mercados foram vítimas do FED na crise de 1929, órgão recente criado pelo governo estadunidense que, segundo esses revisionistas, foi criado equivocadamente e adotava práticas equivocadas, como uma suposta excessiva emissão de dinheiro.

2) Havia um grupo “de esquerda” infiltrado no Partido Republicano, que confabulou para moldar uma situação na qual pudessem justificar grandes investimentos públicos. Segundo essa perspetiva, essas lideranças republicanas precipitaram a crise devido a um descontrole fiscal.

3) Pouco antes houve a crise de 1921-1922, que só teria sido sanada pelo fato do FED e do governo federal terem confiado nas medidas de auto-regulação do mercado.

Iremos aqui mostrar como tal apologia é improcedente, revelando as falácias embutidas em cada uma das alegações e explicando os reais fatores da Crise que quase destruiu o capitalismo.

O que foi a crise de 1921 e como foi superada: a urgência da intervenção estatal como a última esperança

Alemães protestando contra o Tratado de Versalhes (1919).

Após a 1ª Guerra Mundial, os Estados Unidos despontavam como os maiores exportadores de produtos agrícolas e industriais; o dólar passou a ser a unidade de conta do comércio internacional e os EUA estavam com estrondosos volumes de créditos para receber da Europa por ter financiado suas despesas da guerra. Desta maneira os EUA conseguem grandes superávits da balança de pagamentos e acumulam vultosas quantidades de reservas em ouro.

Houve um período crítico entre os anos de 1920 e 1921, quando o padrão monetário vigente, o Padrão Ouro, dependia estritamente do equilíbrio de balança de pagamentos dos países dos principais bancos centrais de então: Alemanha, Estados Unidos, França Inglaterra.

Tratado de Versalhes, assinado em 1919, impôs à Alemanha as indenizações dos custos da guerra da França, da Inglaterra e outros aliados. Estes, por sua vez, saíram do conflito como grandes devedores dos Estados Unidos. O país alemão atravessou uma crise de hiperinflação nunca vista em sua história, hiperinflação stricto sensu: suspendem-se as transações de compra e venda entre comerciantes e industriais e o Marco fica sem valor. Tal fenômeno contagiou, sob forma de inflação galopante, a Polônia e os países emergidos do esfacelamento do Império Austro-Húngaro. A inflação passa a ser controlada em 1923, a partir da estabilização cambial propiciada pela atuação do presidente do “Comitê de Pagamentos de Reparação”, Charles Dawes, com reestruturação e alguns abonos parciais da dívida alemã, pelo que foi agraciado com o Nobel da Paz. A partir daí, dirimiu-se a necessidade do tesouro alemão gerar extremos superávits em contas correntes para quitar juros da dívida e o Marco pôde novamente se estabilizar ante ao dólar [7].

Pelo lado dos EUA, a atuação política-econômica de sua diplomacia, para equalização monetária internacional, se deu no bojo da recuperação do “breve” período de recessão entre janeiro de 1920 a julho de 1921, quando, no âmbito interno, trataram e superaram a recessão com as seguintes medidas:

1) cortes da taxa de desconto [8] por parte do Federal Reserve (indo de 7% em janeiro de 1920 a 4% em junho de 1921);

2) triplicação do estoque de títulos do governo por parte do FED em operações de compra a mercado aberto;

3) concessão de crédito agrícola [9], estimulando assim o mercado internacional;

4) financiamento da exportação por parte da organização estatal War Finance Corporation em 1921;

5) financiamento de obras públicas por meio de um déficit limitado.

Porém, após 1926, conforme tais medidas eram cortadas, seus efeitos foram perdendo fôlego.

Esclarecendo as falácias sobre a inflação e política monetária

A partir da compreensão destes fatos podemos verificar que, ao contrário do que os defensores do Estado Minimo preconizam, de 1920 até 1940 a inflação acumulada nos EUA estava em queda [10a].

Inflação Acumulada nos EUA
Os nºs invalidam a apologética que diz que o FED inundava a economia imprimindo dinheiro
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Um dos argumentos dos revisionistas, como já dito anteriormente, é que a atuação do FED criou inflação devido a emissão descontrolada de moeda, o que seria uma das causas da crise de 29. Porém, basta conferir o histórico [10b] da inflação nos EUA de quando estourou a crise de 1929 e como ela se comportou após, mesmo com as atuações anticíclicas do governo, e perceba-se não haver pressão inflacionaria do nível de preços; a produção por trabalhador cresceu 43% entre 1922 e 1929 [11]:

Os preços caíram após a intervenção estatal na crise de 1920 e no período que abrangeu a Grande Depressão

Não havia, assim, superabundância de crédito devido ao FED às vésperas do desabamento do preço das ações e cadeia de falências. Nem havia processo inflacionário nos EUA a despeito do crescente endividamento das famílias para compra de bens de consumo duráveis, dado que se acumulava reservas e liquidez internacional. O financiamento do consumo das famílias, que realmente se elevava, não era engrossado pelas instituições bancárias propriamente ditas, mas por empresas de financiamento ao consumo, sem regulação: em 1919, havia poucas empresas de financiamento ao consumo, mas em 1925 havia cerca de 1.500 dessas instituições [12].

A realidade da política de crédito – para entender o que os revisionistas não conseguem

Ao contrário então do que é pregado pelos partidários do Estado Mínimo, o FED não “forçou” os juros pra baixo; ao invés, preocupado com a força da especulação, segurou mais o crédito e subiu as taxas de juros já a partir de 1928, em vez de reduzir os juros e oferecer mais liquidez ao sistema. O preço médio das ações dispara em 40% e a taxa de lucro dos bancos era super-favorável. Houve na época de 1929 uma forte deflação da dívida privada, com posterior queda do consumo para amortecimento das dívidas, e nisto, queda da confiança dos consumidores

No livro de Milton Friedman e Anna Schwartz sobre a história monetária dos Estados Unidos. Friedman considera como ponto-chave para explicar a tardia, tímida e insegura atuação do Banco Central em intervir como emprestador de última instância à morte de Benjamin Strong, conselheiro do FED, que se relacionava com o Banco da Inglaterra e fora um dos formuladores do FED em 1907. Os autores pregam que a recalcitrância da autoridade monetária oficial em agir como emprestadora de última instância dinamizou a Grande Depressão.

Com efeito, apesar da ampla concordância acerca de que parte do diagnóstico de Schwartz e Friedman sobre a crise esteja consistente, quanto ao atraso da ação do FED, hoje em termos gerais sua tese foi superada devido a ampliação da perspectiva sobre a criação e circulação da moeda proporcionada por um conjunto de pesquisas de economistas. Demonstram que, nas economias de mercado, a moeda é criada sobretudo por forças de caráter mercadológico, puxada pela demanda.

As autoridades monetárias não têm efetivamente domínio do conjunto de valores monetários circulantes, mas podem trabalhar em cima do custo do dinheiro para amortecer pressões para amplas flutuações nas taxas de juros, diminuindo a instabilidade. Essas pressões são impulsionadas, cumulativamente, nas ações das instituições financeiras de emitirem empréstimos, registrarem a emissão em formas de ativos e colocarem na conta dos tomadores como um passivo; esta lógica básica, que na prática se dá sob muitas formas que variam em complexidade, reflete o processo de criação de unidades monetárias, criação de dinheiro[13].

Os níveis de endividamento privado ilustram as bolhas formadas pelas forças do mercado

Bolhas, caos no mercado e procedimentos anticíclicos

Esta nova perspectiva aberta pela pesquisa aparece no cerne de uma das maiores dificuldades que os adeptos da apologia mercadista possuem para entender aquele processo histórico; seus ideólogos não conseguem investigar – nem possuem ferramentas apropriadas para tal em seu aparato – forças motoras subjacentes aos fenômenos sistêmicos do mercado monetário. E isso implica que algo deve se encaixar nas suas deduções a priori caso a realidade ainda possa fazer sentido para eles. Postulam que o capital de investimento e a liquidez são derivados sobretudo do produto das decisões dos indivíduos de poupar e não poupar. E nesta visão, tal se relacionaria com as taxas de juros vigentes, que se alteram de acordo com o somatório das decisões. Logo, sempre as bolhas teriam de ser explicadas pela política de juros dum banco central, porque não se poderiam formar (nessa tese) pelo saldo das decisões dos indivíduos que de um jeito ou de outro se corrigiriam pelos sinais do cálculo econômico.

Portanto não dão conta de se aperceberem que as instituições financeiras criam valor monetário (não necessariamente em forma da moeda impressa), antecipando e captando valor do futuro, com uma expectativa tacitamente compartilhada de que será realizado com os negócios e, trazendo este valor para o presente, lucrando com diferenciais de juros – entre futuro e presente – que cobram de acordo com a expectativa da realização do próprio valor. E conferindo substância a produtos derivados desta captação, com instrumentos diversos para isso, a partir da expectativa da realização autorreplicante deste valor que (virtualmente) deverá ser gerado, geram outros esquemas financeiros multiplicadores. Como pirâmides.

A disparidade das tendências dos níveis da dívida privada com a inflação na véspera da crise

Pois bem, recapitulando a conjuntura[14], com a subida das ações da Bolsa nova-iorquina, os produtores reclamavam de escassez de crédito, que era concentrado em compras de ações por parte dos banqueiros; essas ações por sua vez serviam como instrumentos de garantia para fornecimento de empréstimos e compras de novas ações, um esquema de pirâmide típico de mercados desregulamentados…

Em sete anos, de junho de 1922 a junho de 1929, as atividades especulativas dos bancos privados, em formas de empréstimos, aumentaram em mais de 46% (especialmente imobiliários, que em si aumentaram 108%)[15].

Comparem na tabela abaixo a diferença das participações em hipotecas da parte de especulações privadas com as de fundos públicos:

% da participação de fundos públicos no mercado hipotecário.
Mesmo com o boom do mercado e a crescente urbanização, a participação pública não chegou a metade e foi estável de 27 a 29

O excesso especulativo de Wall Street nos anos 20 foi financiado pela bolha da dívida privada. Apesar do efeito explosivo no mercado de ações, este foi um reflexo da Crise, mas a força mais profunda esteve no Mercado de obrigações. Era neste mercado que as empresas se financiavam emitindo os títulos denominados “obrigações” em formas de empréstimos com juros e vencimento para o reembolso da dívida. E a espiral era alimentada com a compra destes títulos pelos bancos que precificavam os juros com analise de risco e retorno. O crash do mercado de títulos aconteceu em 1931-32, e ele destruiu muito mais dinheiro do que o crash do mercado de ações de 1929.

O crash fatal de 1931-32 foi o do mercado de títulos, mostrado no gráfico a seguir [16]:

Taxas de obrigações emitidas – o mercado louco

Houve a corrida bancária e a desregulamentação fizera com que o nível de empréstimos estivesse completamente desvinculado de lastros. O nível do valor dos depósitos sangrava sob efeito do próprio processo multiplicador bancário da moeda. Os empréstimos caíram porque enfim os bancos se mancaram da necessidade de manter as reservas excedentes, e o FED interveio tardiamente tentando justamente salvar o padrão-ouro que fiava o funcionamento da circulação desregulada do mercado de então – em condição de assincronia dos Bancos Centrais das principais economias, às expensas da economia interna. Mas a queda dos depósitos pelo efeito manada foi muito maior do que a moeda em circulação.

Assim, o presidente republicano Herbert Hoover tentou equilibrar o orçamento com cortes públicos, e alimentou a espiral deflacionária e recessiva – como mesmo o ultraliberal Hayek admitiu [17] mais tarde, o remédio assim tem que ser investimentos públicos. O comércio internacional colapsava devido à queda das demandas internas devido às principais economias estarem primando pelo equilíbrio orçamentário. Isto implicou na queda da demanda internacional. As pessoas ficaram à mercê da maré financeira liberal e os governos acuados.

Foi a insuficiência de gastos, não correspondendo à quantidade de bens e serviços que a economia demandava produzir para manter o ritmo, que agravou a recessão. As primeiras medidas de Hoover até 1929 foram cortes drásticos no orçamento para tentar equilibrá-lo em face do desaquecimento. O PIB dos EUA despencou 31,8% entre 1929 e 1932, mas o governo incrementou no orçamento fiscal meros 0,3% [18]. A crise estoura em 1929; o primeiro New Deal foi realizado em 1933 e o segundo em 1935. A “Teoria Geral do Juro, do Emprego e da Moeda” de J.M. Keynes foi escrita em 1936.

Foi estabelecida a Corporação Financeira para a Reconstrução (RFC) em 1932, para a qual foi dada a autoridade para conceder empréstimos aos bancos para estabilizar o setor financeiro. O congresso aprovou a Lei Glass-Steagall em 1932, que criou o seguro federal de depósitos e aumentou a capacidade dos bancos de tomarem empréstimos junto ao FED. Com a posse de Roosevelt em 1933, em março foram adotadas as medidas de emergência que davam à RFC poderes extraordinários para estabilizar e reestruturar o setor financeiro mediante oferta de capital e comprando ações preferenciais de bancos, separando também os bancos nas categorias de bancos comerciais e de investimentos. Implementou-se uma regulação que impedia os comerciais de pagarem juros a conta correntes. Só depois de todas estas medidas que ganharam impulso as medidas de planejamento anticíclico e estímulo à demanda. Como comentado no início do texto, uma grande onda de estatizações vagou pelo mundo, movida pela força dos acontecimentos, em governos de todo espectro, inclusive à direita.

Epílogo

Cada um dos três pilares da ideologia do “Estado Minimo + Mercado Desregulado” foi desconstruido, assim como a totalidade da apologia quanto a sua isenção da culpa quanto a Grande Depressão. A cobiça egoísta, os moinhos desenfreados do Mercado e as pás de seus poderosos agentes desencadearam um processo de terror.

A principio, o procedimento padrão foi usar a crise para precarizar mais a classe trabalhadora – algo recorrente. Em 2008, quando esta força novamente vinha à tona para dominar, trilhões de dólares do contribuinte foram necessários para se evitar o mesmo. Outra vez, em consequência, forças de cunho fascista começaram a se generalizar em escala global.

Em 1933 houve um complô de grupos financeiros e industriais, incluindo os grupos familiares mais economicamente poderosos dos Estado Unidos, conspirando para depor e prender o presidente Roosevelt e instaurar uma ditadura de cunho fascista controlada por estes grupos de negócios [19]. Tentaram cooptar veteranos do Exército, tendo sido denunciados pelo major-general Semedley Darlington-Butler. O objetivo era reverter as garantias aos trabalhadores e a liberdade sindical proporcionadas pelo New Deal, que visavam restabelecer a coesão social e a convivência democrática entre as classes.
Não podemos deixar estes males tomarem conta da vida social humana novamente. Sessenta anos antes da queda do muro de Berlim, a ideologia mercadista ruiu com a economia. E quase derruba os alicerces da sociedade.

Notas

[1] John Kenneth Gailbraith em “Moeda: de onde veio, para onde foi?”. Pioneira Editora, 1983, 2ª edição, pg.201[2] New Economic Perspectives – Comparing Unemployment During the Great Depression and the Great RecessionMeasuring Worth – What Was the U.S. GDP Then?MADSEN, Jakob B. – “Trade Barriers and the Collapse of World Trade during the Great Depression”, Southern Economic Journal, Southern Economic Journal (2001) pgs.848–868

KRUGMAN, Paul – “Protectionism and the Great Depression“. Retrieved 2016-10-23.

[3] N. Gregory Mankiw e David Romer – eds. (1991) New Keynesian Economics, 2 volumes.Cambridge, MA: MIT Press

[4] Ranjit S. Dighe e Elizabeth Dunne Schmitt –  “Did U.S. Wages Become Stickier between the World Wars?” (2010) North American Journal of Economics and Finance 21(2):165‐181

[5] Cambridge – The Rise and Fall of State-Owned Enterprise in the Western World

[6] Mesmo no período do auge mundial de privatizações, entre 1996 a 2000, a proporção de empresas sob controle estatal nos países ricos da OCDE não caiu significativamente, com exceção de bens de capital, transportes e serviços de utilidade pública. E os governos mantiveram participações em ações das empresas privatizadas:

Pardue University – Government Control of Privatized Firms

[7] FRANCO, Gustavo – Origins and factors for hyperinflations (PDF)

[8] FRED Economic Data – Discount Rates, Federal Reserve Bank of New York for United States

[9] WRIGHT, Ivan –  Bank credit and agriculture

[10 a b] Inflation Data – Cumulative Inflation since 1913

[11] The Balance – U.S. Inflation Rate by Year: 1929 – 2018
ARNDT, De W. “The Economic Lessons of the Nineteen-Thirties“. Londres: Oxford University Press, 1944. P.15

[12] Taylor and Francis – Consumer Credit and the Propensity to Consume: Evidence from 1930

[13] Banco da Inglaterra

http://www.bankofengland.co.uk/publications/Documents/quarterlybulletin/2014/qb14q102.pdf

Stephen W. Rousseas https://www.abebooks.com/servlet/BookDetailsPL?bi=21190452244
KEEN, Steve – The dynamics of the monetary circuit
WRAY, Randall – The Endogenous Money Approach
Randall Wray e Éric Tymoigne – Modern Money Theory 101: A Reply to Critics
MINSKY, P. Hyman – Estabilizando uma Economia Instável
TCHERNEVA, Pavlina R. – The Nature, Origins, and Role of Money: Broad and Specific Propositions and Their Implications for Policy (PDF)

[14] AHAMED, Liaquat – Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World

[15] Charles E. Persons, “Credit Expansion, 1920 to 1929, and its Lessons.” The Quarterly Journal of Economics Vol. 45, No. 1 (November 1930): 94-130.

POPE, Ryan M. – Essays in Monetary Theory and Policy: On the Nature of Banking

[16] Peak Prosperity – Do Stock Markets Make Sustainability Impossible?

[17] Quanto à admissão de Hayek, mencionada acima, em palavras dele:

“Embora eu não considere a deflação como a causa original de um declínio na atividade empresarial, tal reação tem inquestionavelmente a tendência de induzir um processo de deflação – para causar o que há mais de 40 anos chamei de “deflação secundária” – o efeito que pode ser pior, e na década de 1930 certamente foi pior, do que o que a causa original da reação tornou necessária, o qual não tem função de direção para executar. Devo confessar que há quarenta anos eu argui diferentemente. Desde então alterei minha opinião – não sobre a explicação teórica dos eventos, mas sobre a possibilidade prática de remover os obstáculos ao funcionamento do sistema de uma maneira particular.” – na página 206 de “New Studies in Philosophy, Politics, Economics and the History of Ideas”.

Indo mais além, Hayek reconhece:

“Mesmo que haja muitas preocupações sobre a organização ad hoc de obras públicas durante uma depressão, tudo clama a favor de se ter agências públicas durante uma depressão para executar quaisquer atividades de investimento necessárias de serem realizadas em qualquer caso e pode possivelmente ser adiado até então. É o momento dessas despesas que representa um problema, uma vez que os fundos são muitas vezes extremamente difíceis de levantar em meio a uma grave depressão e a acumulação de reservas em tempos bons geralmente enfrenta as objeções mencionadas acima. Há pouca dúvida de que, em épocas de desemprego geral, o Estado deve intervir para mitigar as dificuldades reais, quer através do desembolso de uma compensação de desemprego, quer, como em épocas anteriores, da legislação para ajudar os pobres.” – em “The Gold Problem”. S. Kresge (ed.), The Collected Works of F. A. Hayek. Volume 5. Good Money, Part 1. The New World, Routledge, London. 169–185.

[18] BBC – Stephanie Flanders em Protectionism wasn’t the problem

C. Dow. Major. “Recessions: Britain and the World”, 1920-1995. Oxford University Press, 1998. p.137, 164, 182 e 192

[19] DELTON, Sally – The Plots Against the President

Kennedys and King – The Attempted Coup Against FDR

DELACENSERIE, Katie L. – Wall Street’s Search for a Man on a White Horse: The Plot to Overthrow Franklin Delano Roosevelt

A Grande Depressão: quando a lógica do livre mercado quase destruiu o próprio Capitalismo

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