O Livre Mercado é a chave para a prosperidade? A Noruega prova que não.

A Noruega alcançou sucesso econômico e social em diversas áreas por ter seguido uma agenda de desenvolvimento totalmente inversa da qual é imposta atualmente no Brasil.

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A Noruega é um país gelado localizado no extremo norte da Europa e considerado por alguns o mais próspero do mundo.

Esse título é comumente atribuído a essa nação devido aos diversos indicadores econômicos invejáveis, estando sistematicamente entre os melhores do mundo em itens como PIB per capita [1] (indicador de geração de riqueza, maior = melhor), IDH [2] (indicador de desenvolvimento social, maior = melhor), índice GINI [3] (indicador de desigualdade social, menor = melhor), índice de homicídios [4] (menor = melhor), desemprego [5], dentre diversos outros (praticamente qualquer indicador de desenvolvimento tem a Noruega entre as primeiras posições).

Um país com tamanho êxito em áreas tão distintas é um caso importante a ser estudado por aqueles que desejam o sucesso econômico e social de sua própria nação e este texto se propõe a compreender o que tornou e mantém a Noruega numa posição destacada entre todos os países do mundo.

Serão levantados os principais pontos que tornaram a Noruega um caso de sucesso, dentre tantos outros países que encontraram grandes reservas de recursos naturais, dado que muitos acabam permanecendo no atraso dependendo unicamente da extração da matéria prima encontrada.

A Noruega se tornou um país independente da Coroa Sueca em 1905 e permaneceu com pouco destaque na economia europeia até o início da exploração de petróleo no Mar do Norte, na década de 60, cujo período deve ser resumido antes de se aprofundar em outros aspectos da economia norueguesa.

Centro financeiro no bairro de Bjørvika, em Oslo.

Isso se faz necessário pelo fato desse país, apesar de possuir uma pequena população,  de apenas 5 milhões de habitantes, ter se tornado o 13º maior produtor de petróleo do mundo, com uma produção de 2 milhões de barris por dia, além de ser a origem de diversas companhias relevantes em nível mundial do setor (como a Statoil, a Aker Solutions, a Subsea 7, a Seadrill e a DOF). Essa relevância é visível na composição das exportações do país, na qual produtos relacionados ao petróleo chegam a quase 65% do valor exportado.

Alguns poderiam dizer que isso é consequência do petróleo fácil, como o do Oriente Médio, mas isso não é verdade. O petróleo norueguês está em alto mar e sempre precisou de tecnologia de ponta para ser devidamente extraído. Sua situação se aproxima muito mais com a do Brasil, México, Nigéria, Guiné Equatorial e Namíbia do que dos países do Oriente Médio que possuem óleo de altíssima qualidade e extremamente acessível logo abaixo de seus desertos. Não é necessário se estender para concluir que o ouro negro não trouxe prosperidade similar para os outros países em situação análoga à norueguesa.

Está gostando deste artigo sobre o desenvolvimento da Noruega? Então confira também o nosso artigo que explica como a Inglaterra se desenvolveu clicando aqui.

O Modelo Norueguês de Exploração de Petróleo

Durante a década de 60, a exploração de petróleo na Noruega era quase completamente feita por empresas privadas estrangeiras. No governo de Trygve Bratteli (do Partido Trabalhista Norueguês, que governou nos períodos de 1971-1972 e 1973-1976), foram tomadas decisões que muito influenciaram no destino da Noruega: A criação da Statoil (petrolífera 100% estatal), a definição de que o governo norueguês teria no mínimo 50% de todos os campos explorados a serem licenciados no país e a obrigatoriedade dos estrangeiros desenvolverem fornecedores locais (chegando ao ponto de forçar a contratação de fornecedores específicos para que sua operação fosse autorizada).

A partir da 4ª rodada de licenciamento (1978-1979) foi introduzida a obrigatoriedade de investimento em pesquisa e desenvolvimento pelas empresas interessadas. Desse investimento, 50% obrigatoriamente teria que ser feito em instituições norueguesas.

A sede da Statoil, em Oslo, Noruega.

Em 1985, houve alteração no sistema: O Estado Norueguês passou a ter uma participação variável em cada projeto, definida para cada licença, sendo essa participação do Estado executada através da Statoil (ou seja, a todos os campos a serem licitados teriam a Statoil como sócia, com essa porcentagem variando em cada projeto).

No ano de 1990, foi criado o atual fundo soberano norueguês: o Government Pension Fund Global. Fundo esse que se tornaria o maior fundo soberano do planeta, responsável por investir a receita do governo norueguês como consequência de sua participação na exploração de petróleo do país.

As políticas de conteúdo local foram abolidas em 1994, como consequência de um acordo de livre comércio com a União Européia.

Em 2001, foram vendidas parte das ações da Statoil, que se tornou uma empresa de economia mista, mas tendo como maior acionista o Estado norueguês (que permaneceu como único controlador da empresa). Com essa venda, a participação estatal nos campos passou a ser administrada através da recém fundada Petoro (100% estatal), a qual, porém, não opera nenhum campo.

Pode-se dizer que o regime de partilha que tentou se estabelecer para o pré-sal brasileiro foi inspirado no regime norueguês em diversas de suas fases, como:

1- Possuir uma participação estatal variável para cada campo licitado, administrada por uma empresa 100% estatal (Pré-Sal Petróleo S/A), com participação obrigatória da operadora de economia mista (Petrobras), de uma forma que também varia em cada projeto;
2- Criação de um fundo soberano para a investimento das receitas do Estado provenientes da extração petrolífera;
3- Obrigatoriedade de conteúdo local para os empreendimentos.

O Fundo Soberano e o Estado Empresário Norueguês

Pode-se dizer que a principal herança do modelo de exploração de petróleo norueguês é o seu fundo soberano, o Government Pension Fund Global que por si só é uma demonstração do gigantismo do Estado norueguês.

O valor de mercado do fundo soberano no dia de elaboração desse artigo ultrapassava 7 trilhões de coroas norueguesas (mais de 800 bilhões de dólares), sendo que todo o mercado de ações da Noruega estava avaliado em pouco mais de 2 trilhões de coroas norueguesas (menos de 1/3 do tamanho do fundo soberano do país). A dívida pública norueguesa se encontrava em um pouco mais de 1 trilhão de coroas norueguesas, o que significa que o fundo soberano poderia comprar todas as ações e toda a dívida pública norueguesa 2 vezes que ainda assim sobraria dinheiro.

Como o PIB da Noruega está um pouco acima de 3 trilhões de coroas norueguesas (menos de 400 bilhões de dólares), isso significa que toda a riqueza produzida no país em dois anos é menor que o valor de mercado do fundo soberano norueguês.

No entanto, mesmo sem considerar o Government Pension Fund Global, o governo é o principal player econômico do país, controlador de todas as 5 maiores empresas da Noruega em valor de mercado (já excluindo dessa lista as empresas totalmente estatais, que não possuem valor de mercado bem definido para serem avaliadas), que estão listadas abaixo:

Dentre essas empresas se encontram a maior petrolífera do país (Statoil), a maior empresa de telecomunicações (Telenor), o maior banco (DNB), além da maior empresa de alumínio (Norsk Hydro), mas a participação do governo em setores estratégicos não se resume a essas companhias.

No setor de energia elétrica, por exemplo, praticamente não há espaço para a inciativa privada. Toda a transmissão e distribuição de energia elétrica em alta tensão é controlada por uma empresa 100% estatal chamada Statnett, que também é a operadora do sistema.

Na geração de energia, além da Norsk Hydro (segunda maior geradora de energia do país), o Estado está presente através da Statkraft (maior geradora de energia do país) e da TrønderEnergi, dentre outras empresas públicas.

Com geração quase totalmente estatal, a Noruega é um dos líderes mundiais no uso de energia limpa e renovável, com mais de 99% de suas necessidades energéticas geradas através de usinas hidrelétricas. Também lidera no uso de carros elétricos e se destaca mundialmente com planos agressivos de redução das emissões de gases poluentes (o que parece irônico vindo de um país que tem nos derivados de petróleo o principal produto de exportação).

Antes da criação da Statnett e Statkraft, a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica era tratada diretamente pelo Norges vassdrags- og energiverk, que é algo como um Ministério das águas e energia. O que significa que o modelo estatal na área de energia elétrica é bastante antigo.

Outro ponto que deve ser destacado é o baixíssimo nível de corrupção (entre os menores do mundo), tanto no serviço público quanto no privado, que está fortemente ligado à transparência quase irrestrita. Diferentemente de outros países, onde o sigilo fiscal é inviolável e um valor defendido de forma apaixonada, na Noruega a renda e os impostos pagos por qualquer cidadão está disponível a quem estiver interessado desde o ano de 1814 (época em que era unida com a Suécia), quando essas informações já podiam ser obtidas nas prefeituras. Hoje, com a internet, os habitantes da Noruega conseguem facilmente descobrir quanto ganham e os impostos que pagam cada um de seus compatriotas, o que simplifica enormemente o combate à sonegação fiscal e enriquecimento ilícito.

Carga Tributária e o Estado de Bem-Estar Social Norueguês

Outro ponto em que a Noruega se destaca é quanto a seus altos impostos. O sistema de taxação norueguês é todo construído de acordo com a ideia de que cada um deve pagar impostos de acordo com suas capacidades, ou seja, o imposto é progressivo: quem ganha mais, paga mais. Pode-se dizer que os impostos noruegueses são altos porque, desde 1970, o peso dos mesmos está entre 35% e 45% do PIB, com pequenas variações no período, sempre figurando entre as maiores entre os países membros da OCDE.

Os noruegueses usufruem dos melhores indicadores sociais do mundo.

Sobre o Estado de Bem-Estar Social, pode-se dizer que a Noruega é referência no mundo, sendo utilizada como exemplo clássico de Estado que propicia tudo que um cidadão pode desejar de um governo, o que um (neo)liberal consideraria um entrave para o desenvolvimento de uma nação.

Os direitos trabalhistas são muito extensos. A lei permite trabalho até 40h semanais, mas todos os acordos coletivos vigentes são de até 37,5h semanais. Além disso, funcionários tem direito a redução de carga horária por motivos sociais, de saúde ou bem-estar. Os que não possuem cargo de chefia devem receber no mínimo 40% de adicional em caso de horas extras.

Todos os funcionários tem direito a 5 semanas de férias, sendo que aqueles com mais de 60 anos possuem o direito de uma semana adicional (totalizando 6 semanas). 3 dessas semanas devem ser tiradas de forma consecutiva, enquanto as outras 2 semanas podem ser divididas em dias ou semanas separadas.

Um funcionário tem direito a 10 dias por ano para cuidar de seus filhos doentes, aumentando para 15 no caso de ter mais de um filho. Pais (ou mães) solteiros tem esse benefício dobrado (20 dias no caso de um filho e 30 no caso de mais de um). Em caso de gravidez, são disponibilizadas 43 semanas (algo próximo de 10 meses) de folga a serem compartilhadas pelo pai e mãe (sendo que as primeiras 6 semanas necessariamente devem ser da mãe e 14 dessas semanas necessariamente do pai).

O seguro-desemprego é bastante generoso. O desempregado recebe 62,4% de sua renda bruta por até 1 ou 2 anos, dependendo de sua faixa de renda. Caso você não tenha dinheiro o suficiente para sua subsistência, o governo irá complementar sua renda no valor que considerar necessário (o valor depende do município).

O hospital público Østfold, em Oslo, Noruega.

O sistema de saúde norueguês é universal, gratuito, descentralizado e financiado pelos impostos. A maior parte dos hospitais é estatal, com uma quantidade muito pequena de hospitais privados. Além disso, mesmo os hospitais privados normalmente recebem dinheiro do Estado.

A Noruega possui um sistema educacional público bem estruturado, que abrange desde a infância até a universidade. Apenas o jardim de infância é pago, mas o governo tem como objetivo torna-lo acessível para todos que tenham interesse em colocar seus filhos no jardim de infância. Quanto ao tamanho do sistema público em relação ao privado, se encontram fora do sistema estatal de educação 45% das crianças no jardim de infância, 2,2% dos usuários da educação primária e secundária baixa (10 primeiras séries, dos 6 aos 16 anos), 6% dos alunos da educação secundária superior (16-19 anos) e 13% dos alunos universitários.

Conclusões


Reine, no arquipélago de Lofoten, no norte da Noruega.

Levando em consideração todos os fatores apresentados no texto, pode-se concluir que a chave do crescimento do país mais próspero do mundo não foi o livre-mercado, mas a presença massiva do Estado nos setores chave da economia (extração de matéria prima, serviços básicos, saúde, educação, sistema bancário, sistema elétrico, entre outros), o oferecimento de amplo sistema de bem-estar social e o estímulo ao desenvolvimento de empresas e tecnologias locais.

Também salta aos olhos que a corrupção não é combatida com retórica simplista que responsabiliza o Estado e ignora a corrupção privada. Na Noruega as contas dos indivíduos são expostas e isso é utilizado para inibir a corrupção pública e privada simultaneamente.

Tudo isso leva a um sério questionamento acerca da ideologia que está sendo vendida como solução para o Brasil.

Referências:

• [1] Knoema – GDP per capita ranking 2016
• [2] PNUD – Relatório do Desenvolvimento Humano 2015
• [3] The World Bank – World Development Indicators: Distribution of income or consumption
• [4] UNODC Statistics
• [5] The World Bank Data – Unemployment, total (% of total labor force)
• OEC – Norway
• Norsk Petroleum – Everything you need to know about Norwegian petroleum activities
Norges Bank
• Forbes – The World’s Biggest Public Companies: Norway
• Statoil – Major shareholders
• Telenor Group – Major Shareholdings
• DNB – Shareholders
• Yara – Shareholders
• Hydro – Main Shareholders
Our Power Plants
• Oslo Bors – Norwegian Indices
• National Debt Clocks – National Debt of Norway
• Statista – The world’s leading primary aluminum producing companies in 2015, based on production output (in 1,000 metric tons)
• Statkraft – Hydropower
• Statnett – Legislation
• The Guardian – Norway pledges to become climate neutral by 2030
• Skatteetaten – Tax in Norway
• OECD – Revenue Statistics – OECD countries: Comparative tables
• NHO – Basic Labour Law
• NAV – Unemployment benefits 
               Information about NAV’s services and benefits
               Pensions and pension applications from outside Norway
• Transparency International – CORRUPTION PERCEPTIONS INDEX 2014: RESULTS
• BBC – Tax transparency: Could the UK take a leaf out of Norway’s book?
• G1 – A Noruega pode ter o segredo para acabar com a sonegação de impostos?
• Statens legemiddelverk – The Norwegian health care system and pharmaceutical system
• Utdanningsdirektoratet – Education in Norway: from Kindergarten to Adult Education

O Livre Mercado é a chave para a prosperidade? A Noruega prova que não.

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  • Tarsila S

    Que delícia de artigo caraaaa!

  • Charon

    Artigo muito foda! Acabei aprendendo mais sobre a Noruega. Obrigado e meus parabéns, Leandro!

  • Charles sorb

    noruega enriqueceu com recursos naturais, antes disso era uma vila de pescadores miseráveis.

    • LuizSantos

      Enriqueceu TAMBÉM com recursos naturais, mas diferentemente de outros países, soube APLICAR esses recursos no desenvolvimento do país. Também somos um país rico em recursos naturais, nem por isso somos desenvolvidos, entendeu?

    • Carolina Nunes

      Noruega é a porra de uma península de GELO. Eles tem PEIXE de recurso natural, e só recentemente foi descoberto petróleo.
      A Finlândia que está ali do lado também é podre de rica (comparada conosco) e não tem nem peixe nem petróleo (e, as politicas finlandesas são até que bem parecidas com as norueguesas).

      Acredite, não são os recursos naturais.

  • Davi Rocha

    Mais artigos assim para destruir ainda mais os liberais pfv

  • Altemar Moreti

    A resposta esta logo no inicio, (5 milhões de habitantes) lá não se reproduzem iguais ratos, (por que será?) logo tudo fica bem mais fácil, mas muiiiiito mais facil!!

    • Charon

      O senhor se esqueceu que o Brasil tem um território continental e possui tantas riquezas naturais quando 10 Noruegas. O que impede o Brasil se desenvolver, na verdade, são os brasileiros que se pintam de verde amarelo para fazer patriotada e dizer “minha bandeira nunca será vermelha” ou “orgulho de se brasileiro” para logo depois dizer que o brasileiro se reproduz como rato.

      Em vez de culpar o pobre pela própria pobreza, tome vergonha na cara e vá cobrar o fim do latifúndio, que este sim atrasa o desenvolvimento do país, meu senhor.

      • Tulio Carminati

        Charon tem território continental riquezas naturais quanto 10 noruegas, regulação como 50 noruegas, população de 40 noruegas e um pib de 10 noruegas com gastos publicos de 20 noruegas… Entendeu onde está o problema? Não dá pra comparar… Ninguém compara com a austrália né? Pq será?

        • Charon

          “regulação como 50 noruegas” > pura ideologia baseada em nada.
          “um pib de 10 noruegas com gastos publicos de 20 noruegas… ” > pura ideologia baseada em nada [2]

          “Ninguém compara com a austrália né? Pq será?”

          Ué, se não pode comparar a Noruega com o Brasil (sendo que essa não foi a intenção do texto em nenhum momento, o texto fala sobre a importância do Estado no modelo norueguês de desenvolvimento) por onta do tamanho da população, então por que comparar com a Austrália seria válido, se ela tb tem uma população bem menor que a nossa? as vamos comparar: a Austrália é uma fazendona gigante com apenas 20 milhçoes de habitantes, já o Brasil é uma fazendona gigante de latifúndios com 200 milhões de habitantes, cercada de pobreza e miséria e se tornou isso justamente pelo liberalismo ser a ideologia dominante. Todos os governantes que quiseram industrializar este país foram sofreram boicote ou foram depostos. Apenas com uma economia altamente produtiva o Brasil poderia gerar riqueza para 200 milhões de pessoas, e isso implica em industrialização, a qual a história dos próprios países desenvolvidos prova que so é possível com DIRIGISMO ESTATAL. sses são os fatos, o resto é ideologia barata.

        • LuizSantos

          E por que não comparar com a Austrália? Também não é um país liberal. Aliás, a população de lá é bastante conservadora e intervencionista, até para fazer uma reforma no seu cafofo você tem que consulta a prefeitura. Ah sim, e tem que deixar um aviso para a vizihança dar pitaco! Churras em parques públicos bancados com dinheiro público? Por que não? Regulação estatal até para ser garçon? Isso é super mega baster “liberal”. Vocês só olham graficos, falam de países que não tem a mínima ideia de como funcionam!

    • Rudríiigo Souza

      A tendência de ampliação das possibilidades de escolhas de vida para as mulheres leva uma tendência à estabilização da natalidade. Amartya Sen já explicou isso bem

    • Edgard Bernays

      Densidade demográfica da Noruega: 14
      População: 4.593.041
      A Noruega possui ricos recursos em campos de gás, hidroeletricidade, peixes, florestas e minerais.

      Densidade demográfica de Botswana: 2
      População: 1 990 876
      Botsuana sempre foi o 2o maior produtor de diamantes do mundo…

      Argumento de imbecil baseado em “se multiplicarem como ratos”: Fail
      Argumento baseado na densidade demográfica: Fail
      Argumento baseado no acesso exclusivo de recursos naturais: Fail

      Manda mais “FAIL” que “FAILou” POKO

    • Edgard Bernays

      Só para rir mais ainda do argumento usando uma suposta correlação de coisas (que não existe) e o uso da Falácia Afirmação do Consequente entre população, densidade demográfica e riqueza de um país 😀 😀 😀 😀

      Sabe como é, sem dados, qualquer idiota tem “opiniaum”. Veja só, até vc mesmo com essa sua “correlação sem pé nem cabeça (e sem dados) corrobora isso

      Noruega
      Densidade demográfica da Noruega: 14
      PIB (nominal – Estimativa de 2013): US$ 515,832 bilhões
      28a economia mundial na lista do Banco Mundial.
      A Noruega possui ricos recursos em campos de gás, hidroeletricidade, peixes, florestas e minerais.

      Japão
      Densidade demográfica do Japão: 337
      3a economia mundial na lista do Banco Mundial
      PIB (nominal – estimativa de 2015): US$ 4 123 trilhões
      É pobre em recursos naturais

      China
      Densidade demográfica do Japão: 136
      2a economia mundial na lista do Banco Mundial
      PIB (nominal – estimativa de 2015): US$ 10,982 trilhões
      É altamente pobre em recursos naturais

      Argumento baseado na densidade demográfica: FAILou foi poko

      • Altemar Moreti

        Algo tão claro e cristalino, não precisa ser expert para ter a real noção de que o planeta esta definhando em todos os aspectos, devido a super populução, mas claro que os fundamentalistas judaico, cristão, islamita ingênuos irão continuar com o “crescei-vos e multiplicai-vos”, ate estarem comendo e respirando merda, um dia o mundo irá se libertar desses dogmas e agira com racionalidade!!

    • LuizSantos

      Fácil, o aborto é liberado até as 12 semanas e em alguns casos até 18 semanas, religião e Estado não se misturam e bancos são usados para promover o desenvolvimento do país e não para embolsar a grana da saúde e educação. Assim, com uma educação de qualidade e uma educação sexual aberta, sem tabus de retardados religiosos querendo ensinar as escolas como ensinar, as garotas e garotos são bem educados e se previnem 😉

    • Altemar Moreti

      O problema de superpopulação não é apenas do brasil e sim do mundo todo, podem ficar com mi mi mi, como já disse enquanto a razão não for opção nós e o planeta sofreremos!! mais de 7 bilhões de pessoas pra comer e cagar e ainda não enxergam o óbvio!

  • Ricardo da Mata

    Chupem, reaças! É uma questão lógico-científica: praticamente todos os países possuem livre mercado, só alguns tem bons níveis de justiça social, logo, o livre mercado não é o que produz essa justiça.

  • Roberto Santos

    Alguns esquerdistas brasileiro sonham com um Estado de Bem Estar Social assimilado ao dos Países Nórdicos (que, aliás, são capitalistas) e recebem, em retorno de seus sonhos e defesas, políticas tendentes a levar o País ao mais atrasado modelo de socialismo: o comunismo bolivariano.

    • Pino Rossi

      Boa!!! Foi o que tentei explicar em meu comentário logo abaixo.

    • Tiberinus

      Alguém te avisou que a guerra fria acabou com o fim da união soviética na década de 90?

      • Pino Rossi

        Tiberinus… Alguém te avisou que a guerra fria acabou com o fim da União Soviética na década de 90?

        • Tiberinus

          Vocês que ficam falando de socialismo.
          Eu procurei alguma menção a socialismo e capitalismo no texto, mas não encontrei.
          Deve ser porque vocês vivem na guerra fria até hoje e vêem socialismo em todo lugar, por serem totalmente desconectados da realidade.

          • Pino Rossi

            Claro… Claro… Enquanto isso, esta matéria da BBC Brasil pode dizer um pouco mais sobre a Noruega: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151217_noruega_melhor_mdb

          • Pino Rossi

            Desconectado da realidade é achar que o Estado é o melhor administrador e que pra distribuir riquezas é só aumentar os impostos de quem ganha mais…. Né?

          • LuizSantos

            Bom, o Estado não é o melhor administrador de riquezas, isso é verdade. Porém, é o único que pode forçar um empresário sonegador corrupto a pagar impostos e redistribuir a grana! É por isso que vocês odeiam tanto o Estado 😀

        • Edgard Bernays

          Procurando menção a União Soviética e não achei…

          Ahhh entendi, foi apelo falácia da falsa dicotomia para compensar a completa falta de qualquer argumento

        • Rudríiigo Souza

          Alguém não te avisou que com exceção da URSS, todos os países do mundo possuem maior participação do Estado na economia do que tinham em 1929? O liberalismo findou 60 anos antes então

    • Bode castro

      Mas Roberto Santos, a questão não é socialismo vs capitalismo, mas falar que o livre-mercado não é um estado natural, e nem tudo se resumo a mercadoria, ou poder de compra. Ninguém ao falar que noruega não é um exemplo de livre-mercado, está sugerindo que no Brasil você tenha um socialismo soviético ou de Cuba. O que está rolando, é que os valores tem que mudar, o que importa não é, eu poder andar de carrão sem pagar muitos impostos, mas eu não preciso comprar a melhor coisa, e principalmente, eu não quero ver minha liberdade reduzida a poder escolher comprar entre a mercadoria a e b, e nem ver a mundo reduzido a modelo econômico, se a economia não cresce, isso não que dizer tragédia, e muito menos a economia é o eixo central de uma país, que fala isso é economista que acha que economia e ciência exata. Por favor, o mundo não resume a comunismo vs capitalismo.

  • Roberto Santos
    • Tiberinus

      Os portais de direita jamais apresentam fontes, sempre fazem textos genéricos sem qualquer embasamento, desviam do foco do assunto e não sei de onde vocês tiram que refutam alguma coisa.
      Essa matéria sua é propaganda política pura e simples, sem nenhuma profundidade, nenhuma explicação do funcionamento da economia norueguesa, sueca, dinamarquesa ou finlandesa. Trata-se de mera propaganda.

    • Edgard Bernays

      Nossa, que “novidade” na internet….

      Link sem fontes confiáveis e dados, vai linkando e vai abrindo mais links sem fontes nem dados, ai vc abre um link em pdf com o nome pomposo de “Economic Freedom of the World 2013 Annual Report”

      E tem miseras 8 páginas e ZERO FONTES neutras e/ou acadêmicas que os corroborem… A fonte são eles mesmos

      Deve ser de verdade… Assim como o príncipe da Etiópia pobre pedindo dinheiro pela internet. Afinal se tá na internet, sem fontes, deve ser verdade…

    • LuizSantos

      Uma outra “visão”, “liberalismo.org” kkkkkkkkkkkkk

      • Charon

        “Uma outra visão”, aí coloca um panfleto neoliberalóide de quinta categoria. O artigo está recheado de fontes e dados, mas foda-se, quem fala a verdade é o meu panfleto, cuja fonte são outros panfletos, fonte em círculo, porque apenas minha visão simplista de mundo é que importa! Foda-se a realidade!

  • Pino Rossi

    Alguém precisa explicar que a Noruega é um país liberal e de livre mercado. Os impostos altos e progressivos se aplicam apenas às pessoas físicas. As Empresas são desoneradas ao máximo para produzirem emprego e riqueza. O Estado controla apenas alguns setores estratégicos, e principalmente a Educação, Saúde e Segurança. PONTO!

    • Tiberinus

      Liberal de livre-mercado com os principais setores da economia dominados pelo Estado Malvadão que você odeia.
      A idéia de que os altos impostos são apenas para pessoas físicas você apresentou sem fonte alguma. Busque uma fonte do governo norueguês como todas as do texto que comprove esse absurdo que você escreveu.
      Boa sorte, porque não existe.

      • Pino Rossi
        • Tiberinus

          Em primeiro lugar, seu link não prova seu ponto.
          Em segundo lugar, em que planeta easyexpat é um site do governo norueguês ou fonte fidedigna de alguma coisa?
          Eu fui bem claro:
          Indique onde no governo norueguês você vai pegar essa informação de que os impostos são somente pessoas físicas.
          Ok, vou expandir suas opções: Banco mundial, OCDE e ONU também serão aceitos.

          • Pino Rossi

            Noruega é um pais com livre mercado e liberal. Até onde aprendi, o empreendimento e investimento é livre. Os impostos são progressivos apenas sobre a renda e não sobre a movimentação de mercadorias. Os detalhes podem ser confirmados nas mesmas fontes que você forneceu.

          • Tiberinus

            A Noruega cobra IVA de 25%, que é um imposto sobre mercadorias e você diz que não há imposto sobre movimentação de mercadorias.
            E ainda tem coragem de dizer que nas mesmas fontes que eu forneci algo confirmará seu argumento falso.

          • Pino Rossi

            Imposto único sem aumentar pela movimentação. Leia melhor o que escrevi.

          • Pino Rossi

            Descontado todos os custos, inclusive os impostos, (explicando melhor) não é cobrado impostos sobre o lucro das empresas quando investem na produção. Os impostos são progressivos e altos apenas para a renda das pessoas físicas. Será que é difícil entender isso???

          • Vitor Dall’asta Rigo

            https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_carga_tribut%C3%A1ria

            Uma coisa bem simples: 46% do PIB nas mãos do Estado. não, não é livre mercado, nenhum liberal, seja neoclássico, seja da escola austríaca, afirmaria isso.

            Vcs são ensinados no Braisl a acreditarem que tudo que é bom é liberal, nem que pra isso seja preciso pisar na própria teoria neoliberal/liberal clássica de infinitas formas.

            Não tem porque um governo, seja de esquerda ou de direita, se opor à facilidade para a abertura de empresas, o único argumento liberal que diz que governos de esquerda sao ineficientes está atrelado ao salário mínimo, mas isso nao acontece na noruega, veja “O salário mínimo é de 4,8 mil” http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,noruega-o-pais-mais-prospero-do-mundo-imp-,1153141

            No mais, regulação eficiente do mercado, equilibrando facilidade de abrir uma empresa com segurança ao consumidor e direitos do consumidor são simpelsmente questões de eficiência que qualquer governo, de esquerda ou direita, pode e deve implementar.

            Agora que o liberalismo brasileiro (porque só aqui mesmo) está reduzido simplesmente à ~~facilidade de empreender~~, ele fica mais ridículo e refutável ainda, veja: o que vem primeiro, liberdade pra empreender, que engloba segurança, economia forte e estável, mão de obra especializada, boa infraestrutura ou investimento público maciço em redistirbuir de renda (pra diminuir a violência), serviços de educação e saúde de qualidade (pra gerar mao de obra qualificada e produtiva), investimento em infraestrutura? sim, a tal ~~acilidade de empreender~~ é mero resultado do intervencionismo do Estado na economia e não a fonte da solução. Ou vc acha que é só deixar fácil de empreender que o empresário se vira com toda a violencia, infraestrutura podre, trabalhadores semianalfabetos e ainda compete com multinacional de país desenvolvido sem interferência de tarifas alfandegárias? e depois de ficar anos e mais anos assim, no final, quando finalmente essa tal liberdade gerou tanta prosperidade, o empresário concordou em ser taxado progressivamente? por que? se tudo veio da iniciativa privada e do livre mercado nao deveriam ter hospitais privados e escolas privadas lá, ao invés de públicas? e daí, de repente, a noruega decidiu retirar os hospitais privados e escolas privadas de qualidade que os empresários construíram construíram pra implantar os sistemas públicos just for fun?

            é óbvio pra qualquer pessoa que a iniciativa privada pode ser capaz de gerar mutia renda, mas não a distribui e assim nao melhora a qualidade de vida da população em geral, por isso serviços públicos, taxação progressiva, renda básica, etc.

          • Pino Rossi

            Mais uma fonte para consulta sobre a liberdade econômica na Noruega….
            Ta ficando chato isso. Gente teimosa… hahah
            https://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_n%C3%B3rdico

          • Vitor Dall’asta Rigo

            O modelo nórdico (ou capitalismo nórdico[1] ou social-democracia nórdica[2][3]) refere-se aos modelos econômicos e sociais dos países nórdicos

            Social democracia, na primeira linha: A social-democracia é uma ideologia política que apoia intervenções econômicas e sociais do Estado para promover justiça social dentro de um sistema capitalista e uma política envolvendo Estado de bem-estar social, sindicatos, regulação econômica para promover uma distribuição de renda mais igualitária e um compromisso para com a democracia representativa.

            https://pt.wikipedia.org/wiki/Social-democracia

            wikipedia de novo aham

          • Vitor Dall’asta Rigo

            ” Alguns países nórdicos, por exemplo, fizeram experiências com mecanismos de livre mercado nos últimos 20 anos. A política neoliberal da Suécia, como a redução do papel do setor público ao longo das últimas décadas, resultou no crescimento mais rápido na desigualdade de qualquer economia dentro da OCDE[9] No entanto, a Suécia continua a ser mais igualitária do que a maioria das sociedades.”

            vc foi ironico né? isso aí tbm ta no link que vc mandou.

          • Pino Rossi

            O imposto não é cobrado sobre o lucro da movimentação ou produção. E se for investido na produção não é cobrado nenhum imposto, aliás recebem incentivos e facilidades…. Pesquisa que acha.

          • LuizSantos

            Aqui está claro que HÁ IMPOSTOS sobre lucros e dividendos! Vai ser desonesto lá no site do Mises!
            http://www.oecd.org/ctp/consumption/revenue-statistics-and-consumption-tax-trends-2014-norway.pdf

          • Charon

            A tática deles funciona assim, Tiberinus: “foda-se que o Estado é gigante e interfere em todos os setores da economia, bem como em todas as suas fases de produção! Eu vou me apegar a detalhes ridículos para dizer que é livre mercado”.

            Agora a última desculpa dele é que na Noruega se tributa a renda (o que a esquerda vive cobrando aqui no Brasil em sua defesa pela tributação progressiva). E se tenta isso no Brasil, o que eles dizem? Que o empresário irá repassar sua perda para o consumidor. Então esa é a tática: sempre arrumar pretextos, criar subterfúgios, pegar exemplos isolados, exceções, detalhes, achando que assim provarão seu ponto de vista. Bem, o liberalismo sempre pregou o Estado Mínimo. Se eles realmente entendessem de liberalismo e fossem honestos reconheceriam que a Noruega não é liberal e nos poupariam tempo em ter que discutir o óbvio.

            Se eles precisam de tanta pilantragem para sustentar seu discurso, isso apenas deixa evidente o seu caráter falacioso.

          • Pino Rossi

            E esta tática: (fonte OCDE)
            – Elaborada rede de segurança social, além de serviços públicos, como educação gratuita e cuidados universais de saúde.
            Fortes direitos de propriedade, cumprimento de contratos e facilidade geral de fazer negócios.
            Baixas barreiras ao livre comércio.
            Isso é combinado com partilha de risco coletivo de programas sociais, mercado de trabalho e instituições que têm proporcionado uma forma de proteção contra os riscos associados à abertura econômica.
            Pouca regulamentação no mercado de produtos. Os países nórdicos classificam-se muito alto na liberdade de produtos de mercado, de acordo com a classificação da OCDE.

            Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_n%C3%B3rdico

          • LuizSantos

            Cara, o Wiki está CLARAMENTE dizendo que a Noruega é uma SOCIAL DEMOCRACIA, logo, não pode ser LIBERAL DE LIVRE MERCADO. O estado é GIGANTE, logo, não pode nem passar perto do conceito liberal de ESTADO MÍNIMO. Sério, vamos parar com a porra da desonestidade! Noruega não é um país liberal, há uma caralhada de restrições e regulações para abrir e manter uma empresa, uma caralhada de direitos e privilégios trabalhistas que se fossem aplicados aqui, prontamente seríamos taxados de COMUNSITAS.

            Cara, como liberal tupiniquim é desonesto e teimoso!

        • Tiberinus

          Eu peço governo Norueguês, OCDE, Banco Mundial e ONU.
          Ele me aparece com WIkipédia.
          Wiki aceita qualquer coisa, quero ver você aparecer aqui com uma fonte decente.

          • LuizSantos

            Cara, e até os links do Wikipedia que ele manda, constradizem o que ele diz. Está claro lá que o sistema é SOCIAL DEMOCRATA, ou seja, com o ESTADO MALVADÃO, intervindo na economia, fazendo redistribuição de riquezas e diminuindo as desigualdades social que é INERENTE do sistema capilista, que NUNCA foi concebido com a ideia de redistribuição de riquezas.

      • Pino Rossi

        É muito fácil abrir uma empresa na Noruega. E enquanto você criar empregos e não for deficitário (leia eficiente) o Estado Malvadão lhe dá apoio. Sim. A Noruega é um país de livre mercado.

        • Tiberinus

          Ninguém é contra facilidade de abrir uma empresa.
          Isso não é definição de livre-mercado ou não.
          Se a empresa tem que submeter a regras restritas definidas pelo Estado, o mercado não é livre.
          Assim sendo, a Noruega não é uma economia de livre-mercado, muito pelo contrário, é uma economia fortemente regulada.

          • Pino Rossi

            Alguém ensinou errado para um de nós então. Livre Mercado significa liberdade para empreender e investir. Abraço!

          • Tiberinus

            Não há liberdade de empreender e investir se o mercado é altamente regulado pelo Estado.

          • Pino Rossi

            Isto apenas no seu raciocínio. E não sou eu que vou lhe convencer. Abraço!!!

          • Pino Rossi

            O estado regula apenas para organizar e não dificultar. Se é que ainda não entendeu Tiberinus. É tudo uma questão de mercado aberto mesmo. Não seja tão fechado no raciocínio. Não quero polemizar fatos com você.

          • Roberto Santos

            Sob esse critério, não haveria livre mercado no mundo… Mesmo nas economias mais liberais, sempre há algum grau de regulamentação estatal, mínimo que seja.

        • Pino Rossi

          O sistema fiscal norueguês assenta no princípio de que toda a gente paga impostos de acordo com suas possibilidades e receber serviços de acordo com suas necessidades. (SIC)

        • Tiberinus

          Ninguém é contra o Estado organizar ao invés de dificultar.
          Ninguém disse que o Estado noruguês dificulta, ele coloca é ordem na economia, através de sua participação direta e regulação.

        • Rudríiigo Souza

          Pino, quanto maior o histórico de quebra de confiança nas relações contratuais, maiores os custos de transação. Veja no Brasil, o mercado privado de alugueis de imóveis é altamente burocrático. As imobiliárias exigem muita documentação onerosa e trabalhosa. Agora, se o nível de confiança é alto, isso facilita a simplificação de procedimentos.

        • LuizSantos

          Uma país de “livre mercado” com 45% de impostos e um fundo soberano que é duas vezes maior que todo o mercado financeiro. É verdade sim, abiguinho, pode confiar! 😀

      • Pino Rossi

        Ainda… Tiberinus…
        Leia melhor no mesmo artigo que passei e faça sua pesquisa sem ser preguiçoso.
        As empresas privadas na Noruega, se investirem todo o lucro na empresa, descontando todos os custos (inclusive e principalmente os custos sociais) o Estado Malvadão norueguês não cobra imposto.

        • Tiberinus

          Mais argumentos vazios, falsos e sem fontes.

          • Pino Rossi

            Procura nas mesmas fontes que você citou. Deixa de ser preguiçoso…. rs

        • Tiberinus

          O preguiçoso é você, que não quer encontrar o VAT de 25% sobre as mercadorias.

        • Edgard Bernays

          Fonte desse argumento: Instituto UrAnus

    • Anderson

      Um dos países com maior custo de vida do planeta não pode ser considerado liberal, não é atoa que turismo na Noruega é só para quem é muito rico. Eu prefiro viver num país liberal, onde tudo é mais barato, e pagar somente por aquilo que vou usar, do que viver nesse país soça com custo altíssimo de vida.

      • Charon

        Finalmente apareceu um (neo)liberal honesto para reconhecer que a Noruega não é liberal! kkkkk

        Claro, vc prefere viver num país onde vc tem o privilégio de estar na esfera do consumo, nem que para isso o resto do povo esteja na merda. Na Noruega o custo de vida pode ser alto, mas todos usufruem de um alto padrão de vida, todos tem acesso ao básico para poder viver com dignidade e poder crescer e envelhecer bem. É isso que diferencia a esquerda da direita: a primeira quer que todos estejam bem, a segunda apenas olha pro próprio umbigo.

        • Reginaldo Rodrigues de Oliveir

          Na teoria sim. Mas na prática não é isso que vemos nos países dominados pela esquerda. Vivemos aqui um sistema de castas. A propísito…existe direita e esquerda aqui? Ou apenas fisiologistas, populistas e demagogos?

    • Carolina Nunes

      Eu já estive na Noruega. O país possui um dos maiores índices de funcionalismo público do mundo, uma intervenção estatal absurda, educação, transporte e exploração de minérios praticamente exclusivos do Governo, politicas de controle de como os pais podem ou não criar os filhos, politicas de controle de que loja pode vender o que e em que horário e com que tipo de propaganda, e os sindicatos mais fortes do mundo.
      De verdade, o Estado por lá é muito mais forte e tira muito mais liberdades do que o nosso. Não tem NADA de “liberal” naquele pais. Mentira, tem sim; o cu das pessoas está totalmente liberado, sem nenhum politico religioso falando que eles não podem dar hahahahaha

  • Luiz Loureiro

    Rank de Liberdade econômica:

    12° Dinamarca;
    24° Finlândia;
    26° Suécia;
    32° Noruega;

    122° Brasil.

    Fonte:
    http://www.heritage.org/index/ranking

    • Cãomunista

      grande fonte!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Luiz Loureiro

        Avalie os países bem qualificados no índice de Liberdade economia. Veja a metodologia utilizada, o que é levado em consideração e como é levado em consideração. Se mesmo assim discordar que este é um índice que procura medir a liberdade da economia dos países, não temos o que debater. Se a liberdade economia vai trazer resultados positivos na questão social é outra questão.

    • Charon
      • Luiz Loureiro

        Avalie os países bem qualificados no índice de Liberdade economia. Veja a metodologia utilizada, o que é levado em consideração e como é levado em consideração. Se mesmo assim discordar que este é um índice que procura medir a liberdade da economia dos países, não temos o que debater. Se a liberdade economia vai trazer resultados positivos na questão social é outra questão a se colocar em discussão.

        • Charon

          Não existe nenhum dado empírico que relacione a facilidade de abrir uma empresa (que é basicamente o conceito de liberdade econômica que esses índices usam, e que está mais relacionado a um ambiente de segurança do que a um fator) com o desenvolvimento dos países centrais. Achar que um país se desenvolve unicamente graças à iniciativa privada é ideologia e já tratamos sobre isso no texto que fala sobre a industrialização da Inglaterra:

          http://voyager1.net/historia/como-a-inglaterra-se-desenvolveu/

          • Tiago Moraes

            Como a facilidade de abrir empresas não pode ser considerado um fator de desenvolvimento? Empresas geram empregos, renda, geram receitas públicas com impostos… logo, quando maior for a facilidade de se abrir empresas, maior será a liberdade para se empreender em um país, e consequentemente se obter o desenvolvimento. Agora, difícil é tu me apresentar o contrário: um dado empírico que mostre que restringir a capacidade de empreender de uma sociedade, contribuirá para o seu desenvolvimento. Mas eu não espero nada de alguém que argumenta com insinuando que devemos enfiar indicadores no…ok, devemos acreditar o “índice voyager” de desenvolvimento, baseado em textinhos de 1000 palavras.

          • Tiberinus

            Facilidade de abrir empresas é algo que todos defendem, então não é questão de “ser fator de desenvolvimento”, é caso de não ser parâmetro para distinguir que tipo de política o Estado segue.

          • Rodrigo

            “O Doing Business é o maior e mais complexo indicador de liberdade econômica”

            O Doing Business não tem viés de liberalismo econômico. Um país pode ter bom ambiente de negócios sem ter absolutamente nada a ver com
            preceitos ideológicos mimisistas ou proprietarianismo de Nozick.

            A Noruega está mais para Nozick ou John Rawls? Quer dizer, está bem além de John Rawls em filosofia social do direito.

            O país tem bem estar, igualdade, maior coesão social e menor violência, além de maior confiabilidade interpessoal. Isto reduz custos com
            segurança, logísticos, custos de transação, melhora expectativas. Assim, melhora o ambiente de negócios. Logo, não tem absolutamente nada a ver com “mimisismo”.

            Carga tributária alta depõe contra o liberalismo, porque influi no mecanismo de preços. Políticas sociais robustas influem nos preços dos salários, de serviços de saúde, educação, assistências diversas, barganha em todos os mercados. Nível de ocupação em emprego público influi nos preços de mercado de trabalho.

            Os Fatores que expliquei acima reduzem custos de transação, logo, taxas, impostos, etc., ficam menos complexos, dados os contratos mais simplificados, custando menos às empresas. Também não ocorrem as discrepâncias tributárias de entes subnacionais. E a tributação incide sobretudo sobre a renda.

            Tudo isto é completamente alheio à teoria liberal econômica.

            Enfim, vocês mimisistas ficam tão bitolados e dogmáticos que não conseguem raciocinar fora da caixa. Não param nem para pensar no que escrevem, querem simplesmente atirar para todo lado e até perdem de vista os preceitos principais de sua ideologia. É um desperdício humano.

    • Edgard Bernays

      KKKKKKKKKKKKK Que “fonte confiável”…

      • Luiz Loureiro

        Avalie os países bem qualificados no índice de Liberdade economia. Veja a metodologia utilizada, o que é levado em consideração e como é levado em consideração. Se mesmo assim discordar que este é um índice que procura medir a liberdade da economia dos países, não temos o que debater. Se a liberdade economia vai trazer resultados positivos na questão social é outra questão a ser analisada.

    • Rudríiigo Souza
      • Luiz Loureiro

        Avalie os países bem qualificados no índice de Liberdade economia. Veja a metodologia utilizada, o que é levado em consideração e como é levado em consideração. Se mesmo assim discordar que este é um índice que procura medir a liberdade da economia dos países, não temos o que debater. Se a liberdade economia vai trazer resultados positivos na questão social é outra questão a ser discutida.

        • Voyager

          Luiz, o Rodrigo Souza já lhe apresentou justamente um texto que rebate a metodologia desses índices. Vc leu?

          • Luiz Loureiro

            Fiz a leitura, e discordo. O Heritage não é a única instituição que mede o índice de liberdade econômica, outras o fazem, e a diferença nos resultados são pequenas. A realidade pode ser vista de forma clara, os países bem posicionados possuem de fato maior liberdade na economia, não vejo surpresas nos índices, mas claro, você pode sempre julgar um resultado como enviesado, não importando de qual instituição partiu, por isso vejo com importância haver outras instituições que também procurem fazer essa medição.

            Não nego a realidade, não preciso de índices que fazem a medição da liberdade economia para apontas inúmeros exemplos históricos e comparativos do desenvolvimento entre países que possuem economia mais livre e países que possuem economia menos livres.

            Historicamente países com maior liberdade econômica tiveram maior geração de riqueza e melhoria na qualidade de vida para a população. Exemplos históricos e comparativos podem ser dados como: Inglaterra e outros países da Europa; EUA e Brasil.

            Mais recentemente(últimos 30 Anos) posso destacar o desenvolvimento de países como Chile, Austrália, Singapura, Nova Zelândia em comparação a países semelhantes em determinados aspectos como Brasil, Venezuela, Bolívia que possuem menos liberdade na economia.

            Podemos discordar dos efeitos da liberdade econômica no desenvolvimento econômico e social dos países, isso é comum, mas vamos procurar respeitar a opinião alheia antes de apontar como pregação e fanatismo.

          • Voyager

            Todos os índices de liberdade econômica são feitos por think tanks conservadores usando a mesma cínica “metodologia”. São índices que ninguém sério leva a sério, somente vocês.

          • Marcel

            Disse e o economista de blog que ninguém nunca ouviu falar e não possui nenhum trabalho acadêmico relevante.

            Que tal postar então o índice e a metodologia utilizada que endossa a tese de que a presença massiva do estado é o principal vetor de desenvolvimento econômico de uma nação? Veremos Cuba e Venezuela no topo de tal índice, como potências econômicas, right?

            Vocês são tão desonestos quanto os liberais que criticam.

          • Reginaldo Rodrigues de Oliveir

            Bravíssimo. Mas ficarei feliz que eles indiquem então fontes diferentes… assim será possível comparar e analisar adequadamente.

          • Rudríiigo Souza

            Ora, mostre para nós qual país do mundo, com exceção da Rússia, possuem menor papel do Estado na economia do que havia em 1929;
            Você vem falar de “metodologia puramente científica e livre de viés ideológico”, isso é tudo o que apologetas mimisistas não têm.
            Ora, a direita domina há décadas a Guatemala, Honduras, dominou El Salvador, e não estão melhores do que Cuba, as duas primeiras enfrentam crises humanitárias tal qual a Venezuela, e a Venezuela ficou muito mal na transição do século após a década de governos pró-mercado também.
            E os índices do World Bank não possuem nenhum apelo semiológico como “índice de liberdade econômica”.

            Sua crítica foi apenas um bater de pezinhos.

          • Marcel

            Quem bateu os pézinhos e fugiu da pergunta, sendo incapaz de mostrar a metodologia isenta e científica utilizada que embasa a suposição de que há um nexo causal entre intervencionismo e desenvolvimento econômico foi você amigo.

            E quem defendeu a ausência do Estado na economia aqui? Larga de ser desonesto. Quem quer inferir um fator único, sugerindo uma receita de bolo onde o intervencionismo é a principal condicionante para o desenvolvimento econômico, mais uma vez, é você.

            O Estado numa economia capitalista moderna é necessário pra estabilizar o próprio capitalismo, criando frameworks regulatórios, impedindo abusos de agente econômicos, realizando investimentos através de bancos de desenvolvimento como o BNDES brasileiro, investindo em educação, saúde, segurança, infraestrutura, P&D, fatores que aumentam a produtividade de um país no longo prazo. Isso não vai na contramão do capitalismo e até o ditos “campeões do liberalismo” como EUA, Inglaterra e Hong Kong ou países com viés conservador como Coréia do Sul, Alemanha, Japão fazem, ainda que em graus variados. O welfare state moderno ajuda justamente a evitar convulsões socais geradas por instabilidades econômicas que minariam o próprio sistema capitalista, como a própria crise de 29 que você cita. Dizer algo genérico e óbvio como o fato de que a maioria dos países aumentaram o envolvimento do Estado na economia não demonstram o nexo causal que eu propus que você mostrasse entre a noção de “quanto maior o intervencionismo, maior o desenvolvimento econômico”.

            Mas há uma diferença ENORME entre o Estado atuar mediando e coordenando a atuação de agentes econômicos de setores estratégicos economicamente, mas ainda com papel limitado e numa economia predominantemente privada e um Estado que visa alocar recursos através de comitês de planejamento central, estatizar toda a economia, impedir a propriedade privada (como Cuba e URSS fizeram), que é o que tentaram fazer nos países socialistas (sufocando completamente o mercado como todo marxista tardio sonha em fazer). Esse malabarismo retórico de tentar associar dirigismo estatal com Estado regulador e investidor e que atua pontualmente com algumas empresas estatais não cola amigo. Se presença massiva do Estado na economia é sinônimo de desenvolvimento econômico, me mostre você qual país com economia predominante estatal e não de mercado que conseguiu alcançar o desenvolvimento econômico de forma minimamente estável. Carece de fontes, né? Defender uma economia capitalista regulada e com envolvimento de agentes estatais ainda é defender o capitalismo, mesmo que você finja pra si mesmo que isso converge com a defesa do socialismo, que você tem medo de fazer abertamente.

            Parece esses socialistas brasileiros que sonham secretamente com Lenin e Marx, mas correm pro colo de Keynes pra justificarem suas taras dirigistas, ainda que a teoria econômica de Keynes jamais tenha enveredado pra isso e tinha como foco justamente reformar o funcionamento básico do capitalismo.

            E sobre o World Bank… sua produção intelectual não possui apelo semiológico né? Enquanto isso o economista Ha-Joon Chang coloca a instituição ao lado do FMI e OMC no que ele chama de “tríade profana”, que busca recomendar políticas de abertura comercial, desregulamentação e diminuição da presença do Estado na economia ao países ainda desenvolvimento, resultando numa exposição prematura dos mercados internos desses países à uma competição muito mais preparada. Inclusive essa instituição publica o paper Ease of Doing Business Index que joga Venezuela lá na lanterna e não se distancia tanto dos resultados dos índices Heritage ou Frase Institute em relação aos países desenvolvidos, que o nível de liberdade econômica de um país não é algo objetivamente verificável (o próprio Ha-Joon Chang afirma isso em seus livros, olha que legal). Agora pode dizer que a produção desse paper possui metodologia voltada a condicionar resultados específicos também. Abraço!

          • Rudríiigo Souza

            Vamos tentar tirar um sumo do que você está tentando escrever ao invés de encher linguiça para dar volume.

            “”Defender uma economia capitalista regulada e com envolvimento de agentes estatais pontualmente ainda é defender o capitalismo “”

            Mas falta vergonha na sua cara. A Noruega não atua “com envolvimento de agentes estatais pontualmente”, mas com um terço da mão de obra empregada no Estado e imensa participação de capital público no PIB e depende inteiramente de empresas estatais.
            Pra que escrever esta cortina de fumaça pra soltar sem-vergonhices assim?

            E sobre quem “alcançou” alguma coisa, a história não acabou.

            Você late, late, late, mas não consegue esboçar minimamente uma crítica ao artigo. Apenas solta chistes com non sequiturs e macarthismo caricato.

            O Fórum Econômico Mundial tem o Índice Global de Competitividade e a Organização Mundial para a Propriedade Intelectual, ligada às Nações Unidas, tem o Índice Global de Inovação. Ambos possuem correlação, mas não nexo causal nem ligação direta, com desenvolvimento e bem-estar social, quando posto em paralelo os rankings de indicadores econômicos, sociais, etc. Sugerem que bons resultados em investimentos combinados de educação, saúde e seguridade social melhoram a arquitetura institucional para produtividade e ambiente econômico. E todos remetem muito mais a questões de custos de transação do que a “estado mínimo”…

            “”Assim, você pode cuidar pra que suas fontes pra um próximo artigo não sejam bastiões de uma ideologia diametralmente oposta a sua “”

            Não há três sintagmas coerentes no seu escrito. Você atirou pra tudo quanto é lado, não conseguiu provar ponto algum, e sinceramente, não dá nem pra sacar qual é o sentido do que está escrevendo a não ser buscar escrever por último para fazer parecer que conseguiu demonstrar qualquer coisa que seja.

          • Tiberinus

            Está aqui a metodologia dissecada de tal forma que até um liberal de internet vai entender:

            http://voyager1.net/economia/a-farsa-dos-indices-de-liberdade-economica/

          • LuizSantos

            Esses “índices de liberdade econômica” são puro chalatanismo, cara. UK é cheio de regulações, taxações e regras. Idem para a Suécia e Noruega que tem regras ambientais bastante restritivas, e por aí vai.

            No entanto, na Nigéria é um verdadeiro bundalelê, onde as empresas fazem o que bem entendem, idem para a Romênia, que caiu no conto do vigário neoliberal e não enriqueceu. Outro exemplo é BANGLADESH, onde praticamente não há regulação estatal há bastante tempo e é um dos países mais miseráveis do mundo.

            O desenvolvimento de um país é bem mais complexo, envolve incentivos à educação, formação de capital humano, capacitação profissional, investimento em ciência e tecnologia, formação bruta de capital, poupança, decisões governamentais acertadas, transparência, combate à sonegação fiscal, reinvestimento do montante arrecadado em infraestrutura, saúde e incentivo à P&D, e por aí vai.

            Você pode se desenvolver com ou sem o “livre mercado” que por si só é outra grande falácia, pois os bancos centrais controlam as taxas de juros das moedas nacionais no mundo todo, portanto, podem influenciar direta ou indiretamente nos resultados de uma empresa ou negócio.

          • Tiago Moraes

            Relatórios sobre liberdade econômica como o Doing Business e o Paying Taxes do Banco Mundial colocam a Noruega entre os países mais livres do mundo. O ICC, da OMC, que mede o nível de abertura comercial dos países, também coloca a Noruega entre as primeiras colocações.

          • Rodrigo

            Não muda absolutamente nada não ser o Heritage o único a empregar esta retórica. No começo do artigo já se fala que instituições como o Banco Mundial, OMC, ONU, Fórum de Davos, possuem outros indicadores de favorecimento ao ambiente de negócios, menos panfletários. E o Fraser também come nas mãos dos irmãos Koch.
            Não julgamos só o resultado enviesado. Pusemos em cheque todo o aparato conceitual.
            E sim, o desenvolvimento histórico de países é completamente alheio aos dogmas liberalistas.
            Há um artigo aqui que aponta que o desenvolvimento industrial da Inglaterra se deu completamente alheio a “liberalismo”, mas sim, com dirigismo estatal.
            Você mentiu. Não leu o artigo. Nele se menciona Singapura e aponta que não tem nada de liberalismo. Aponta que a história econômica dos EUA desabona o liberalismo. Mostra que o impulso industrial australiano não se deve a liberalismo (e lá possui vários e vários fatores que falseam o liberalismo). Nos comentários se tratou do Chile.
            O Brasil republicano de antes de 1934 era muito mais “liberal”, e muito mais atrasado.
            A Bolívia sempre foi o país mais pobre da América Latina, e os últimos anos experimentaram uma reversão neste processo. Honduras e Guatemala e El Salvador são historicamente dominados pela direita e são mais pobres e enfrentam crise humanitária (interessante que depois de assumir um governo de esquerda em El Salvador os indicadores sociais melhoraram).

            Não é questão de desrespeitar a opinião. Mas insistir que ela deve arcar com o ônus de corroboração, senão é puramente afirmação gratuita e dogmática.

    • LuizSantos

      Fonte e Heritage num mesmo comentário é prova de imbecilidade. Nenhum economista sério leva essa gente maluca à sério. Os caras são motivos de PIADAS na Academia de Economia. Esses liberalecos leite com pera são foda! Vão ler um livro de economia ou macroeconomia, fedelhos!

      • Tiago Moraes

        Ranking de Liberdade econômica do Banco Mundial – Doing Business, baseado em publicações de doutores em economia em periódicos de classificação máxima( A1) que avaliam a facilidade para se empreender em 190 países:

        Dinamarca: 03º lugar
        fonte:http://portugues.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/denmark
        Noruega: 06º lugar
        fonte:http://portugues.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/norway
        Suécia: 09º lugar
        fonte:http://portugues.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/sweden
        Finlândia: 13º lugar
        fonte:http://portugues.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/finland
        .
        .
        .
        Brasil: 123º lugar
        fonte:http://portugues.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/brazil

        E aí, comuna, vai recorrer a retórica com um novo ad hominen chulo?

        • Rodrigo

          Com isso fica comprovado que o índice de facilidade de negócios do Banco Mundial não tem correlação com a ideologia estadominimista ou liberalista econômica. Ponto.

          • Tiago Moraes

            Como é que um índice que mede FACILIDADE para se fazer negócio, não pode ser correlacionado com liberdade econômica? Tu quer me dizer que é possível um país com nível de intervenção idiossincrática oferecer mais facilidade para se fazer negócios do que em um país onde a intervenção estatal é menor? Eu quero ficar longe das drogas que você usa, fera.

          • Rudríiigo Souza

            O que sua pirraça só reforça é que o que você chama de “liberdade” não tem absolutamente nada a ver com “liberalismo ecônomico”. E preciso te avisar, pirraça infantil não substitui a leitura.

          • Tiago Moraes

            Pirraça infantil onde meu filho? Eu estou querendo que tu me explique essa tua lógica maníaca de desassociar uma linha de pensamento econômico que defende a liberdade econômica de um conceito que mede facilidade de se fazer negócios. Por um acaso é possível ser liberal e defender que o Estado dificulte a livre-iniciativa? Ou é possível ser anti-liberal e defender a livre-iniciativa?

          • Rudríiigo Souza
          • Tiago Moraes

            Eu já li esse artigo. Você não respondeu a minha pergunta. Eu já vi falácia de apelo a autoridade, mas ao invés de responder a um contra-argumento apelar para uma fonte cujo conhecimento é inferior ao do contra-argumentador, foi risível.

        • Tiberinus

          O banco mundial faz bons estudos, o problema no caso é que você não sabe interpretá-los mesmo.
          O Doing Business é esse belo estudo aqui:

          http://www.doingbusiness.org/~

          Os tópicos que ele considera são os seguintes:

          Starting a business, dealing with construction permits, getting electricity, registering property, getting credit, protecting minority investors, paying taxes, trading across borders, enforcing contracts and resolving insolvency.

          Tudo isso diz respeito a regras claras, bem definidas, um sistema legal bem construído, redução de burocracia, nada tem a ver com o Estado mínimo liberal.
          No caso da Noruega então, os casos do setor elétrico e bancário são muito facilitados pela forte presença estatal (através do maior banco e praticamente todo o setor elétrico).

          Como esse ótimo estudo do banco mundial nada tem a ver com a adoção de suas políticas liberais, e sim coisas que todo mundo defende, não serve para provar seu ponto.

          Já sobre os índices de liberdade econômica da Heritage Foundation e do Fraser Institute, o site tem dois novos artigos sobre o assunto, que mostram sua irrelevância:

          http://voyager1.net/economia/10-fatos-sobre-singapura-que-invalidam-os-indices-de-liberdade-economica/

          http://voyager1.net/economia/o-indice-de-liberdade-economica-da-heritage-foundation-e-confiavel-ou-olimpiada-do-laissez-faire/

          • Tiago Moraes

            Você fez um contorcionismo retórico pera negar algo óbvio. Em países onde há mais liberdade econômica, haverá mais facilidade para se fazer negócios. Da mesma forma que em países com menor liberdade econômica, haverão mais dificuldades para se fazer negócios. A correlação entre ambas as variáveis é tão forte que se torna um pleonasmo mencionar ambas em uma mesma frase. É isso que o Doing Business faz, como o próprio nome já diz. Ele compara o nível de complexidade para se gerenciar uma empresa, em todos os níveis do seu ciclo de vida, como forma de ordenar quais são os países que oferecem o melhor ambiente para se fazer negócios. Isso é intrinsecamente uma afirmativa contextualmente liberal.

            E sobre os outros dois artigos. Eles não mostram irrelevância alguma, você é quem crê nisso. O autor deste blog não tem domínio algum sobre ciência econômica, ele nem da área é. Se enrola com conceitos e comete falácia de falsa generalização ao pegar informações de natureza microeconômica dispersas para construir uma afirmativa de natureza macroeconômica. É como selecionar 10 árvores intactas em uma floresta que arde em chamas para negar que há um incêndio ali. Os índices de liberdade econômica do Heritage e do Fraser não medem liberdade econômica em níveis absolutos, eles fazem isso a níveis relativos. Ao colocar Singapura em uma posição elevada, o índice não está dizendo que Singapura é um país anarcocapitalista como idiotamente/implicitamente sugere o autor do texto. Ele apenas está dizendo que o nível de liberdade econõmica de Singapura é superior ao dos países que apresentam uma pontuação menor, apenas isso.

            O segundo texto é ainda mais pobre e estúpido. Porque simplesmente não há nenhuma análise epistemológica de um estudo cujas informações sobre a metodologia empregada são de domínio público. O autor sugere que o fato dos países que lideram o ranking de liberdade econômica coincidentemente serem os países mais desenvolvidos poderia ser um problema de falsa causalidade, onde qualquer pessoa afeita a estatísticas saberia disso. Ora, ele só afirma isso, mas em nenhum momento provou que este fosse um problema de falsa causalidade. Eu não sei se você o autor deste artigo escroque sabem. Mas qualquer economista vagabundo sabe que a relação causal entre duas variáveis pode ser solucionado aplicando regressões lineares. Uma outra “viagem” desse segundo artigo foi pretensamente achar que refutou um índice de liberdade econômica montando gráficos de dispersão entre liberdade e crescimento econômico. O Heritage não faz isso, na dúvida vai ler a metodologia dos caras. Crescimento econômico sequer é uma variável que compõe o índice. Além disso, qualquer graduando em Economia sabe que crescimento econômico depende mais do produto em potencial, que por sua vez está associado às taxas de retorno por capital investido. Basicamente, países pobres são propensos a terem taxas de crescimento econômico maiores, porque a insuficiência de capital por trabalhador deles é mais elevada, o que eleva a taxa de retorno do capital investido. Isso se aprende em Macroeconomia, é introdução do Modelo de Solow. A dispersão no gráfico é grande pois, como eu falei, há uma propensão dos países pobres crescerem mais que os ricos, mas isso não significa que irá acontecer, pois é comum haver divergências entre o produto efetivo e o produto em potencial, chamado de hiato do produto. Se um país pobre consegue fazer seu crescimento econômico se aproximar do seu crescimento potencial, ele irá reduzir o hiato do produto e terá crescimento econômico a nível chinês. Mas não por ser um país com liberdade econômica e sim por ser um país pobre. O segundo artigo não passa de uma falácia do espantalho.

          • Albunea

            Vemos aqui um belo exemplar de fiel defendendo sua religião, sem argumento nenhum pois seu Deus está nu.

            Não existe essa correlação que você diz que existe. A facilidade de fazer negócios é defendida por TODAS as correntes políticas que não defendem o fim do capitalismo. Podem ser keyenesianos, social-democratas, conservadores anti-liberais, liberais e até neonazistas.
            Você faz um contorcionismo retórico para se apropriar de algo que toda a população mundial praticamente defende e dizer que é algo exclusivo da sua ideologia.
            Há inclusive países que conseguem boas notas no doing business tomando medidas antiliberais, como Singapura e Noruega concentrando nas mãos do Estado todo o setor elétrico de seus países e conseguindo boas notas nos itens relativos a ele.

            Sobre os outros artigos, mostram sim a irrelevância.
            Um deles mostra a INEXISTÊNCIA de correlação entre desenvolvimento e o índice de liberdade econômica. O outro mostra de forma inequívoca que um país pode estar no topo do índice e desrespeitar O CERNE do discurso neoliberal, que é a redução da presença do Estado na economia.

            Está bem claro aqui que você é a pessoa que enrola conceitos para construir falácias, todas muito mal fundamentadas que não resistem a meia hora de raciocínio lógico.

            Só lamento que sua ideologia nunca trouxe desenvolvimento em lugar nenhum e coleciona fracassos, restando a você ter que se apropriar do sucesso de países que negaram os preceitos que você defende em seu desenvolvimento.

          • Tiago Moraes

            Ideologia,?você perde tempo com adjetivos, não usa argumento nenhum exceto por rótulos e afirmações vazias para defender um blogueiro e eu é quem estou nu ou defendendo algo como se fosse um Deus?

            Dizer que todas as ideologias defendem liberdade econômica é um apelo a idiotice e eu não vou perder tempo elucubrando sobre o produto de uma tibieza. Porque esse teu esforço retórico em desassociar uma doutrina que defende liberdade econômica com um índice que mede facilidade para se fazer negócios foi risível. E quem faz confusão de conceitos é você que colocou no mesmo balaio espectros políticos/ideológicos, doutrina filosófica, partido político e escola de pensamento econômico.

            O keynesianismo é uma escola de pensamento econômico e a maioria dos keynesianos são liberais, o próprio Keynes se definia como liberal. O que difere o keynesianismo de outras escolas de pensamento econômico nada tem a ver com defesa da liberdade econômica. O conservadorismo e Social-democracia são espectros políticos, é possível que ambos sejam defensores do liberalismo econômico, isso não se confronta com seus ideais políticos.

            Cara, na boa, mas você nem sabe o que está escrevendo. Isso aqui é uma seita de adoradores de um blogueiro. Tá pior que o IMB.

          • Albunea

            A partir do momento que você coloca keynesianismo como liberal, você coloca como liberal todas as alternativas políticas existentes na democracia participativa.

            Não há nenhum partido no Brasil ou em um país capitalista desenvolvido que não seja liberal, o que em certa ótica pode ser considerado correto, mas a partir desse momento tudo o que você diz não tem a menor utilidade.

            Partindo do seu pressuposto, o PT é liberal, o PSDB também, o DEM, todos os partidos no Brasil que não buscam uma revolução socialista são liberais.

            Economistas ordotoxos são liberais, heterodoxos também. Só os marxistas não poderão ser enquadrados na sua definição extremamente generosa de liberalismo.

            Parabéns por essa decisão de dividir o mundo entre liberais e praticamente ninguém.

          • Tiago Moraes

            “A partir do momento que você coloca keynesianismo como liberal, você coloca como liberal todas as alternativas políticas existentes na democracia participativa.”

            R: O keynesianismo é uma escola de pensamento econômico que entende ser o fator causal dos ciclos econômicos a insuficiência de demanda efetiva. Sendo necessário, como alternativa para se combater recessões econômicas, a adoção de políticas de estímulo à demanda agregada. A única diferença entre o keynesianismo e o neoclassicismo é que este entende que o objetivo de uma economia é alcançar o equilíbrio econômicos, enquanto o keynesianismo entende que o objetivo deva ser o pleno emprego dos fatores de produção.

            É apenas isso que o keynesianismo é. É você quem está atribuindo a uma coisa algo maior do que ela é. Keynes nunca se viu como um não liberal e desdenhava do socialismo, por achar que aquilo não era ciência, mas porcaria.

            O problema é que vocês confundem liberalismo com anarcocapitalismo. O liberalismo nunca defendeu uma sociedade sem Estado ou ausência de atuações do Estado sobre o domínio econômico.

            “Não há nenhum partido no Brasil ou em um país capitalista desenvolvido que não seja liberal, o que em certa ótica pode ser considerado correto, mas a partir desse momento tudo o que você diz não tem a menor utilidade.
            Partindo do seu pressuposto, o PT é liberal, o PSDB também, o DEM, o PCdoB, o PDT, todos os partidos no Brasil que não buscam uma revolução socialista são liberais.”

            R: Não coloque palavras no que eu escrevi. Tudo o que eu disse é que você coloca partido político e doutrina de pensamento econômico no mesmo balaio. Sendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O fato de um partido político se declarar pertencente a um espectro ideológico, não significa que ele seja comprometido com uma agenda econômica que faça jus a esse pensamento. Eu posso dar vário exemplos empíricos disso:

            – O partido social-democrata sueco, vem desde o início dos anos 90 promovendo abertura econômica e o desmonte gradual do welfare state sueco. Até escolas públicas eles privatizaram.

            – O PT, durante o primeiro mandato do Lula, teve uma equipe econômica ortodoxa, com economistas da PUC, da FGV e até do Insper. E o trabalho desses caras foi consolidar o tripé macroeconômico, política lançada por Armínio Fraga em 1999.

            – O PSDB é um partido de centro-esquerda, mas foi o responsável por promover um programa de reforma monetária, reestruturação do setor bancário, privatizações e adoção de um sistemático programa de controle dos gastos públicos, a Lei de Responsabilidade Fiscal, em que a ampla esquerda foi contra.

            – O DEM, que se declara de direita e defensor da livre-iniciativa, tem, com seus prefeitos, combatido a implementação do Uber e defendendo o monopólio estatal do transporte público individual mediante concessão, as populares associações de táxi.

            – François Hollande, presidente francês e membro do partido socialista, bateu de frente com sindicatos e com o funcionalismo público do país, para bancar uma reforma previdenciária que elevou a idade mínima e o tempo de contribuição e que havia sido apresentada por seu antecessor, de direita, Nicolas Sarkozy.

            Isso foi tudo o que eu quis dizer, o fato de um partido ser de direita ou de esquerda, não significa que sua política econômica seja de esquerda ou direita a priori. Você colocou as duas coisas como se fossem a mesma, não são.

            “Economistas ordotoxos são liberais, heterodoxos também. Só os marxistas não poderão ser enquadrados na sua definição extremamente generosa de liberalismo.”

            R: Economista heterodoxo é liberal? kkkkkkkkkkkkk, deve ser por isso que eles usam o termo “neoliberal” como uma pejoração né?

            “Parabéns por essa decisão de dividir o mundo entre liberais e praticamente ninguém.
            Somos todos liberais. Eu também sou liberal, só acho que o Estado tem que possuir setores estratégicos da economia, intervir no mercado por ele não ser perfeito, especialmente em momentos de crise, garantir seguridade social, saúde, educação e direitos trabalhistas, como Keynes, mas também sou liberal.”

            R: Não é você quem está fazendo isso? Cara, se todo mundo defendesse liberdade econômica, como você vende, o mundo inteiro seria formado por mais de 200 Hong Kong’s. É no seu conceito que todo mundo fica sendo liberal. Eu quero saber que defesa de liberdade econômica é essa que, ao se falar em regulamentar terceirização ou flexibilizar a maior legislação trabalhista da Terra, reagem como se fosse o prelúdio do apocalipse. Eu quero saber que defesa de liberdade econômica é essa que controla importações e impõe política de conteúdo nacional, favorecendo monopólios e oligopólios nacionais consolidados. Eu quero saber que defesa de liberdade é essa que usa dinheiro do BNDES para patrocinar a fusão de empresas que irão dominar o mercado, inibindo a competitividade.

            Só existem dois tipos de liberalismo: o clássico e o consuetudinário. Quem se acha liberal porque defende que o Estado deva intervir no mercado por ele não ser perfeito, precisa estudar mais, porque nem sabe o que está falando. E eu não vou parar para dar aula, porque sei que não irá adiantar absolutamente nada.

          • Tiago Moraes

            E a propósito, tu pode morrer aí procurando trabalho publicado por economista de esquerda defendendo liberdade econômica, mas nunca vai achar.

            Todo o pensamento econômico organizado e sistematizado, mostrando uma relação negativa entre burocracia e intervencionismo sob os custos de transação das empresas, desincentivando a atividade econômica, promovendo perda de eficiência na economia e gerando custo social, foi feito por um economista liberal e da escola de Chicago chamado Ronald Coase (Nobel de 1991). Ele foi o criador da Teoria da Firma, que é uma das bases nucleares de uma disciplina chamada “Microeconomia”. Todo graduando estuda o cara. Coase é o pai do liberalismo consuetudinário moderno, pois foi ele quem sistematizou os mecanismos que balizam o processo de escolha entre livre-iniciativa e intervencionismo estatal, esse mecanismo se chama “teorema de Coase”. É por isso que para mim e (graduando em economia) ou para qualquer pessoa do ramo, esses esforços de vocês em desassociarem a ideia liberdade econômica para se fazer negócios do liberalismo doutrinário soam completamente alienígenas.

          • Tiberinus
          • Tiago Moraes

            Chorar onde? Cara, se o fundamento do teu pensamento é baseado na crença de que tudo que um blogueiro que não é economista escreve sobre é economia é uma verdade absoluta, realmente, não tem nem como discutir, é como tentar dialogar com uma porta. E esse tal de “ranking de medir liberalismo econômico”, nossa, essa foi de matar. O Voyager deve tomar muita ayahuasca para escrever essas coisas.

    • Carolina Nunes

      Eu já estive na Noruega. O país possui um dos maiores índices de funcionalismo público do mundo, uma intervenção estatal absurda, educação, transporte e exploração de minérios praticamente exclusivos do Governo, politicas de controle de como os pais podem ou não criar os filhos, politicas de controle de que loja pode vender o que e em que horário e com que tipo de propaganda, e os sindicatos mais fortes do mundo.
      De verdade, o Estado por lá é muito mais forte e tira muito mais liberdades do que o nosso. Mas, ela está quase 100 posições na nossa frente, o que só mostra como esse índice está todo errado.

  • Vinicius Tanaka

    O petróleo é a prova da prosperidade? A Venezuela prova que não

    • Voyager

      Logo no início do texto é dito que riquezas naturais não garantem desenvolvimento algum e o próprio texto é um esforço para explicar por que o modelo norueguês trouxe bons resultados.

      Comentário totalmente desnecessário, além de mostrar que você não leu o que quer comentar.

      • Julio Junior

        E por que voce não citou a Venezuela no texto?

        • Tiberinus

          Porque o texto é sobre Noruega e não Venezuela.
          Foram citados países cuja exploração e petróleo tem perfil parecido com o da Noruega, o que não é o caso da exploração e petróleo no lago Maracaibo e na bacia do Orinoco.
          Como Venezuela não tem nada a ver com o assunto, não tem porque falar dela.

        • LuizSantos

          Cara, vocês tem fixação pela Venezuela, hein? E porque não citou a Nigéria e vários outros exemplos? Simples, porque a matéria é sobre a NORUEGA, caramba!

  • Voyager

    “Alguém precisa explicar que a Noruega é um país liberal e de livre mercado. ”

    Segundo o próprio site mises.org, na Noruega não existe livre mercado e não poderia ser considerado um país capitalista. Aliás, o próprio Mises dizia que qualquer tipo de intervenção impossibilitaria o livre mercado, logo se tornaria uma variação de socialismo.

    A seguir 9 ítens que o próprio site mises.org fez que são incompatíveis com uma economia de livre mercado. A Noruega pratica todos os “pecados” contra o livre mercado elencados.

    “Uma economia intervencionista (definição do próprio site Mises.org)

    Eis a seguir os nove pontos que definem uma economia intervencionista:

    1. Os meios de produção podem ser propriedade privada, mas seu uso é restringido e regulamentado pela autoridade política.” (ocorre na Noruega)

    2. O governo pode estipular, restringir ou regulamentar o modo como os meios de produção são utilizados, bem como pode proibir ou regular o acesso a determinados setores da economia, ou mesmo estipular que apenas ele, o governo, pode incorrer em determinada atividade comercial.

    3. A demanda dos consumidores não é o único fator a determinar como os meios de produção serão utilizados. O governo pode impor regulamentações estipulando metas de produção, obrigando a prestação de serviços em determinados mercados sem demanda ou proibindo a produção de determinados tipos de produtos ou serviços.

    4. O governo influencia ou até mesmo controla a formação dos preços de vários bens de consumo e de fatores de produção, inclusive da mão-de-obra. O governo manipula os efeitos do mercado — isto é, das leis de oferta e demanda — sobre o sucesso ou o fracasso de várias empresas, influenciando as receitas das empresas através de meios artificiais como regulações de preços, políticas de compra de estoques excedentes, limites à liberdade de entrada nos mercado, subsídios diretos e indiretos, e redistribuição de riqueza.

    5. A livre concorrência é tolhida por vários tipos de restrição à entrada em vários setores da economia. Agências reguladoras determinam quem pode e quem não pode entrar em um determinado mercado, bem como quais serviços as empresas escolhidas podem ou não ofertar, e quais preços podem cobrar.

    6. O governo pode escolher quais empresas podem falir e quais devem ser socorridas com o dinheiro dos pagadores de impostos. Os pequenos são utilizados para cobrir os prejuízos dos grandes com boas conexões políticas e sindicais.

    7. A liberdade de entrada de produtos estrangeiros no mercado doméstico é desestimulada ou mesmo impedida por meio de proibições, tarifas ou quotas de importações. O mesmo se aplica à entrada de potenciais empresas estrangeiras que possam rivalizar com empresas nacionais já estabelecidas.

    8. O sistema monetário é inteiramente regulado pelo governo, que detém o monopólio da moeda e impõe sua aceitação obrigatória para todos os cidadãos. Um banco central protege e carteliza o sistema bancário, além de manipular os juros e o valor do dinheiro ao determinar a que taxa sua quantidade na economia deve ser aumentada. A expansão do crédito é determinada pelo governo e não pela poupança voluntária dos cidadãos. Todas estas medidas são utilizadas como ferramentas para afetar o emprego, a produção e o crescimento a economia.

    9. O governo está presente em várias áreas da economia e da vida das pessoas, possui abrangência nacional e não está limitado à proteção da vida, da liberdade e da propriedade.”

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1432

    • Tiago Moraes

      O problema não é o que o Mises diz, mas o seu entendimento disso. Você vê a relação entre liberdade econômica e intervencionismo com um interruptor, ou se tem um, ou se tem o outro. Uma coisa é você definir o significado de intervencionismo, outra é julgar o nível de liberdade econômica de um país, em comparação à outros países. Via de regra, países mais economicamente livres, são mais prósperos. E a Noruega não foge ao exemplo, muito pelo contrário, ela só confirma. Não existe nenhum indicador colocando a Noruega como um país antítese ao livre-mercado, exceto blogueiros de internet.

      • Tiberinus

        Confirma fazendo tudo o que vocês dizem pra não fazer, mas por você conseguir abrir uma empresa rápido (o que todos defendem) e ter corrupção baixa (o que todos defendem) na Noruega, isso dá pontos no índice de fraude econômica do heritage foundation.

        • Tiago Moraes

          Nenhum indicador de liberdade econômica avalia a liberdade em um país tendo por base exclusivamente a rapidez para se abrir uma empresa. O que faz é criar uma versão fictícia do indicador para depois ataca-lo. Isso se chama falácia do espantalho. Não existe nenhum indicador que coloque a Noruega como um país com alto nível de intervencionismo estatal. O país ocupa as primeira posições, também, em indicadores do Banco Mundial e da OMC, no quesito, liberdade econômica. Quando se fala em liberdade para empreender, não se está falando exclusivamente em rapidez para se abrir uma empresa, estamos falando em todas as facilidades para uma pessoa administrar uma empresa em todas as etapas do negócio: abrir a empresa, contratar e dispensar mão-de-obra, acesso a infraestrutura, obtenção de licenças para funcionamento, obtenção de álvaras de construção, garantias de propriedade e segurança jurídica para o cumprimento de contratos, procedimentos para recolhimento de tributos… O Doing Business, do Banco Mundial, avalia tudo isso em 10 itens que se subdividem em outros 200. É o maior, mais detalhado e complexo indicador de avaliação de liberdade econômica já feito. Esse indicador coloca a Noruega na sexta posição entre 190 países. O Brasil aparece apenas na 123ª posição.

          • Tiberinus

            Na verdade o banco mundial faz bons estudos, o problema no caso é que você não sabe interpretá-los mesmo.
            O Doing Business é esse belo estudo aqui:

            http://www.doingbusiness.org/~

            Os tópicos que ele considera são os seguintes:

            Starting a business, dealing with construction permits, getting electricity, registering property, getting credit, protecting minority investors, paying taxes, trading across borders, enforcing contracts and resolving insolvency.

            Tudo isso diz respeito a regras claras, bem definidas, um sistema legal bem construído, redução de burocracia, nada tem a ver com o Estado mínimo liberal.
            No caso da Noruega então, os casos do setor elétrico e bancário são muito facilitados pela forte presença estatal (através do maior banco e praticamente todo o setor elétrico).

            Como esse ótimo estudo do banco mundial nada tem a ver com a adoção de suas políticas liberais, e sim coisas que todo mundo defende, não serve para provar seu ponto.

            Já sobre os índices de liberdade econômica da Heritage Foundation e do Fraser Institute, o site tem dois novos artigos sobre o assunto, que mostram sua irrelevância:

            http://voyager1.net/economia/10-fatos-sobre-singapura-que-invalidam-os-indices-de-liberdade-economica/

            http://voyager1.net/economia/o-indice-de-liberdade-economica-da-heritage-foundation-e-confiavel-ou-olimpiada-do-laissez-faire/

          • Rodrigo

            “Obtenção de crédito”, “Proteger investidores minoritários”, “resolver insolvências” – para se ver, não é compreensível como este pessoal quer abraçar este índice para suas ideologias mimisistas. Parece que é puro desespero e falta de auto-crítica.

      • Rodrigo

        Já começa errado porque vocês não sabem o que é liberdade. Liberdade não é meramente ausência de coerção. Liberdade é a capacidade de alguém, tendo deliberado fazer ou não fazer algo, efetivamente ter o poder de fazer ou não fazer. Uma pessoa não tem a liberdade de mergulhar numa lava vulcânica, tanto ou mais de investir contra alguém armado. A arma pode matar ou não, a lava vulcânica é garantido que mata. Uma criança de seis anos não coage um adulto à força porque não tem capacidade, um lutador de MMA coage porque tem.
        Então a liberdade que pregam é mero truque conotativo para darwinismo social.
        Por outro lado, há restrições focadas numa sociedade que podem aumentar as possibilidades para várias outras ou a gama de possibilidades num todo. Há ausências de restrições para um grupo que pode submeter membros da sociedade à extorsão.
        Por isso que em última instância o mimisismo leva à servidão por dívidas – e é para isso que a militância “liberal” está sendo usada – e não podem investir contra porque vão dizer que é contrato espontâneo que uma parte tem que cumprir. Romper é romper com o contrato.

        • Tiago Moraes

          Cara, você só escreveu bobagem e que nada tem a ver com o que eu escrevi. O que eu disse é que vocês estão avaliando a questão da liberdade como uma antítese ao intervencionismo e colocando a discussão como uma mera dicotomia, onde o país ou é intervencionista ou é livre. Isso é a coisa mais infantil que existe. E eu nunca disse que liberdade é ausência de coerção, se você viu isso em meu comentário, provavelmente é porque você o leu sob efeito de algum tipo de substância alucinógena. O que eu disse é que existem níveis de liberdade e intervencionismo e que os países com os melhores indicadores de desenvolvimento são os que possuem os maiores níveis de liberdade e menores níveis de intervenção, nada além disso. TODO e qualquer indicador aponta para isso. Mesmo Amartya Sen, um dos mais famosos economistas da atualidade, de esquerda e ganhador do Nobel, foi laureado com tal prêmio em função dos seus anos de estudos e pesquisas que mostraram claramente a forte correlação entre liberdade e desenvolvimento.

          • Rudríiigo Souza

            Tiago, se por “bobagens” você entende aquilo sobre o qual falou mais abaixo, você parece confuso.
            Já começa que é justamente essa dicotomia que o artigo, e vários outros da página, questionam. Segundo alguns autores liberais-estadominimistas, isso seria desde perda de democracia até caminho para o totalitarismo.
            E se não coloca a liberdade apenas no espectro da liberdade negativa, qual é a sua treta afinal?
            Ninguém aqui pregou contra a liberdade, isso é absurdo. Recuso-me tanto a equivaler liberdade com igualdade como colocá-las como antíteses. Denuncia-se truques retóricos que usam o apelo à liberdade como cortina de fumaça e Cavalo de Tróia para o darwinismo social.
            O Sen é centrista, fica parecendo de esquerda dependendo da ideia ou do interlocutor com quem ele debate. Nem por isso deixa de ser uma das minhas grandes referências em segurança alimentar, direitos, liberdade, igualdade. E tal como ele, colocamos a liberdade associada com a capacidade. As liberdades substantivas, do Amartya Sen, envolvem as capacidades para aproveitar oportunidades. Isto envolve, por exemplo, estar em condições de não se submeter a extorsões para obter necessidades básicas de provimentos – sem as quais definha-se.
            Até penso que seria importante nós, críticos daqueles que buscam usar o apelo à liberdade para o darwinismo social, focarmos mais em tratar a liberdade neste sentido acima, para mudar o tom do quadro retórico.

          • Tiago Moraes

            Eu entendo por bobagens, as bobagens. Nada além disso. É impressionante a habilidade que vocês desenvolveram para groselhar coisas simples. Assim como o cara acima, você incorreu, também, em um non sequitur prolixo. No seu caso, você confundiu política com intervenção estatal sobre o domínio econômico. Eu não me referi a totalitarismo. Eu estou me referindo única e exclusivamente a intervenções regulatórias do Estado sobre a atividade econômica. Nada além disso. A Noruega prova claramente isso, que maior liberdade para fazer negócios está correlacionado com o seu desenvolvimento econômico, não o contrário aludido em textinho assinado por um engenheiro se aventurando a discorrer sobre economia. Eu já mencionei aqui o Doing Business, um indicador criado pelo Banco Mundial que avalia as facilidades para uma empreendedor fazer negócios em país, toda a metodologia dele é baseada em trabalhos acadêmicos de economistas com publicações em periódicos de classificação A1 (isso inclusive está nas notas metodológicas do Doing Business, basta conferir). Entre 190 países avaliados, a Dinamarca está em 3º lugar, Noruega em 6º lugar, Suécia em 9º lugar, Finlândia em 13º lugar e o Brasil 123º lugar. Eu não estou falando de heritage ou mises.org. Estou falando de um trabalho técnico e feito por dezenas de profissionais da área e com trabalhos publicas em periódicos de nome. Agora, se tu acha que um artigo de blog escrito por um cara que nem da área é, tem mais peso do que isso, como disse antes, o problema não é meu. Eu tento ser científico e não líder de torcida.

          • Rodrigo

            Não, você está demonstrando nem saber o que é ciência, o que é ser “científico” e o que está falando.

            Se o último pedaço de pau a que se apega para tentar associar o país com liberalismo econômico é o empreendedorismo, basta ver que não é algo que está próximo do patamar das prioridades da população. Um terço dela é empregada no setor público. Não é um país pulverizado de pequenas empresas e muitos mercados não tem multiplicidade de ofertas.

            Diferente das prioridades no Brasil, no topo do ranking de empreendedorismo pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM).

            Possuímos um número de empreendedores entre a população adulta (34,5%) maior do que os Estados Unidos (20%), Reino Unido (17%), Japão (10,5%).

            A Noruega não tem um alto índice de população empreendedora ou envolvida em empreendedorismo.

            Parece criacionistas dizendo “ninguém entende de biologia!”. Hehe.

          • Murilo Ribeiro

            Não cara… o que o Tiago falou é sobre a facilidade de se abrir, gerir, negociar uma empresa sem que ocorra intervenção excessiva no setor. E você parece que deliberadamente esqueceu de comparar outras informações contidas no próprio GEM, como capacidade para empreender, nível de conhecimento, medo de empreendimento. Algumas coisas estão também fora do contexto, o site mesmo coloca os números da pesquisa durante um período de crise nos EUA que é do ano de 2008. Já quando o site menciona o Brasil ele demonstra os anos de maior estabilidade econômica 2002-2014 (é a partir dai que desanda).
            Além do mais o site não está levando em consideração os a capacidade de se manter no mercado, ou seja, quantos pedidos de falência ocorrem no Brasil e nos EUA ? Das empresas que abrem suas portas, quantas conseguem se manter e progredir ?
            Vocês aparecem sempre com o carimbo pronto, a questão não é tão simples, existem outros fatores importantes que sites como Doing Business e Heritage levam em consideração quando vão qualificar um país com mais ou menos facilidade de empreendimento.

          • Rudríiigo Souza

            Não, não foi isso o que ele falou. E se essa for a última tábua salva-vidas para o argumento liberal econômico ter algum valor aqui, naufragou. Porque a questão é: os baixos custos de transação e outros para abrirem empresas se deve a ausência do papel do Estado na economia? Não. Se devem a ausência de regulações? Não. O Estado implementa regulações de caráter social, ambiental, interesse público, sobre as externalidades.
            Na sua própria colocação você deveria ver que a semiologia de “índice de liberdade econômica” é falaciosa. Se nos anos de maior crescimento, diminuição de pobreza e freio na desigualdade os índices de empreendedorismo do Brasil subiu, sendo que não foram anos de desregulamentação, e que os anos recessivos tiveram maiores cortes de intervenção do Estado e reformas microeconômicas mercadistas, então o apelo semiológico não vale de nada. Se o nível de falência aumentou, não se deve ao Brasil ter ficado “menos liberal econômico”. As razões a se procurar são outras.
            “Nível de conhecimento” não é apelo para a agenda econômica liberalista. “Capacidade”, “medo”, igualmente.

          • Murilo Ribeiro

            Não foram anos de desregulamentação, foram anos de aumento de crédito o que facilitou a abertura de novas empresas, mas a prosperidade durou o tempo da ilusão, a rápida expansão do crédito gerou graves problemas monetários no Brasil, simplesmente porque existia uma problema de análise básica, a expansão do crédito não foi contida, e ninguém decidiu levar em consideração a queda do dolar, no primeiro sintoma de aumento do mesmo, temos umas das piores crises do Brasil das últimas décadas, isso unido a absurda desvalorização do real provida pela impressão de dinheiro, o frenesi durante esta pequena época de ouro fez com que as pessoas buscassem o auxílio para empreender em novos estabelecimentos. Este é o problema base da intervenção do governo, ele cria ilusões, por possuir o poder de controle via Banco Central da economia, que não é estática, mas sim orgânica. Então não é um simples problema de mais ou menos liberdade, sua análise é ou não é um problema de liberdade é muito simplista, a liberdade ajuda a garantir um mercado estável por mais tempo, ainda que existam problemas de instabilidade o que é normal, mas por menor tempo já que o mercado se reergue. O conceito biológico de estabilidade é a morte então nunca procura ela por meio da negação da realidade. O Estado implementa regulamentações que encarecem produções, empregados e dificultam a vida útil dos empreendimentos. O nível de falência aumentou justamente pela intervenção de órgãos do governo na economia.
            Mas na verdade não é preciso a discussão com dados e afins, ainda que possam ser usados, é tudo uma questão de lógica. Se existe menos regulamentação, menos pressão e burocracia do Estado, maior é a facilidade para abrir novas empresas e maior vai ser o nível de investimento da classe mais pobre.

          • Albunea

            Negar que houveram anos de desregulamentação no Brasil é um ato de desonestidade intelectual pura e simples. A expansão de crédito começa em 2008, como uma medida anticíclica do governo Lula, que permaneceu de forma questionável posteriormente.
            A desvalorização do real não foi por “impressão de dinheiro” e sim por uma combinação de fatores (fim do QE americano, instabilidade política e econômica do país, queda dos preços das commodites que compunham a maior parte da pauta de exportação do país, entre outros).
            O problema não é a intervenção do governo, é que vocês não tem conhecimento nenhum de economia e tentam encaixar “intervenção do governo” em qualquer situação, independente de ter a ver com o assunto ou não.
            O nível de falência aumentou com o efeito cascata da desvalorização de nossos principais produtos (commodities) aliado com uma política econômica falha a partir de 2013.
            Não é preciso a discussão com dados e afins porque vocês mentem. Se buscar os dados as suas falácias desmoronam em um piscar de olhos.
            E nem a lógica vocês respeitam por sinal.

          • Murilo Ribeiro

            Onde eu neguei que houveram anos de desregulamentação no Brasil ? Como não foi a impressão de dinheiro, de 2004 a 2015 foram foi impresso o dobro de dinheiro, em 2004 foram impressos pelo menos o valor de 130 milhões, contra 260 milhões de 2014/15. Isso sim que é desonestidade intelectual, afirmar que a desvalorização do dinheiro não se deu a impressão do mesmo, é uma questão de economia básica.
            Os nossos principais produtos só tiveram o boom pela desvalorização do dólar, como eu já mencionei acima, e foi exatamente pelas intervenções do governo na economia que essa falsa impressão de prosperidade fez com que as pessoas acumulassem uma dívida, é realmente muito parecido com o que aconteceu durante a crise de 29 e as intervenções do FED nos juros, mas não quero entrar nesse mérito aqui.
            Se você pegar um gráfica para analisar a relação crédito/pib onde na maioria dos países ambos andam em conjunto, fica fácil constatar que o governo insistiu de uma maneira ridícula em algo que iria explodir mais tarde. Um dos problemas de termos governos populistas.
            Falar “foi o dólar” é fácil, mas o que ocasionou essa falsa impressão de prosperidade e fez com que as pessoas acreditassem cegamente que tudo ficaria, okay ? O mercado não é idiota, esse tipo de análise falha não é devido unicamente a um erro do mercado, tamanha desinsetabilidade no setor econômico é obra de intervenções em setores desnecessários, junto a má aplicabilidade do mesmo.
            Você tem um conjunto dos gastos exorbitantes do governo Lula garantido pelo enfraquecimento do dólar junto a expansão de crédito, que tornaram outras proporções devido as pedaladas fiscais. Logo em seguida um aumento dos juros, levando consigo a expansão do crédito , junto a renda, os empregos e tudo mais. Hoje a realidade bateu em nossa porta, e a realidade é sempre dolorosa, por isso devemos manter sempre o foco nela, assim o tombo é menor.
            “Vocês mentem”, “Vocês não entendem nada de economia” que porra de argumento de autoridade é esse ? É só assim que vocês conseguem discutir ? Terminam a discussão sempre com algum tipo de ataque pessoal ou uma tentativa de diminuir aquele que está dispostas a discutir. Atitude ridícula, típica de quem é anonimo na internet.

          • Tiberinus

            Nossa, você é o maior mentiroso que já passou por essa página, de longe.
            A alta dos preços das commodities foi consequência direta do AUMENTO DE DEMANDA das commodities por parte da CHINA. Todo mundo sabe disso e você diz que é por causa do dólar.
            Você não tem vergonha de escrever essas coisas?
            Não vou nem ler suas outras sandices, porque nada que você escreve é aproveitável. Seu conhecimento sobre o assunto é nulo.

          • Albunea

            Onde negou? Na sua resposta ao Rudrigo.
            O termo “impressão de dinheiro” por si só já demonstra desconhecimento de como funciona o sistema financeiro global, porque não se aumenta a oferta de crédito através de “impressão de dinheiro”.
            Desonestidade intelectual é pegar o período de 2004 a 2015, sendo que para desmentir o que eu disse você teria que pegar até 2008, quando o governo Lula decidiu intervir na oferta de crédito através dos bancos oficiais.
            Como bem disse o Tiberinus, os nossos principais produtos subiram de preço NO MUNDO TODO, por causa do aumento de demanda na China. Não tem NADA, absolutamente NADA a ver com qualquer medida doméstica nossa.
            Durante a crise de 29 a causa não foi a intervenção do FED, isso é outra mentira (incrível que você só mente), e inclusive tem um artigo nessa página explicando essa nova mentira sua:

            http://voyager1.net/historia/a-grande-depressao/

            Sim, falar “foi o dolar” é fácil. Por isso que você responde com “foi o dólar”, enquanto eu explico todo o contexto econômico global. Eu não vou atrás de explicações fáceis com viés de confirmação para minha religião que diz que a culpa sempre é do Estado, como é o seu caso.

            O mercado não é idiota, ele só tenta maximizar o lucro e seus preços variam de acordo com a lei da oferta e demanda. Isso não é idiotice, idiota são seus argumentos mesmo.

            Pedaladas fiscais também começam em 2013, não fazem parte do assunto.

            E você mente. O tempo todo. Como a realidade não confirma nada do que você diz, só te resta mentir.
            E é uma atitude ridícula a sua de mentir compulsivamente. Tìpica de neoliberal de internet que se informa através do mimimises.org.

          • Murilo Ribeiro

            Não se aumenta, ela é uma consequência. Na verdade eu peguei os números de 2008 foi só um erro de digitação, acontece. Como eu já disse a China ajudou, no entanto só 5% dos produtos manufaturados são exportados para lá, se você quiser colocar tudo como culpa da China, ai é simplesmente por uma questão arbitrária sua.
            Você com uma visão global ? Amigo, o que é o dólar para a economia mundial, parece ser uma questão puramente local ? O dólar influência diretamente o preço dos produtos, esses são ajustas pelo índice de IGP-M.
            Aumento do crédito gerou aumento de renda sem um aumento proporcional dos preços, se você não sabe o que isso causa, ai fica complicado discutir o quão nocivo pode ser uma expansão dos créditos que não acompanha a taxa de câmbio.
            Mas este é um problema de interpretação sua, eu nunca especifiquei só uma ou 2 questões para o problema do Brasil, você está se esforçando mais para achar uma negação minha de um fato do que voltando aos dados que você mesmo disse serem importantes.
            Pedaladas começarem em 2013 ? Haha por favor, elas não começaram em 2013, foi onde começou a ter maior oscilação no PIB em relação a elas, mas de 2008 era de 0.11% do PIB em 2009 já era 1% do PIB.
            Eu não vou entrar na discussão do FED (hoje) em outro momento posso até faze-lo, se você quiser discutir mais aprofundamento sobre tais questões pode me adicionar no facebook. Meu nome está ai explicito para todos verem.

          • Tiberinus

            Você é tão desonesto que tenta converter a euforia do boom das commodities em “ilusão criada pela intervenção do governo”.
            A ilusão que ocorreu no Brasil foi devido à valorização de seus principais produtos no mercado internacional, um fato criado justamente pela livre movimentação dos preços no mercado.
            O boom das commodities supervalorizou nossa moeda, trouxe investimento externo e deu sensação de riqueza para o país, mas você é tão ignorante em questões econômicas que coloca isso na conta do Estado.

          • Murilo Ribeiro

            Mas é só analisar os gráficos cara, você não precisa acreditar em mim. De todos os produtos exportados para a China os produtos manufaturados por exemplo não chegam nem a 5%. Então dizer que tudo é culpa da China (e nem de perto o é) é um absurdo sem tamanho. “Todo mundo sabe disso” é claro, por isso muitas pessoas estão erradas. A China ajudou o Brasil, é claro, eu nunca disse que não. No entanto não é o principal culpado. Como eu disse a taxa de CDI e o PIB a partir de 2010 começar a ter um desencontro no gráfico, mas o que isso significa que o custo de capital estava abaixo do valor de mercado. Isso é fruto de uma displicência do governo em relação a má utilização dos recursos.
            Sim trouxe tudo isso, eu nunca os neguei, na verdade eu estou explicando que o aumento de investimento no Brasil foi devido a estes fatores, é por isso que tem um aumento no nível de empreendedorismo.
            Mas bastou o aumento progressivo do dólar para desestabilizar toda economia. Eu não vou voltar e explicar tudo que deixei explicado acima, mas tudo bem.
            Não acredite em mim, simplesmente pegue alguns gráficos e coloque um do lado do outro.

          • Tiberinus

            Os nosso principais produtos de exportação não são manufaturados.
            O Brasil praticamente não exporta manufaturados.
            Você não tem a menor ideia de como funciona a economia brasileira, qual é a nossa pauta de exportação, qual a nossa inserção no comércio global.
            Não precisa acreditar em mim, é só ir no site do MIT e começar a aprender qual é a nossa pauta de exportação e quem compra.

            http://atlas.media.mit.edu/pt/profile/country/bra/

          • Murilo Ribeiro

            Ai…Vocês adoram pressupor as coisas, não é mesmo ? Você ta perdendo a linha da discussão. Eu falei dos 5% porque estávamos a principio discutindo sobre o crescimento de empreendedorismo no Brasil. Mas tudo bem, vamos lá. Sabe qual é a participação da exportação na economia brasileira ? Em 2014 não chegava nem a 12%, a sexta menor mundialmente falando. Isso explica todo problema econômico brasileiro ?

          • Murilo Ribeiro

            Agora com licença, mas volto mais tarde. Se quiser me procurar no facebook para podermos discutir isso mais profundamente, sinta-se a vontade.

          • Murilo Ribeiro

            Mas a questão é mais simples ainda, bastar ver para onde e porque as pessoas imigram. Elas sempre procuram os países com menos regulamentação, mais facilitada na abertura de novos empreendimentos e com menos leis trabalhistas.

          • Albunea

            Isso é mentira pura e simples. As pessoas migram mais para países com maior proteção trabalhista e regulação, como os países social-democratas europeus.

            Mas o critério principal nem é esse: As pessoas buscam migrar para países ricos, independente de outras questões.

          • Murilo Ribeiro

            Os dois países que possuem o maior número de imigrantes são exatamente aqueles com o maior índice de liberdade econômica Reino Unido e Alemanha. No entanto se você verificar o número de imigrantes nos EUA ele é muito maior que na Alemanha e em outros países europeus. Assim como Canada, Nova Zelândia, dentre outros países. É claro que o fator riqueza do país está ligado as imigrações, no entanto todos os países citados aqui possuem menos burocracia ligada a criação de novas empresas, assim como trabalhadores mais baratos, comparados ao Brasil meu amigo que tem uma carga tributária de 57% levando com consideração um salário bruto de 30.000, a Alemanha com 27% e outros países europeus com não é nada.

          • Albunea

            Você não tem a menor ideia do que está falando. Sequer se deu ao trabalho de pegar a planilha do tal índice de liberdade econômica e ordenar por “direitos trabalhistas” antes de dizer isso.
            Tem um artigo nessa página mesmo onde está bem explicado como são feitos os índices de liberdade econômica, você pode inclusive ir no site dos think tanks que os fazem, pegar a planilha excel e ordernar por direitos trabalhistas, e o resultado vai ser O CONTRÁRIO do que você escreveu.
            Alemanha, Canadá, Nova Zelândia e todos os países desenvolvidos que não são os EUA tem MUITO, mas MUITO mais direitos trabalhistas que os países pobres. A diferença é descomunal.

            Leia aqui e entenda do que se trata os índices de liberdade econômica antes de ficar postando esses absurdos.

            http://voyager1.net/economia/a-farsa-dos-indices-de-liberdade-economica/

            Não vou nem entrar no mérito dos dados de carga tributária, porque estão completamente errados, como todos os dados que você usa.

  • Pino Rossi

    Talvez o site oficial do governo norueguês tire algumas dúvidas se a noruega é um país liberal (livre mercado) ou não: http://www.noruega.org.pt/studywork/Negocios/Esta-interessado-em-colaborar-com-o-comercio-noruegues/#.WFdQuvkrLIU

    • Voyager

      É evidente que o site do governo tentará ser simpático aos empresários, para eles investirem a grana deles lá. Isso é de praxe e não diz nada sobre o modelo de desenvolvimento de país algum. É propaganda.

      Mesmo assim, eu já achei inúmeros entraves e uma burocracia tremenda no link que vc postou. Vcs leem o que vcs postam?

      • LuizSantos

        Eles não leem, postam links que copiaram de algum lugar e rezam para que nós façamos o mesmo que eles, se resumam a ler o comentário e acreditar que eles leram as fontes! 😀

      • Carlos Rodrigo

        Até então insistiam para que ele mandasse um link norueguês. Agora que ele manda, não é confiável?

        • Tiberinus

          O link de voces tem uma infinidade de entraves burocráticos. Não prova o ponto de vocês de jeito nenhum.

        • Charon

          Mas o link que ele postou apenas depõe contra vcs. Vcs definitivamente não leem nada, por isso são (neo)liberais. kkkkkk

    • Augusto César

      Mas é óbvio que essa sua fonte é pró-liberalismo logo está totalmente descartada já que ela não imparcial. Claramente é o governo tentando ajudar os empresários, vou desconsiderar porque só é verdade o que eu acredito que é.

  • Será que um dia o Brasil chegará ao mesmo sucesso da Noruega?

    Será muito difícil que o país consiga atingir este patamar, somente quando tivermos a noção de que é possível crescermos sem o Livre Mercado, mas através do Estado; quando pararmos de vender as nossas riquezas naturais (petróleo, pré-sal) por preço de banana; quando tivermos consciência da importância do meio ambiente; quando começarmos a entender que a ressocialização de presos está ligado diretamente à diminuição da criminalidade; quando tivermos uma política de transparência, e um governo que realmente represente a população brasileira.

    Infelizmente, já será muito tarde. Excelente artigo!

  • Anderson

    Só esqueceram de dizer que é o pais com maior custo de vida do planeta, tudo é caríssimo, paga-se uma fortuna por qualquer produto banal ou serviço, tanto que é um país pouco convidativo para turismo, só gente muito abastada faz turismo na Noruega, não se iludam, não existe almoço grátis.

    • Rodrigo

      Mas eles podem pagar e vivem bem. Aliás, o custo é justamente por embutirem considerações de serviços sociais e multifuncionalidade em dados setores, como o da sua agricultura familiar ecologicamente sustentável. Eles consideram que há funções e valores econômicos justificando não pagarem o preço do excedente do consumidor.

  • Anderson

    Eu prefiro viver num país liberal, onde tudo é muito mais barato, e pagar somente por aquilo que vou usar, do que viver nesse país soça com custo altíssimo de vida, único imposto que se justifica nessa vida é pra Saúde, o resto é lixo.

  • Eu, Paider

    PlSOU E SAMBOU.
    OLHE O LACRE OLHE O LACRE

    • Mota Fagundes

      Por favor, evitemos a palavra ‘lacre’, descredencia qualquer coisa. Melhor dizer “se sua estrela não brilha, não tente apagar a minha”, é menos tosca e menos brega

  • Anapolina surrou de 4

    Só que tem tupiniquim querendo comparar a pequena Noruega monarquista , parlamentarista que tem fortes laços com a UE, ONU e EUA, com o Braziuuuu. Vamos lá? O parlamento deles…deu pra ti ? Vê se lá na Noruega os parlamentares roubam, tomam de assalto a empresa petrolífera ou outras estatais…BINGOOO ! Culturalmente, vivemos no país das bananas aonde a grande maioria está apta a dar um jeitinho nas coisas. NÃO SEJAM HIPÓCRITAS. O que dá certo num lugar pode não dar em outro. Outra coisa, 5 milhões de habitantes? shaushuashuahsuashau 1/4 de São Paulo. Facinho de gerenciar quando se tem vontade política e a Noruega tem por causa da sua CULTURA (outro BINGOOO) !!! Cultura de se esforçarem, de fazer o melhor para o seu país ao invés de assaltá-lo como fez a esquerda e todos os outros aqui no Brasil. Como faz o PMDB, PT, PSDB, PP e outros. DUVIDO que na Noruega você elege um palhaço ou jogador de futebol. Duvido que na Noruega você elege bandidos, vereadores presos, políticos corruptos. Duvido que, se a língua da Noruega fosse o português, eles escreveriam “é nóis manu” “esta é pá tu manu” ! Não comparem uma mula com um quarto de milha e já colocando a culpa em liberalismo. “SEJE MENAS BURRA GENTI” BRAZIUUUU

  • Tiago Moraes

    O Doing Business é o maior e mais complexo indicador de liberdade econômica que existe atualmente. Elaborado pelo Banco Mundial, o Doing Business avalia o ambiente de negócios para empresas, em seus respectivos países, considerando 10 indicadores que se subdividem em outros 200 sub-indicadores.

    No mais novo relatório do Banco Mundial, a Noruega está ocupando a 6ª colocação entre 190 países:

    http://www.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/norway

    Eu vi também que o autor do referido texto, em uma determinada passagem, mencionou a elevada carga tributária norueguesa. Olha, não há correlação entre tamanho de carga tributária e liberdade econômica – é importante frisar – o que realmente importa é a estrutura dessa carga tributária e como ela impacta na atividade econômica. O sistema tributário brasileiro, é muito mais agressivo à atividade econômica do que o sistema tributária norueguês, só a título de exemplo. E não sou eu quem afirma isso, é o Banco Mundial. Que todo ano produz um relatório chamado Paying Taxes, que mede o impacto da tributação corporativa sobre a atividade econômica de cada país. E novamente, a Noruega está entre os melhores países onde os mecanismos de tributação menos interferem e agridem o domínio econômico. A soma total entre impostos sobre produção, impostos trabalhistas, taxas e licenças, na Noruega, impactam, em média, sobre 39,5% do faturamento das empresas. No Brasil, o estado devora 68,4% do faturamento das empresas, é só consultarem:

    http://www.doingbusiness.org/~/media/WBG/DoingBusiness/Documents/Special-Reports/Paying-Taxes-2017.pdf

    Enfim, essa foi a minha contribuição. Se vocês preferem acreditar no Banco Mundial ou em alguém que escreve uma página pessoal de internet, a escolha é de vocês. Assim como também é o direito de vocês apelarem para retórica chinfrim com insinuações do tipo: “ainnn, o Banco Mundial é comprado”, “ainnnn, o Banco Mundial está a serviços de imperialistas liberaloides”.

    • Tiberinus

      Na verdade o banco mundial faz bons estudos, o problema no caso é que você não sabe interpretá-los mesmo.
      O Doing Business é esse belo estudo aqui:

      http://www.doingbusiness.org/~/media/WBG/DoingBusiness/Documents/Annual-Reports/English/DB17-Report.pdf

      Os tópicos que ele considera são os seguintes:

      Starting a business, dealing with construction permits, getting electricity, registering property, getting credit, protecting minority investors, paying taxes, trading across borders, enforcing contracts and resolving insolvency.

      Tudo isso diz respeito a regras claras, bem definidas, um sistema legal bem construído, redução de burocracia, nada tem a ver com o Estado mínimo liberal.
      No caso da Noruega então, os casos do setor elétrico e bancário são muito facilitados pela forte presença estatal (através do maior banco e praticamente todo o setor elétrico).

      Como esse ótimo estudo do banco mundial nada tem a ver com a adoção de suas políticas liberais, e sim coisas que todo mundo defende, não serve para provar seu ponto.

    • Tiberinus

      Sobre a carga tributária, eu não foquei muito porque o objetivo do texto é indicar o modelo de desenvolvimento do país e não considerei que era um assunto que agregava muito.
      Em geral, keynesianos, social-democratas e outras pessoas que você chamaria de socialistas mas não tem nada a ver com socialistas, defendem imposto progressivo e que as taxações se concentrem em lucro e renda. Não existe “meta de valor de imposto para cada área”, frisei que são altos para que fique claro o que banca o Estado de Bem Estar Social Norueguês (senão ficaria parecendo que é o Fundo Soberano que banca).
      A Noruega cobra imposto progressivo e preferencialmente sobre lucro e renda. Algo que vocês são contra e aqueles que vocês odeiam são a favor.

    • Rodrigo

      “O Doing Business é o maior e mais complexo indicador de liberdade econômica”

      O Doing Business não tem viés de liberalismo econômico. Um país pode ter bom ambiente de negócios sem ter absolutamente nada a ver com preceitos ideológicos mimisistas ou proprietarianismo de Nozick.

      O Chile nos anos 80 era liberal e se desindustrializou. Se não fosse a geopolítica dos EUA perdoando e reestruturando a dívida do país, o caos seria hoje que nem o da Venezuela (esquerda) ou Honduras (direita).

      A Noruega está mais para Nozick ou John Rawls? Quer dizer, está bem além de John Rawls em filosofia social do direito.

      O país tem bem estar, igualdade, maior coesão social e menor violência, além de maior confiabilidade interpessoal. Isto reduz custos com segurança, logísticos, custos de transação, melhora expectativas. Assim, melhora o ambiente de negócios. Logo, não tem absolutamente nada a ver com “mimisismo”.

      Carga tributária alta depõe contra o liberalismo, porque influi no mecanismo de preços. Políticas sociais robustas influem
      nos preços dos salários, de serviços de saúde, educação, assistências diversas, barganha em todos os mercados. Nível de ocupação em emprego público influi nos preços de mercado de trabalho.

      Os Fatores que expliquei acima reduzem custos de transação, logo, taxas, impostos, etc., ficam menos complexos, dados os contratos mais simplificados, custando menos às empresas. Também não ocorrem as discrepâncias tributárias de entes subnacionais. E a tributação incide sobretudo sobre a renda.

      O papel enorme das empresas estatais e do Fundo Estatal é classificado no liberalismo como “dirigismo”.

      Tudo isto é completamente alheio à teoria liberal econômica.

      Enfim, vocês mimisistas ficam tão bitolados e dogmáticos que não
      conseguem raciocinar fora da caixa. Não param nem para pensar no que escrevem, querem simplesmente atirar para todo lado e até perdem de vista os preceitos principais de sua ideologia. É um desperdício humano.

    • Carolina Nunes

      Eu já estive na Noruega. O país possui um dos maiores índices de funcionalismo público do mundo, uma intervenção estatal absurda, educação, transporte e exploração de minérios praticamente exclusivos do Governo, politicas de controle de como os pais podem ou não criar os filhos, politicas de controle de que loja pode vender o que e em que horário e com que tipo de propaganda, e os sindicatos mais fortes do mundo.
      De verdade, o Estado por lá é muito mais forte e tira muito mais liberdades do que o nosso. É simplesmente RIDÍCULO falar que é um país com liberdade econômica…

  • Felipe Cícero

    REFERÊNCIAS!!! Que coisa linda, porque será que o Mises e ILISP não tem referência?

    Spoiler: Metafísica não tem referência!

  • Booker
  • Adriano San Martin

    A Noruega tem o estado o dobro maior q o nosso. Sendo assim, o sucesso da Noruega também nada tem a ver com a falta de estado ou estado minimo.

  • Koruja

    Isso ae, só abrir o mercado, estado mínimo e forte, com alto imposto. Aqui no Brasil querem aumentar o imposto com estado forte, ahaahahahaha, quebra tudo.

  • Wesley Menezes

    A riqueza da Noruega

    Não são poucos os socialistas que se adaptaram ao mundo pós-queda do Muro de Berlim, passando a defender a social-democracia. Trata-se da famosa “terceira via”, muitas vezes apenas um rumo um pouco diferente para o mesmo objetivo: um estado grande e autoritário.

    O que está por trás dessa luta ainda são fatores ideológicos. Os “estatólatras” aprenderam a “pensar” somente através da ótica de explorados e exploradores e, curiosamente, consideram como exploradores os empresários que geram empregos e oferecem serviços no livre mercado, enquanto os políticos são vistos como seres perfeitos e iluminados. Um dos casos mais bem sucedidos usados por eles é o da Noruega, um país rico e com ótima qualidade de vida. Uma lupa, porém, mostra que as causas da riqueza são outras. Vamos analisar alguns dados.

    Esses adeptos do estado “bem-feitor” argumentam que a Noruega é rica por causa dos elevados impostos e gastos públicos. Ignoram completamente que correlação não é o mesmo que causalidade. Uma nação rica onde chove muito seria usada, por essa “lógica”, para “provar” que a chuva traz riqueza! Claro que ninguém razoável pode achar que o fato de o governo extorquir metade da produção privada favorece uma nação. Indivíduos não trabalham duro para sustentar o “bem geral”, nem tampouco os burocratas do estado.

    São interesses particulares que promovem a produtividade e o avanço econômico. Somente um louco acreditaria que a produção aumenta mais quando as pessoas sabem ex-ante que metade será tomada pelos impostos, em vez de ser livremente utilizada por quem a gerou.

    Analisando um pouco mais de perto a história da Noruega, fica evidente que o país é rico a despeito do tamanho do estado, não por causa dele. Afinal, a grande maioria de países com estado grande e impostos elevados afunda no atoleiro da miséria, o que já prova que a causa do sucesso norueguês é outra.

    No final dos anos 1960, a descoberta de petróleo e gás, principalmente no Mar do Norte, garantiu um forte impulso na economia da Noruega. O país produz hoje cerca de 3,5 milhões de barris diários, uma das maiores produções do mundo. O petróleo representa cerca de um terço do total exportado. Somente a Arábia Saudita e a Rússia exportam mais do “ouro negro”.

    Estamos falando, portanto, de uma Venezuela sem Hugo Chávez, civilizada, na Europa. Um solo e mar que contam ainda com outros vastos recursos, como minério de ferro, zinco, níquel e muito peixe. E de uma nação com pouco mais de 4,5 milhões de habitantes, o mesmo que a cidade do Rio de Janeiro. Ora, com tamanha riqueza natural e tão pouca gente, somente muita incompetência estatal para ficar pobre. Seria necessário uma gestão socialista para tanto, nos moldes cubano ou soviético.

    Ficando no “meio” do caminho, ainda garantindo uma boa dose de liberdade econômica e burocracia controlada, seria evidente esperar abundante riqueza para o povo. Basta imaginar uma Arábia Saudita sem a família Saud, com um governo ocidentalizado, ainda que grande demais e ineficiente. Se até a própria Arábia Saudita conseguiu, por um bom tempo, financiar um mega-esquema de “welfare state”, dando escola e hospitais grátis para toda a população, claro que a Noruega tinha que se sair melhor!

    Mas o fato é que o peso do estado, ainda que o preço do petróleo esteja ajudando muito, começa a ser sentido. O país já esboça um programa de privatizações mais agressivo, mantendo, entretanto, a Statoil, estatal de petróleo, fora do mais eficiente setor privado. O receio da exaustão dos campos de petróleo, algumas décadas à frente, fez com que fosse criado um fundo de reserva, que já conta com mais de 40 bilhões de dólares, devidamente aplicados no exterior, provavelmente em títulos do governo americano (com poupança não se brinca).

    O PIB cresceu apenas 1% em 2002 e 0,5% em 2003, mesmo com o elevado preço do petróleo. Os frutos podres começam a aparecer, como conseqüência das sementes plantadas atrás. E o país vai tentando se aproximar mais de um modelo de estado menor e mais enxuto. O governo abriu totalmente aos estrangeiros, por exemplo, o sistema de distribuição de eletricidade, tornando-o um dos mais liberais do mundo.

    O governo tem incentivado também a exploração de petróleo por empresas estrangeiras. O mercado financeiro tem sido fortemente liberalizado, acabando certas restrições anteriores. Em outubro de 2002, o governo aboliu um imposto de 7% sobre investimentos na compra de ativos. O Ministério de Finanças acabou com as restrições quanto ao estabelecimento de agências de instituições financeiras estrangeiras, incluindo bancos. Enfim, uma infinidade de reformas liberalizantes tem ocorrido na Noruega, para buscar maior dinamismo econômico e reduzir o asfixiante papel do estado.

    Enquanto isso, os cegos voluntários se negam a enxergar o óbvio. Não conseguem, por razões ideológicas apenas, admitir que a riqueza da Noruega existe apesar do tamanho do estado, e não graças a ele. Comparam esse “poço de petróleo” chamado Noruega, com menos de cinco milhões de habitantes, com os Estados Unidos, para defender a “terceira via”. Somente a perfídia pode justificar uma atitude dessas.

    Os Estados Unidos possuem quase 300 milhões de habitantes. A quantidade de imigrandes que buscam o “sonho americano” é absurda. Imaginem todos os cubanos, brasileiros, mexicanos, indianos, e chineses que invadem o solo americano todo ano, partindo para a procura de empregos na Noruega. Como será que estaria a qualidade de vida por lá?

    Os Estados Unidos geraram mais de um milhão de empregos por ano nos últimos 15 anos, contra zero na Europa. Absorveram a mão de obra de boa parte do mundo. E seus consumidores, em uma economia que representa 30% da mundial, garantem os empregos pelo mundo afora, comprando US$ 600 bilhões a mais do que vendem, a cada ano. São os maiores clientes de praticamente todos os países do globo. Poderiam melhorar muito ainda, se reduzissem o papel do estado lá também.

    Somente má-fé pode levar alguém a concluir que o modelo norueguês é melhor que o americano, mais próximo um pouco do capitalismo liberal. E vejam que mesmo com todas essas diferenças estruturais absurdas, a renda per capita americana é igual a norueguesa, de US$ 37.800 anuais [hoje a americana é US$ 50 mil e a norueguesa é 10% maior].

    Ou seja, juntando todos os bairros pobres americanos, todo o contingente de imigrantes que buscam uma vida mais digna lá, e levando em conta que estamos falando de 300 milhões de habitantes, não cinco, ainda assim temos basicamente a mesma renda por habitante em ambos os países. Apenas um mentecapto não concluiria que a adoção de um modelo mais capitalista e com estado menor traria muito mais riqueza ao povo da Noruega.

    Bem que os amantes da social-democracia gostariam que a causa da riqueza da Noruega fosse seu estado grande e “bem-feitor”, mas os fatos são teimosos e não se moldam de acordo com nossos desejos. É evidente, para quem ainda não foi picado pela “mosca” marxista, que anula a capacidade racional do cérebro, que a Noruega é um caso claro de sucesso a despeito de seu modelo político. Os vastos recursos naturais e uma economia razoavelmente livre compensam a gastança estatal. Mas esse gasto estatal, como sempre, é o vilão, não o mocinho!

    • Rudríiigo Souza

      Eu gostaria de entender… qualquer pessoa digna e minimamente decente teria vergonha de, na sofreguidão de postar qualquer porcaria que defenda a ideologia cega, a pessoa buscar, achar um SPAM que colocam em tudo quanto é discussão sobre a Noruega, com recortes e colagens atabalhoadas, se referindo a quatorze e quinze anos atrás, SEM FONTES, e cujos prognósticos não se cumpriram após estes anos; nenhum. Mas parece que nem leu o que postou. Apenas viu os xingamentos e isso mexeu com uma força de cunho sexual na pessoa.
      Essa ideologia monomaníaca rouba o senso de honra e a vergonha na cara dos meninos.

  • César Ricardo De Andrade

    Digam UMA coisa que a Noruega tenha e o Brasil não tenha. UMA.

    • Albunea

      Vou dizer o que ela não tem:
      Grande quantidade de criminosos lesa-pátria defendendo o desmonte do Estado norueguês em nome de um suposto “livre-mercado” que trás somente subdesenvolvimento para quem aplica.

  • hitz

    Noruega é um país capitalista economicamente falando, com fortes ideais sociais.
    O problema é que não existe a menor possibilidade deste modelo funcionar em países com a sociedade tão heterogênea como Brasil e EUA.