sábado, 21 de janeiro de 2017

Pare de achar que o Liberalismo é oposto ao Fascismo. Eles possuem mais afinidade do que você imagina.

[intense_heading font_color=”#000000″ font_family=”google|PT Serif” align=”center”] Seria mesmo o Liberalismo
o maior inimigo do Fascismo?
[/intense_heading]

Em tempos nos quais o cinismo impera ao ponto de qualquer procedimento de inversão da realidade ser utilizado para justificar ações convenientes, vem sendo bastante difundida uma máxima cuja acepção crava que “o maior inimigo do fascismo é o liberalismo”. No entanto, é uma pena para os desonestos intelectuais de plantão, que há sempre a possibilidade dos fatos serem trazidos à tona para desmistificarem tais falácias.

[intense_heading font_size=”26″ font_color=”#000000″ font_family=”google|Oswald”]Um liberal na gênese do Fascismo[/intense_heading]
Vilfredo Pareto, economista liberal e um dos ideólogos do movimento fascista.

Comecemos pela história de Vilfredo Pareto, economista liberal e sociólogo italiano de origem francesa. Nascido em Paris, em meados do século XIX, Pareto foi inimigo mortal de todo e qualquer protótipo de socialismo, contrário a qualquer forma de intervencionismo no mercado e defensor da dominação das elites, além de ter sido um dos teóricos que produziram a ideologia precursora do fascismo. É possível que sua convicção na superioridade de uma classe de elite tenha contribuído para a elevação do Fascismo na Itália.

Pareto argumentou que a democracia era uma ilusão (da mesma forma que ultraliberais e neoliberais dizem hoje) e que uma classe dominante sempre irá subsistir enriquecendo-se cada vez mais, ou seja, como todo liberal, acreditava que as desigualdades sociais faziam parte de uma ordem natural. Para ele, a questão-chave era como ativamente agiam os governantes. Por esta razão, ele reivindicou uma redução drástica do Estado e conceituou o regime de Benito Mussolini como uma transição para esse Estado mínimo, de modo a libertar as forças econômicas

“Nos primeiros anos de seu governo, Mussolini literalmente executou a política prescrita por Pareto, destruindo a liberdade política. Mas, ao mesmo tempo, substituindo a gestão estatal pela gestão privada, diminuindo os impostos sobre a propriedade, favorecendo o desenvolvimento industrial e impondo uma educação religiosa nos dogmas.” (BORKENAU, Franz. Pareto . Nova Iorque: John Wiley & Sons, 1936. P. 18.)

É verdade que Pareto considerou o triunfo de Mussolini como uma confirmação de algumas das suas ideias, especialmente pelo fato do líder da Itália Fascista demonstrar a importância da força e compartilhar seu desprezo por um sistema igualitário. Posteriormente, ele aceitou uma nomeação “real” para o senado italiano de Mussolini e morreu menos de um ano após a instauração do novo regime. Contudo, a importância dele para o fascismo foi equivalente a de Karl Marx para o socialismo científico.

[intense_heading font_size=”26″ font_color=”#000000″ font_family=”google|Oswald”]O Liberalismo como agenda das políticas econômicas de Mussolini[/intense_heading]

Não obstante, no período de 1922 a 1925, Mussolini e seu governo totalitário deram continuidade à política econômica do laissez-faire, por meio da coordenação de um ministro de finanças liberal, Alberto De Stefani. Sua administração reduziu impostos, regulamentações, restrições comerciais e procurou promover uma maior competitividade entre as empresas.

“Depois da nomeação de Mussolini como primeiro-ministro, os industriais sentiram-se ainda mais recompensados com a designação de Alberto De Stefani, um intransigente liberal, como ministro das Finanças – para alegria de Luigi Einaudi ( membro do Partido Liberal Italiano). De Stefani reduziu impostos, aboliu isenções fiscais que beneficiavam contribuintes de baixa renda, facilitou as transações com ações e a evasão fiscal reintroduzindo o animado (abolido por Giolitti), eliminou a regulamentação dos alugueis, privatizou os seguros de vida (introduzidos por Giolitti) e transferiu a gestão do sistema de telefonia para o setor privado.” (SASSOON, Donald. Mussolini e a ascensão do Fascismo. Rio de Janeiro: Agir, 2009. P. 120)

Ademais, a ascensão do Fascismo (tal como a do nazismo de Adolf Hitler na Alemanha) só foi possível com a colaboração e o suporte financeiro de grandes corporações ainda hoje poderosas: BMW, Fiat, IG Farben (Bayer), Volkswagen, Siemens, IBM, Chase Bank, Allianz, entre outros grupos de mídia, que financiaram esses regimes com o objetivo de frear o avanço do socialismo soviético na Europa.

“Os industriais ainda não confiavam em Mussolini, pois sabiam que fora socialista e ainda usava uma retórica socialista. Mussolini deu-se conta disto, tratando, em 1921, de adaptar sua linguagem para o liberalismo econômico e abandonar os princípios de intervencionismo estatal até então apregoados por ele. Em 1922, para todos os efeitos, aderira plenamente ao liberalismo econômico, sendo elogiado por um intransigente liberal em matéria econômica como Luigi Einaudi, que no dia 7 de junho de 1922 acusou o prefeito de Bolonha de bolchevismo por tentar conter a violência fascista.”

(…)

“Antes de 1922, os industriais ignoravam o fascismo ou se mostravam indiferentes. Ao longo de 1922, mantiveram-se basicamente calados sobre o advento do fascismo. Era quase como se tivessem medo de tomar partido ou não conseguissem reunir coragem para apoiar abertamente o fascismo. À medida que os fascistas se fortaleciam, os industriais passaram a simpatizar com eles, como tantos outros que até recentemente defendiam a importância da democracia. No momento em que Mussolini foi designado primeiro-ministro, a maioria dos capitalistas passou a apoia-lo praticamente sem reservas. No dia 29 de outubro de 1922, a Confindustria [p. 119] aprovou de maneira entusiasmada o novo governo (antes mesmo que Mussolini aceitasse formalmente a nomeação).”

(…)

“Isso não quer dizer que os industriais (ou, antes, sua associação, a Confindustria) tivessem se tornado pró-fascistas. Se dependesse de sua preferência, o novo governo seria chefiado por um liberal. Quer dizer apenas que eles também estavam convencidos da generalizada convicção de que não só não deviam ser tomadas iniciativas contra os fascistas, como era necessário entrar em acordo com eles, pois haviam se tornado a principal força anti-socialista do país.”

(SASSOON, Donald. Mussolini e a ascensão do Fascismo. Rio de Janeiro: Agir, 2009. P. 115, 116, 118 e 119)

No dia 20 de setembro de 1922, em discurso pronunciado na cidade de Udine, Mussolini uma vez declarou:

O ditador Benito Mussolini (Predappio, 29/07/1883 – Mezzegra, 28/04/1945).

 

“Queremos retirar do Estado todos os seus poderes econômicos. Basta de ferroviários estatais, carteiros estatais, seguradores estatais. Basta deste Estado mantido à custa dos contribuintes e pondo em risco as exauridas finanças do Estado italiano”.

.

No filme Fascismo Inc., o cineasta Chatzistefanou esmiúça a também estreita colaboração de industriais e banqueiros com os nazistas para perseguir e destruir o sindicalismo e os socialistas, a quem chamavam de “terroristas”. Detalhe: Hitler extinguiu o Partido Comunista alemão um dia depois de tomar posse.

[intense_heading font_size=”26″ font_color=”#000000″ font_family=”google|Oswald”]Teóricos neoliberais justificaram e legitimaram o Nazifascismo[/intense_heading]
Da esquerda para a direita: Engelbert Dollfuss, Benito Mussolini e Gyula Gömbös. Líderes fascistas tiveram apoio de liberais neoclássicos também, como Ludwig von Mises.

O apoio ao fascismo não se limitava aos liberais do início do século XX. Os liberais neoclássicos que, deram origem à corrente ideológica que se tornou hegemônica hoje, o neoliberalismo, também defendiam o fascismo e sua variante nazista, como projetos políticos necessários para manter a ordem capitalista.

É o que podemos conferir nesta declaração de Friedrich Hayek, membro da Escola Austríaca,  sobre a sua impressão do nazismo:

O economista Friedrich Hayek, Viena, 8/05/1899 – Friburgo em Brisgóvia, 23/03/1992

“É importante recordar que, muito antes de 1933, a Alemanha alcançara um estágio em que não lhe restava senão ser governada de forma ditatorial. Ninguém duvidava então de que a democracia entrara em colapso, ao menos por certo tempo, e de que democratas sinceros como Brüning eram tão incapazes de governar democraticamente como o eram Schleicher ou von Papen. Hitler não precisou destruir a democracia; limitou-se a tirar proveito da sua decadência e no momento crítico conseguiu o apoio de muitos que, embora o detestassem, consideravam-no o único homem bastante forte para pôr as coisas em marcha.”

(HAYEK, Friedrich. O caminho da servidão. 5. ed. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990. P. 90)

A complacência de teóricos liberais neoclássicos a respeito do Fascismo prossegue com Ludwig von Mises. Outro ícone da Escola Austríaca, Mises atuou como conselheiro econômico do governo fascista de Engelbert Dollfuss na Áustria. Em seu livro “Liberalismo — Segundo a tradição clássica”, ele reitera que o Fascismo foi um movimento político que teve como um de seus principais objetivos o combate ao bolchevismo.

O téorico liberal neoclássico Ludwig von Mises (Lviv, 29/09/1881 – Nova Iorque, 10/10/1973).

“As ações dos fascistas e de outros partidos que lhe correspondiam eram reações emocionais, evocadas pela indignação com as ações perpetradas pelos bolcheviques e comunistas. Ao passar o primeiro acesso de ódio, a política por eles adotada toma um curso mais moderado e, provavelmente, será ainda mais moderado com o passar do tempo.

Tal moderação resulta do fato de que os pontos de vista tradicionais do liberalismo continuam a exercer influência inconsciente sobre os fascistas.”

(…)

“Ora, não se pode negar que o único modo pelo qual alguém possa oferecer resistência efetiva contra assaltos violentos seja por meio da violência. Contra as armas dos bolcheviques, devem-se utilizar, em represália, as mesmas armas, e seria um erro mostrar fraqueza ante os assassinos. Jamais um liberal colocou isto em questão.”

(VON MISES, Ludwig. Liberalismo – Segundo a Tradição Clássica / Ludwig von Mises. — São Paulo : Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2010. P. 75 e 76)

Nesta obra, Mises também não hesitou em legitimar, elogiar e, até mesmo, enaltecer o Fascismo.

“Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes, visando ao estabelecimento de ditaduras, estejam cheios das melhores intenções e que sua intervenção, até o momento, salvou a civilização europeia. O mérito que, por isso, o fascismo obteve para si estará inscrito na história. Porém, embora sua política tenha propiciado salvação momentânea, não é do tipo que possa prometer sucesso continuado. O fascismo constitui um expediente de emergência.”


[intense_heading font_size=”26″ font_color=”#000000″ font_family=”google|Oswald”]A origem totalitária do Neoliberalismo[/intense_heading]
Pinochet (à direita) e Friedman (de terno escuro).

O conluio entre liberais e fascistas no combate ao socialismo não para por aí. Antes do general de extrema-direita Augusto Pinochet liderar o golpe militar chileno que destituiu, violentamente do poder, o presidente socialista Salvador Allende – com aprovação da burguesia e apoio financeiro dos Estados Unidos -, surgiu em alguns setores ligados à política externa dos EUA e da Grã-Bretanha um movimento cuja intenção era encaixar os governos desenvolvimentistas do Terceiro Mundo na lógica binária da Guerra Fria. Para os falcões que enxergavam o mundo apenas de forma bipolar, o nacionalismo seria o primeiro passo rumo ao totalitarismo comunista. Portanto, erradicar o desenvolvimentismo no Cone Sul, que era onde ele havia fincado raízes mais profundamente, tornara-se uma meta. Agências como a Administração para a Cooperação Internacional dos Estados Unidos (mais tarde USAID) estavam engajadas em combater o desenvolvimentismo e o marxismo no plano intelectual, bem como suas influências sobre a economia latino-americana.

No que tange ao Chile, o plano consistia em o Imperialismo Ianque financiar estudantes chilenos para aprender economia na mais reconhecidamente anti-comunista escola do mundo – a Universidade de Chicago – de forma a combater ideologicamente as ideias de economistas “vermelhos” latino-americanos, tais como Raúl Prebisch. Naquela universidade, predominava o pensamento do economista Milton Friedman, um dos expoentes da Escola Monetarista e ferrenho defensor da liberdade irrestrita de mercado e do laissez-faire. Os Chicago Boys se tornaram verdadeiros embaixadores de ideias econômicas que na América Latina ficaram conhecidas como “neoliberalismo”. Muitos deles aderiram ao movimento fascista chileno Pátria e Liberdade. Às vésperas do golpe, elaboraram um programa econômico que nortearia as ações da junta militar. Tal programa, um calhamaço de quinhentas páginas, ficou conhecido como “O Tijolo”. Dos dez autores de “O Tijolo”, oito eram Chicago Boys. O teor desse documento era muito similar ao livro de Friedman “Capitalismo e Liberdade” e propunha, dentre outras coisas, privatizações, desregulamentação e cortes nos gastos sociais, a clássica tríade do livre mercado.

Em princípio, as ideias dos Chicago Boys não encontraram campo fértil no Chile, como atestou a vitória da coalizão Unidade Popular em 1970. Só depois do golpe de Estado foi possível pôr em prática suas ideias. Orlando Letelier certa vez afirmou que “os ‘Garotos de Chicago’, como são conhecidos no Chile, convenceram os generais de que estavam preparados para suprir a brutalidade dos militares com os ativos intelectuais que possuíam”.

De fato, no 11 de setembro de 1973, a caserna deu as mãos à austeridade econômica para dar origem a uma das mais violentas ditaduras da história, que também contou com a assessoria e apoio aberto de Friedrich Hayek, cujo maior exemplo de sua aprovação ao governo de Pinochet pode ser extraído da vergonhosa entrevista que concedeu ao jornal chileno EL Mercúrio em abril de 1981. Depois de apoiar o nefasto regime totalitário, justifica: “Uma sociedade livre requer certas morais que em última instância se reduzem à manutenção das vidas; não à manutenção de todas as vidas, porque poderia ser necessário sacrificar vidas individuais para preservar um número maior de vidas. Portanto, as únicas normas morais são as que levam ao ‘cálculo de vidas’: a propriedade e o contrato”. Naquele momento, em que o Hayek dava tranquilamente sua entrevista, muitas vidas estavam sendo sacrificadas nos porões da ditadura fascista do general Pinochet.

Assim, ao contrário do que muitos pensam, a primeira experiência neoliberal não se deu na Inglaterra de Thatcher ou nos Estados Unidos de Reagan. Nasceu, isso sim, gêmea de um sangrento regime militar. Em 1977, de quebra, Pinochet ainda entregou o Ministério das Finanças ao chicago boy Sérgio de Castro.

[intense_heading font_size=”26″ font_color=”#000000″ font_family=”google|Oswald”]Considerações finais[/intense_heading]


A essa altura do texto já fica fácil compreender por que:

– o primeiro bloco de privatizações aconteceu na primeira nação fascista que o mundo conheceu, a Itália, nos anos 1920s (a publicação inglesa The Economist cunhou o termo “privatização” para denominar a política econômica fascista);

– o segundo bloco de privatizações em massa (que inclusive superou a italiana fascista) ocorreu na segunda, Alemanha nazista, nos anos 1930s; e

– após nascerem em berço fascista durante os anos que antecederam a 2ª Guerra Mundial, as privatizações voltaram a aparecer nos anos 1970s, no governo fascista do ditador chileno Augusto Pinochet.

Não pretendemos aqui, entretanto, colocar um sinal de igualdade entre Liberalismo e Fascismo. Porém, de fato, o liberalismo não se constituiu em um entrave ao fascismo nascente. Pelo contrário, ele, inclusive, forneceu as justificativas ideológicas para sua expansão europeia – e mais tarde a sul-americana.

A História comprova-nos que Fascismo e Liberalismo podem atuar em consonância. Ora, se eles não são iguais, tampouco existe entre eles uma muralha intransponível. Isso se explica, fundamentalmente, nas alianças feitas entre essas ideologias sempre quando lhes foi conveniente, sobretudo – como é, inclusive, admitido por teóricos liberais – no propósito do combate a seus maiores inimigos comuns: os sociais-democratas, socialistas, comunistas, bolcheviques, marxistas… Isto é, todos aqueles que tinham uma visão crítica do capitalismo, seja propondo sua superação por meios revolucionários ou mesmo propondo políticas reformistas.

Fontes:

• UFCG – Bio de Vilfredo Pareto
• Wikipédia – Vilfredo Pareto
• UFSC – AUTORITARISMO E CHOQUE
• Jacobin – Capitalism and Nazism
• USP – A formulação do pensamento neoliberal na América Latina em perspectiva comparada: o pensamento econômico de Eugênio Gudin (Brasil), Martinez de Hoz (Argentina) e Sergio de Castro (Chile) (PDF)
• Cambridge Journal of Economics – The first privatisation: selling SOEs and privatising public monopolies in Fascist Italy (1922–1925)
 Livro: Pareto e il fascismo (Autor: Giovanni Barbieri)

Pare de achar que o Liberalismo é oposto ao Fascismo. Eles possuem mais afinidade do que você imagina.

Avalie esta publicação

Digite sua avaliação de 0 a 100 ou clique/toque no círculo mantendo pressionado e solte na pontuação desejada.
Você poderá avaliar apenas uma vez.

User Rating 96.98 (141 votes)

Sobre Luan Toja

Estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. A subversão de Brecht aliada à serenidade de Lennon.

Confira Também

E se a América nunca tivesse sido invadida pelos europeus?

A chegada dos europeus na América interrompeu o processo civilizatório de várias etnias nativas locais. Como esses povos e os ecossistemas desse continente estariam hoje sem essa brutal interferência?

  • Guilherme

    Caralho, Que. Texto. Desonesto! PQP.

    A citação do Hayek está completamente descontextualizada. Ele fala isso no capítulo sobre a democracia, de O Caminho da Servidão, mostrando Hitler se aproveitou da decadência da democracia para implantar o totalitarismo. E que se não fosse essa decadência, não haveria totalitarismo, pois segundo sua própria tese o totalitarismo é incompatível com a democracia. Pra quem quer ver o contexto da citação, entra na página 84 desse pdf: http://www.mises.org.br/files/literature/O%20CAMINHO%20DA%20SERVID%C3%83O%20-%20WEB.pdf

    E foi ridículo colocar sua citação do “cálculo de vidas”, pressupondo que ele tava falando algo relacionado a morte de pessoas. Primeiro que essa tradução de vocês está muito porca, então não dá nem pra eu saber exatamente de onde vcs tiraram. Segundo que ele fala “cálculo de vidas” se referindo ao “cálculo econômico de mercado” (o qual falta no socialismo), dizendo metaforicamente que o cálculo econômico é um cálculo de vidas por manter as vidas; pois é a partir do lucro, da atividade de mercado, “propriedade e contratos”, como ele diz, que a população de bilhões de pessoas do mundo se sustenta. Em A Arrogância Fatal ele diz algo semelhante:

    “Contudo, se a economia de mercado na realidade predominasse sobre outros tipos de ordem por permitir aos grupos que adotaram suas normas básicas se multiplicarem melhor, então, o cálculo em valores de mercado
    é um cálculo em termos de vidas, os indivíduos guiados por este cálculo fizeram o que mais contribui para que aumentassem a sua população, embora não fosse esta sua intenção.” Friedrich Hayek, A Arrogância Fatal: Os Erros do Socialismo, p. 177

    Se já fizeram essa desonestidade com Hayek, a qual eu identifiquei apenas por que o conheço bem, quem dirá com Milton Friedman, Mises e outros. Seu texto é desonesto e não tem credibilidade nenhuma.

    • Tiberinus

      Na verdade você é a única pessoa desonesta aqui.
      O texto deixa claro que Hayek foi complacente e indicou que a ascenção de Hitler é resultado da “falta de alternativas” (sendo que na realidade sempre há alternativas). Não demonstrou oposição clara à sua ascenção e tratou praticamente como um “mal necessário” devido ao estado que as coisas tinham chegado.
      Além disso, Hayek fala de vidas humanas mesmo, deixa claro no texto que é mais que uma metáfora e destrincha o assunto logo após o subtítulo “the calculus of costs is a calculus of lives”.

      Assim sendo, concluo que você é o desonesto que não tem credibilidade nenhuma.

      • Guilherme

        Tiberinus, Hayek não foi complacente com nada. Ele disse que a ascenção de Hitler era inevitável dada a situação. Ele diz isso simplesmente sendo um cientista social. Em nenhum momento diz que é legítimo ou não, que era correto ou não.

        Hayek fala de vidas humanas mesmo. Eu sei disso. E ele quer dizer que o cálculo econômico é o cálculo de vidas, pois é o mercado que mantém a população mundial. Você pode discordar, mas qual o problema em ele falar isso?

        E desonesto é você. Não falou nada com nada até agora.

    • Rudríiigo Souza

      Olha, perfeitamente o contexto apontou que Hayek viu na democracia algo decadente, que nivelava as pessoas por baixo. Ele via na democracia, no sentido de cada pessoa um voto concorrendo com cada valor monetário um peso, um coletivismo decadente e naturalmente levando ao totalitarismo, e no seu “Constituição” pregou um sistema movido ao darwinismo social e blindado contra a democracia, aprofundando ainda mais em “O Conceito Fatal” onde ele coloca que a democracia era subalterna ao “telecom”, a sociedade guiada pelo sistema de preços, o que seria mais importante do que as liberdades políticas.

      Segundo ele, “Uma democracia pode empunhar poderes totalitários, e é pelo menos concebível que um governo autoritário possa agir com base em princípios liberais” “Liberalism” (1973) p. 143.

      Em “Fundamentos da Liberdade”, ele prega uma “demarquia”, uma aristocracia que zelaria por frear a democracia quando ela se chocasse contra o absolutismo de mercado. Seria uma elite vigilante e politicamente acima das massas, ou seja, das pessoas comuns.

      Depois, você se enroscou tergiversando sobre o que ele disse quanto a “cálculo de vidas” e efetivamente não conseguiu apontar que a citação está errada. Apenas enunciou petições de princípio – e desconhecimento, porque Hayek se desvenciliou da discussão mimisista sobre “cálculo econômico” quando se aproximou das metodologias walrasianas – e, por wishfull thinking, disse que ele mencionou “metaforicamente”, quando no livro que você cita ele fala <>. Basta ver que não tem lógica você dizer que ” não à manutenção de todas as vidas, porque poderia ser necessário sacrificar vidas individuais para preservar um número maior de vidas. Portanto, as únicas normas morais são as que levam ao ‘cálculo de vidas’: a propriedade e o contrato” quer dizer “por manter vidas”. É querer embromar demais!

      Por outro lado, outra baboseira é dizer que sociedades em que todas as instâncias da vida fossem guiadas mercadologicamente são as sociedades que mais aumentam população. Sudeste e Leste Asiático já falseam essa petição de princípio. Segundo, todas as sociedades tiveram muitas outras lógicas nas relações sociais e culturais. A mais próxima de uma economia com “livre mercado e estado mínimo”, a Pérsia Medieval, tinha vários constrangimentos institucionais à usura, ao egoísmo como virtude, etc.

      Neste caso, foi o seu piti pouco centrado que não apresentou credibilidade… Feliz ano novo.

      • Guilherme

        Rudríiigo Souza, você não sabe falar o nome das obras de Hayek e quer dar uma de entendedor.

        Primeiro, eu falei que era uma metáfora no sentido de que não é algo literal. O que ele mesmo admite ao falar “the concept of a `calculus of lives’ cannot be taken literally,”.

        Segundo, ele está dizendo que quando você deixa de gastar muito em algo, ganhando lucro, você acaba colocando o recurso para um melhor uso. Mas como, no geral, os recursos tendem a preservar e manter a vida humana, se você não desperdiça um recurso em uma situação, você na verdade está “sacrificando” vidas nesse lugar e salvando em outro.

        Terceiro, o que ele está dizendo é que, no mercado, cada vida é considerada como um valor em si mesmo, independentemente das características de cada pessoa. Vamos à citação:

        “Yet several qualifications have to be added. For the most part, only unknown lives will count as so many units when it is a question of sacrificing a few lives in order to serve a larger number elsewhere.

        Even if we do not like to face the fact, we constantly have to make such decisions. Unknown individual lives, in public or private decisions, are not absolute values, and the builder of motor roads or of hospitals or electric equipment will never carry precautions against lethal accidents to the maximum, because by avoiding costs this would cause elsewhere, overall risks to human lives can be much reduced.” The Fatal Conceit, p. 132

        Ele inclusive contrasta esse ‘cálculo de vidas’ em que cada vida é considerada um valor em si mesmo com o cálculo de vidas na sociedade tribal, em que consideramos algumas pessoas mais dignas de viver que outras:

        “But if for this reason all unknown lives must count equally in the extended order – and in our own ideals we have closely approached this aim so far as government action is concerned – this aim has never governed our behaviour in the small group or in our innate responses. Thus one is led to raise the question of the morality or goodness of the principle.” The Fatal Conceit, p. 133

        Ou seja, Hayek na verdade está mostrando que o mercado segue algo como um imperativo categórico de Kant, tratando seres humanos como fins em si mesmos.

        • Rudríiigo Souza

          “”Ele criticava Walras por ter uma noção de equilíbrio que pressupunha uma visão sinóptica do sistema econômico, que não existe na realidade. “”

          Ah sim, ele pressupunha uma visão joanina.

          Cara, que embromação! Hayek só se afastou de trabalhar com termos walrasianos quando viu que muitos socialistas como Oskar Lange também empregavam!

          “”A crítica à Mises também vai na mesma linha, pois Hayek dizia que o processo de mercado é empírico, pois depende da transmissão de conhecimento entre os agentes, e não da ação em si.””

          Não, ele criticava porque dizia que não se baseava em instituições formais alheias à percepção subjetiva dos indivíduos, como a propriedade privada.

          Você apenas apontou um trecho em que Hayek elogia Mises ter retomado como central a ideia da formação de preços. Mas Hayek se afastou de Mises posteriormente, posto que ele, acompanhando Schumpeter, apontou que a questão do cálculo econômico não se apresenta no interior do escopo das grandes firmas, onde haveria um planejamento central tal qual de governos, e ele afirma que em ambos ocorrem processos de captação de informação decentralizados e tomadas de decisão descentralizados.

          “”Hayek defendia acima de tudo uma visão de processo de mercado, não de equilíbrio, como Walras.””

          Ambos defendiam uma visão de processo de mercado, e ambos acreditavam num equilíbrio e formação de ordem social; para Hayek o equilíbrio se formaria com a transmissão de informação de forma emergente, seria uma síntese, para Walras, através de aproximações estocásticas.

          “”Hayek via a democracia ILIMITADA como algo prejudicial.”””

          Isso é mero truque retórico. Na prática ele colocava que sem uma aristocracia que teria em si maior capacidade de visão do que as demais pessoas – o que quer dizer, capacidade de defender incondicionalmente os dogmas mercadistas a despeito de quaisquer conjunturas a aparecer e independente da configuração social e estratificações no bojo interno da sociedade que estiver no presente – a democracia iria inevitavelmente relativizar seus dogmas mais caros. As pessoas pressionariam por incutir direitos sociais, funções sociais da propriedade, redistribuições, etc., que para ele seria inadmissível. Por isso um grupo de elite deveria controlar a democracia. Isso também o fascismo preconiza. Além de uma corte periodicamente revezante de 15 em 15 anos, com poderes para coerção desde que sejam em nome dos dogmas mais caros da mercadolatria e não em outra coisa, teria também um tipo de “Suprema Corte” com mais poderes ainda, pautada e endossada pelos dogmas.

          “”Rudríiigo Souza, você não sabe falar o nome das obras de Hayek e quer dar uma de entendedor””

          Você acha que pelo fato de terem – voces da Seita Monoaníaca – 168 horas por semana disponível para pirraçar, e assim ficarem recitando os nomes completos das obras para parecerem que estão dominando o assunto quando na prática embroma, se enrola, tergiversa, fica parecendo o João Plenário, vai impressionar o que e quem?

          “”Primeiro, eu falei que era uma metáfora no sentido de que não é algo literal. O que ele mesmo admite ao falar “the concept of a `calculus of lives’ cannot be taken literally,”. “””

          Mas ele continua dizendo que não é metáfora. Você não citou essa parte, eu citei, e parece bobo citando em inglês algo que está escrito no mesmo conteúdo, achando que isso vai pesar mais para seu caso. Só vai ficando mais feio.

          Você falou “metáfora” porque se enrola, embroma, corre pra lá e pra cá sapecando qualquer coisa que consiga falar e isso ficou até engraçado. E de forma objetiva e direta se mostra que está perdido na apologética.

          “”Segundo, ele está dizendo (…) vidas nesse lugar e salvando em outro.””

          Não, ele não usa “sacrificar vidas” para falar da pessoa escolher gastar dinheiro numa coisa e não outra se isto lucrar mais. Vai ficando só mais feia sua embromação.

          “”Terceiro, o que ele está dizendo é que, no mercado, cada vida é considerada como um valor em si mesmo, independentemente das características de cada pessoa.””

          A citação que você replicou não diz isso absolutamente. Apenas afirma que as transações no mercado, segundo ele, seriam impessoais, marcadas absolutamente pelos preços. Novamente você faz de tudo, embroma, enrola, e fica só pior.

          Aliás, neste ponto aí acima o Hayek levou uma lavada monumental do Oliver Williamson sobre os custos de transação.

          “”com o cálculo de vidas na sociedade tribal, em que consideramos algumas pessoas mais dignas de viver que outras “”

          Não, de forma alguma diz que as pessoas são fins em si mesmos. Diz apenas que as relações de mercado impessoalizam, dada a prerrogativa absoluta dos preços, eliminando hierarquias concêntricas de solidariedade.

          • Guilherme

            Vamos lá responder o socialista metido a sabedor de Hayek, mas que não sabe porra nenhuma.

            Hayek critica Mises exatamente pelo que eu disse. Segundo ele:

            “O que eu vejo agora de forma mais clara é o problema de minha relação com Mises, que começou com meu artigo de 1937 sobre economia e conhecimento, o qual foi uma tentativa de persuadir o próprio Mises de que, quando ele afirmava que a teoria de mercado era a priori, ele estava errado; porque o que era a priori era apenas a lógica da ação individual, mas no momento em que você passa disso para a interação de muitas pessoas, você entra no campo empírico.” (Hayek on Hayek, p. 72)

            Então vamos lá no artigo sobre economia e conhecimento, de 1937, que ele cita:

            “De fato, minha contenda principal será que as tautologias, das quais a análise formal de equilíbrio essencialmente consiste, não podem ser transformadas em proposições que nos dizem algo sobre causas no mundo real a menos que sejamos capazes de preencher essas proposições formais com afirmações definitivas sobre como o conhecimento é adquirido e comunicado. Em resumo, eu argumentarei que o conteúdo empírico na teoria econômica – a única parte que não está meramente preocupada com as implicações, mas sim com as causas e efeitos e que leva então a conclusões as quais, de qualquer maneira em princípio, são capazes de verificação [ou falsificação] – consiste em proposições sobre a obtenção de conhecimento.” Friedrich Hayek, Economics and Knowledge, 1937

            Em O Significado da Competição ele cita perfeitamente seu ponto de desacordo com Mises:

            “Como sugeri em outra parte desse volume, o método tautológico que é apropriado e indispensável para a análise da ação individual parece, nesse caso, ter sido ilegitimamente estendido para problemas nos quais temos de lidar com um processo social em que as decisões de muitos indivíduos influenciam umas às outras e necessariamente sucedem umas às outras no tempo.

            O cálculo econômico (ou a Lógica Pura da Escolha), que lida com o primeiro tipo de problema, consiste em um aparato de classificação das possíveis atitudes humanas e nos fornece uma técnica para descrever as inter-relações das diferentes partes de um único plano. Suas conclusões estão implícitas nos seus pressupostos: os desejos e o conhecimento dos fatos, que são assumidos como estando simultaneamente presentes em uma única mente, determinam uma solução única. As relações discutidas nesse tipo de análise são relações lógicas, preocupadas apenas com as conclusões que seguem das premissas dadas para a mente do indivíduo planejador.

            Quando lidamos, no entanto, com uma situação na qual várias pessoas estão tentando executar os seus planos separados, não podemos mais assumir que os dados são os mesmos para todas as mentes planejadoras.

            O problema vem a ser como os “dados” dos diferentes indivíduos, dados nos quais seus planos se baseiam, são ajustados aos fatos objetivos do seu ambiente (o que inclui as ações das outras pessoas).

            Embora na solução deste tipo de problema nós ainda tenhamos que fazer uso de nossa técnica para rapidamente elaborar as implicações de um determinado conjunto de dados, nós temos agora de lidar não só com vários conjuntos separados de dados das diferentes pessoas, mas também – e isso é ainda mais importante – com um processo que envolve necessariamente mudanças contínuas nos dados dos diferentes indivíduos. Como sugeri antes, o fator causal entra aqui na forma de aquisição de conhecimento novo pelos diferentes indivíduos ou na de mudanças em seus dados trazidas pelos contatos entre esses indivíduos.” Friedrich Hayek, O Significado de Competição

          • Vitor

            Vamos responder ao liberal metido a entendedor de Hayek que não entende porra nenhuma de Hayek.

            Qual o problema da falácia do cálculo econômico e porque o nosso amiguxo Guilherme não sabe nem o que está comentando.

            Se eu produzir sapatos e esses sapatos não forem lançados no mercado, pela ausência de variações dos preços de mercado teoricamente eu não saberia se estão sendo produzidos sapatos em excesso ou em debilidade. Eu posso talvex estar produzindo sapatos demais e estar dispensando recursos valiosos que poderiam ser empregados em outras atividades econômicas com menor desperdício.

            A falácia se encontra na “crença” de que os preços de mercado dependem necessariamente do desequilíbrio entre o ferta e demanda. Ricardo, já com bastante rigor teórico rfutava essa falácia. Se eu produzir trigo por exemplo e por alguma inovação nas técnicas agrícolas eu puder produzir trigo mais barato, digamos 50% mais barato seu preço também pode ser reduzido em 50% do seu valor. sem nenhuma alteração nem na oferta nem na demanda. ninguém produz trigo só por produzir.

            Agora vou mostrar o erro da sua falsa retórica para tentar contrabalançar os argumentos demolidores do Rudríiigo. Você está comentando coisas que você nem mesmo sequer sabe o que está comentando e não está te levando a lugar nenhuma anão ser ou fugir do assunto ou mesmo concordar com as afirmações do amigo Rudriiigo. Vou colocar aqui um trecho onde você mais uma vez se atrapalhou e acabou por concordar com quem você tenta combater a razão.

            “A crítica à Mises também vai na mesma linha, pois Hayek dizia que o
            processo de mercado é empírico, pois depende da transmissão de
            conhecimento entre os agentes, e não da ação em si.””

            Não, ele
            criticava porque dizia que não se baseava em instituições formais
            alheias à percepção subjetiva dos indivíduos, como a propriedade
            privada.

            Você apenas apontou um trecho em que Hayek elogia Mises
            ter retomado como central a ideia da formação de preços. Mas Hayek se
            afastou de Mises posteriormente, posto que ele, acompanhando Schumpeter,
            apontou que a questão do cálculo econômico não se apresenta no interior
            do escopo das grandes firmas, onde haveria um planejamento central tal
            qual de governos, e ele afirma que em ambos ocorrem processos de
            captação de informação decentralizados e tomadas de decisão
            descentralizados.”

            O cálculo econômico (ou a Lógica Pura da Escolha), que lida com o
            primeiro tipo de problema, consiste em um aparato de classificação das
            possíveis atitudes humanas e nos fornece uma técnica para descrever as
            inter-relações das diferentes partes de um único plano. Suas conclusões
            estão implícitas nos seus pressupostos: os desejos e o conhecimento dos
            fatos, que são assumidos como estando simultaneamente presentes em uma
            única mente, determinam uma solução única. As relações discutidas nesse
            tipo de análise são relações lógicas, preocupadas apenas com as
            conclusões que seguem das premissas dadas para a mente do indivíduo
            planejador.

            Quando lidamos, no entanto, com uma situação na qual
            várias pessoas estão tentando executar os seus planos separados, não
            podemos mais assumir que os dados são os mesmos para todas as mentes
            planejadoras.

            O problema vem a ser como os “dados” dos diferentes
            indivíduos, dados nos quais seus planos se baseiam, são ajustados aos
            fatos objetivos do seu ambiente (o que inclui as ações das outras
            pessoas).Embora na solução deste tipo de problema nós ainda
            tenhamos que fazer uso de nossa técnica para rapidamente elaborar as
            implicações de um determinado conjunto de dados, nós temos agora de
            lidar não só com vários conjuntos separados de dados das diferentes
            pessoas, mas também – e isso é ainda mais importante – com um processo
            que envolve necessariamente mudanças contínuas nos dados dos diferentes
            indivíduos. Como sugeri antes, o fator causal entra aqui na forma de
            aquisição de conhecimento novo pelos diferentes indivíduos ou na de
            mudanças em seus dados trazidas pelos contatos entre esses indivíduos.”

            Tá vendo a semelhança? Você corrobora com o que o cara fala citando trechos do próprio Hayek e ainda vem aqui querer falar merda dando uma de que entende de alguma coisa? Se você não tem argumentos não adianta estar aqui chorando ou fazendo pirraça como você está fazendo, basta ser racional e sensato.
            E não me impressiona nada você citar aqui trechos de wikipédia ou textos do instituto mises, instituto esse que chegou a alegar que a escola auustríaca é superior às demais escolas de pensamento econômico por negar o método científico. Isso é mais que suficiente para deixar de lado um blog que lança textos alegadamente de economia mas que não sabe nem o que é método científico.

          • Guilherme

            Você colocou essa citação de Hayek, a qual eu mesmo tinha colocado antes, e está achando que ela corrobora com a sua opinião e a do outro rapaz? hahaha

            Vamos começar mais pelo final. Eu disse que Hayek rejeitou o apriorismo de Mises por dois fatores. Primeiro, porque o conhecimento dos indivíduos é um fator empírico, e não a priori. Segundo, por que quando falamos de processos de mercado, o conhecimento dos indivíduos muda constantemente, de forma que não podemos saber com exatidão como se dá tal mudança. É justamente o que ele diz aqui:

            “Embora na solução deste tipo de problema nós ainda tenhamos que fazer uso de nossa técnica para rapidamente elaborar as implicações de um determinado conjunto de dados, nós temos agora de lidar não só com vários conjuntos separados de dados das diferentes pessoas, mas também – e isso é ainda mais importante – com um processo que envolve necessariamente mudanças contínuas nos dados dos diferentes indivíduos. Como sugeri antes, o fator causal entra aqui na forma de aquisição de conhecimento novo pelos diferentes indivíduos ou na de mudanças em seus dados trazidas pelos contatos entre esses indivíduos.”

            Mas ele também fala sobre esse seu desacordo com Mises numa entrevista:

            LEIJONHUFVUD: You have developed your own views on methodology over the years. Did you have a conflict with Mises on methodological matters?

            HAYEK: No, no conflict, although I failed in my attempt to make him see my point; but he took it more good-naturedly than in most other instances. [laughter] I believe it was in that same article on economics and knowledge where I make the point that while the analysis of individual planning is in a way an a priori system of logic, the empirical element enters in people learning about what the other people do. And you can’t claim, as Mises does, that the whole theory of the market is an a priori system, because of the empirical factor which comes in that one person learns about what another person does. That was a gentle attempt to persuade Mises to give up the a priori claim, but I failed in persuading him. [laughter]

            Agora me diz, o que tudo isso tem a ver com o que seu amiguinho disse? Vamos ver o que ele disse:

            “Não, ele criticava porque dizia que não se baseava em instituições formais alheias à percepção subjetiva dos indivíduos, como a propriedade privada.”

            O que tem a ver a instituição da propriedade privada com isso? A análise de Hayek é independente de qualquer instituição contingente. Busca falar sobre toda ação humana. E em nenhum momento ele fala de ” instituições formais alheias à percepção subjetiva dos indivíduos”, nem de propriedade privada, quando discute o apriorismo. Ou seja, non-sense puro que você aceitou de forma burra.

            Onde, aqui, eu citei trechos da wikipedia ou do Instituto Mises, amigo? Até agora, que eu sei, citei apenas fontes PRIMÁRIAS. Socialismo deve fazer mal à cabeça mesmo.

            Sobre o cálculo econômico, o próprio texto do Hayek mostra que ele não é necessariamente aquilo que você falou, mas ele é simplesmente as implicações lógicas de um plano, ou seja, dos melhores meios para alcançar os fins de uma escala de valores:

            “O cálculo econômico (ou a Lógica Pura da Escolha), que lida com o primeiro tipo de problema, consiste em um aparato de classificação das possíveis atitudes humanas e nos fornece uma técnica para descrever as inter-relações das diferentes partes de um único plano. Suas conclusões estão implícitas nos seus pressupostos: os desejos e o conhecimento dos fatos, que são assumidos como estando simultaneamente presentes em uma única mente, determinam uma solução única. As relações discutidas nesse tipo de análise são relações lógicas, preocupadas apenas com as conclusões que seguem das premissas dadas para a mente do indivíduo planejador.”

            Aliás, sobre Schumpter, Mises e grandes firmas. Mises nunca negou que era possível um cálculo racional no interior de uma pequena organização. Já em seu artigo de 1920 ele diz:

            “Somente sob condições muito simples é que a economia pode dispensar o cálculo monetário. Dentro dos limites estreitos de uma economia doméstica, por exemplo, na qual o pai pode supervisionar toda a conduta econômica, é possível determinar, mesmo sem fazer uso de auxílios avançados, qual a importância de algumas mudanças no processo de produção e, ainda assim, obter razoável precisão. Nesse caso, todo o processo se desenvolve sob um uso relativamente limitado do capital.” Mises, O Cálculo Econômico sobre o Socialismo

          • Guilherme

            Você diz que Hayek não aceitava o argumento do cálculo? hahaha

            Vamos ver o que ele diz em O Uso do Conhecimento na Sociedade, de 1945 (depois de O Caminho da Servidão e depois de Economics and Knowledge):

            “Por vários motivos, é ótimo que a necessidade do sistema de preços para qualquer cálculo racional em uma sociedade complexa já não seja mais objeto de discussão apenas entre grupos com opiniões políticas distintas. A tese segundo a qual sem o sistema de preços nós não poderíamos preservar uma sociedade baseada numa divisão de trabalho tão extensiva quanto a nossa foi recebida com gritos de chacota quando Mises a apresentou há vinte e cinco anos. Hoje os argumentos que alguns ainda apresentam para rejeitar essa tese não são mais exclusivamente políticos, e isso cria uma atmosfera muito mais receptível a discussões ponderadas. Quando vemos Leon Trostky argumentando que o “cálculo econômico é inimaginável sem as relações de mercado”; quando o professor Oscar Lange promete ao professor von Mises uma estátua de mármore no futuro Diretório de Planejamento Central, e quando o professor Abba P. Lerner redescobre Adam Smith, enfatizando que a utilidade essencial do sistema de preços consiste em induzir o indivíduo a fazer aquilo que é do interesse geral no instante em que busca realizar seus próprios interesses, então, as divergências já não podem ser atribuídas a preconceitos políticos. Os dissidentes restantes parecem claramente divergir dessa posição por motivos puramente intelectuais e, mais particularmente, por causa de diferenças metodológicas.”

            Se quiser também eu tenho vários artigos de 1960 e 70 em que ele levanta o mesmo ponto. Ele tbm fala isso em The Fatal Conceit

          • Guilherme

            Sobre Walras ele corrobora exatamente comigo quando discorre sobre Menger:

            “Even Menger’s aversion against the use of mathematics seems to me directed against a pretence of greater precision than he thought could he achieved. Connected with this is also the absence in Menger’s work of the conception of a general equilibrium. If he had continued his work it would probably have become even more apparent than it is in the introductory part (which is the Grundsatze) that what he was aiming at was rather to provide tools for what we now call process analysis than for a theory of static equilibrium. In this respect his work and that of the Austrians generally is, of course, very different from the grand view of a whole economic system that Walras gave us.” Friedrich Hayek, The Place of Menger’s Grundsatze in the History of Economic Thought, p. 276-279

          • Guilherme

            “A citação que você replicou não diz isso absolutamente. Apenas afirma que as transações no mercado, segundo ele, seriam impessoais, marcadas absolutamente pelos preços. Novamente você faz de tudo, embroma, enrola, e fica só pior.”

            Ué, mas é exatamente sobre isso que ele fala quando ele usa o termo ‘cálculo econômico’. Larga de ser desonesto! Por isso que ele diz que o cálculo econômico é um cálculo de vidas. Nos trechos que te mandei abaixo ele fala de cálculo econômico também, mas aí vc vem falar que “não é” porque ele abandonou a visão de Mises hahahaha

      • Guilherme

        Hayek não via a democracia em si como um “coletivismo decadente que pode levar ao totalitarismo”. Hayek via a democracia ILIMITADA como algo prejudicial. A democracia limitada, para ele, é quando a maioria tem restrições no uso da coerção. Isso deveria ser belo e moral, já que deixar o uso da coerção de forma ilimitada nas mãos de qualquer um é algo extremamente prejudicial. O uso da coerção deve se basear em leis gerais e permanentes, não podendo se sacrificar por decisões momentâneas, da maioria ou da minoria, na tradição liberal clássica. Tanto é que ele propõe, em seu sistema ideal, que haja um grupo de pessoas eleitos pela maioria, que tenham certo espírito aristocrático (o que ele estipula pelo método de eleição), e que sejam IGUALMENTE restringidos no uso da coerção. Seria uma câmara parecida com a Câmara dos Lordes inglesa, mas que seria menos ‘elitista’ por ser eleita por uma eleição que envolve o voto de toda a população.

        Mesmo nesse sistema ele não rejeita a democracia, pois a Assembleia Governamental, que encarregaria de decidir sobre o uso dos recursos pelo governo (e que estaria dentro da lei decretada pela outra assembleia) seria baseada no democracia representativa igual à democracia atual. Hayek só tem um pouco de bom senso e diz que, se a maioria quiser gang-bangear a minoria, ela deve ser proibida.

        Mas a democracia realmente não é um valor em si mesmo. O maior valor, para Hayek, é a LIBERDADE INDIVIDUAL. Por isso ele repudiava o nazismo e o fascismo e o comunismo. Ele queria um governo que preservasse o máximo da liberdade individual. E com certeza não é um que a maioria pode fazer tudo. Como Locke diz:

        “O poder absoluto arbitrário, ou governo sem leis estabelecidas e permanentes, é absolutamente incompatível com as finalidades da sociedade e do governo, aos quais os homens não se submeteriam à custa da liberdade do estado de natureza, senão para preservar suas vidas, liberdades e bens; e graças a regras que definissem expressamente o direito e a propriedade.” John Locke, Segundo Tratado sobre o Governo Civil, p. 72

      • Guilherme

        A citação do ‘cálculo de vidas’ não está de todo errada. Ela apenas não pode ser tomada literalmente, como ele mesmo diz.

        “Apenas enunciou petições de princípio – e desconhecimento, porque Hayek se desvenciliou da discussão mimisista sobre “cálculo econômico” quando se aproximou das metodologias walrasianas”

        O desvencilhamento de Hayek com Mises não tem nada a ver com a adoção da economia walrasiana. Hayek não fez isso. Ele criticava Walras por ter uma noção de equilíbrio que pressupunha uma visão sinóptica do sistema econômico, que não existe na realidade. A crítica à Mises também vai na mesma linha, pois Hayek dizia que o processo de mercado é empírico, pois depende da transmissão de conhecimento entre os agentes, e não da ação em si.

        Ele aplaude Mises na questão do cálculo econômico:

        “A distinção de ter primeiramente formulado o ponto central da economia socialista de forma a tornar impossível que ele desaparecesse novamente da discussão pertence ao economista austríaco Ludwig Von Mises. Em um artigo sobre “O Cálculo Econômico sobre o Socialismo”, o qual apareceu na primavera de 1920, ele demonstrou que a possibilidade de cálculo racional em nosso presente sistema econômico era baseada no fato de que os preços expressados em dinheiro proviam a condição essencial para fazer tal cômputo possível. O ponto essencial em que o Professor Mises estava muito além de tudo já feito por seus predecessores foi a demonstração detalhada que um uso econômico dos recursos disponíveis era apenas possível se a precificação fosse aplicada não apenas ao produto final, mas também a todos os produtos intermediários e fatores de produção, e que não era concebível nenhum processo que fosse levar em conta, ao mesmo tempo, todos os fatos relevantes como o fazia o processo de precificação em um mercado competitivo.” Hayek, Socialist Calculation

        Hayek defendia acima de tudo uma visão de processo de mercado, não de equilíbrio, como Walras.

  • Paulo Soares Oliveira

    Quanta mentira em um só texto .Olha que você vai passar vergonha !

    • Tiberinus

      Como você não é capaz de refutar e sabe que é verdade, só resta dizer que é mentira.

      • Pedro Cerqueira

        Quer que eu refute? NENHUMA CITAÇÃO DIZ QUE FASCISMO É BOM. Dizer que um governante fascista tomou uma ou outra ação liberal e que por isso liberalismo e fascismo são quase a mesma coisa é uma coisa tão idiota quanto dizer que por a CLT ter sido criada inspirada em medida semelhante de Mussolini e atualmente é apoiada por comunistas, fascismo é comunismo, e fascismo é liberalismo, portanto comunismo é liberalismo

        • Luan Toja

          Vocês já fazem isso todos os dias. No entanto, o texto deixa bem claro em sua conclusão que não pretende colocar um sinal de igualdade entre liberalismo e fascismo. Ele apenas ratifica a realidade, a de que o maior inimigo do fascismo é o socialismo, o que é, inclusive, admitido por Mises.

        • Rudríiigo Souza

          Sim, Mises chega a fazer várias ali acima afirmações positivas do fascismo, não apenas por ser oposto ao socialismo.

      • Pedro Cerqueira

        É claro que tem que ser realmente retardado pra escrever um texto inútil assim, então não vou esperar que entenda algo de lógica básica ou consiga somar 1+1

        • Luan Toja

          Quando falta capacidade de argumentação, o que resta é ad hominem.

  • Gustavo

    O texto deveria deixar mais clara a diferença entre liberalismo como defesa da liberdade individual (que se opõe ao conservadorismo) e liberalismo econômico (totalmente compatível com o conservadorismo e até com o fascismo, como foi muito bem mostrado), até para evitar ou enfraquecer os espantalhos e pretextos nos quais os liberais se agarrarão para atacar o texto. Também faltou falar sobre o apoio de grandes corporações ao nazismo.

    De fato, como os próprios neoliberais Mises e Hayek admitem, o nazifascismo foi uma medida de urgência diante de um capitalismo que estava desmoronando na Europa. É claro que em períodos de paz ou de desenvolvimento os liberais dirão que nada tem a ver com nazifascismo e até tentarão jogá-lo no quintal da esquerda, mas na hora que o bicho pega ou quando acham a oportunidade (caso do Chile), eles prontamente apoiam projetos autoritários.

    Fora isso, o texto ficou ótimo, é bem por aí mesmo. Parabéns e agradeço por nos proporcionar mais um ótimo artigo!

    • Juka

      O texto é muito ruim… tua resposta conseguiu piorar…
      … é muita doença pra pouca história…

    • Panon Corvo da Tempestade

      “Liberalismo como defesa da liberdade individual” = Libertarianismo.

  • Guilherme

    O que Hayek mais repudiava era o nazismo, e vocês ainda têm a cara de pau de associá-lo ao nazismo.

    Hayek via o nazismo como o oposto do liberalismo, e com razão:

    “Os próprios alemães – ou pelo menos os divulgadores de tais ideias – tinham inteira consciência do conflito: a herança comum da civilização europeia tornara-se para eles, muito antes do nazismo, a civilização “ocidental” – e a palavra “ocidental” não tinha mais a acepção comum de Ocidente, mas passara a significar o mundo a oeste do Reno. “Ocidental”, neste sentido, era sinônimo de liberalismo e democracia, capitalismo e individualismo, livre comércio e toda forma de internacionalismo ou amor à paz.” Friedrich Hayek, O Caminho da Servidão, p. 46

  • Juka

    Duas palavras resumem esse texto: “má fé”…
    Que mente doentia…

    • Luan Toja

      Quando falta capacidade de argumentação, o que resta é a histeria.

      • Juka

        Concordo.
        Aliás é uma ótima palavra pra definir esse texto: “histeria”.
        Quando não resta o que fazer além de admitir que a ideologia que se prega é a mesma a qual condena, o que sobra é o cinismo-histérico-desesperado, dizendo qualquer coisa pra aliviar a própria consciência e não machucar o “eguinho” admitindo ser o “malvado”.
        Agora, pior que um cínico tolo, é aquele que o bajula.
        Mas se quer um argumento, lhe dou. O argumento da realidade. O argumento dos fatos. Os países liberais não tem nada de fascistas, são exatamente o seu oposto. Será que você pode dizer o mesmo da ideologia a qual defende? Mas se a realidade não lhe é argumento suficiente, de que vale a sua retórica?!

  • Rudríiigo Souza

    Em uma entrevista a George Sylvester Viereck, o ditador capitalista alemão foi perguntado:

    – Por que o senhor se diz um nacional-socialista, já que o programa do seu partido é a própria antítese do que geralmente se acredita ser o socialismo?

    Hitler respondera:

    O socialismo é a ciência de lidar com o bem-estar geral. O comunismo não é o socialismo. O marxismo não é o socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. Vou tirar o socialismo dos socialistas. O socialismo é uma antiga instituição ariana e alemã. Nossos ancestrais alemães tinham algumas terras em comum. Cultivavam a ideia do bem-estar geral. O marxismo não tem direito de se disfarçar de socialismo. O socialismo, diferentemente do marxismo, não repudia a propriedade privada. Diferentemente do marxismo, ele não envolve a negação da personalidade e é patriótico. Poderíamos ter chamado nosso partido de Partido Liberal. Preferimos chamá-lo de Nacional-Socialista. Não somos internacionalistas. Nosso socialismo é nacional. Exigimos o atendimento das justas reivindicações das classes produtivas pelo Estado com base na solidariedade racial.

    – entrevista publicada no jornal Liberty, em 1932, presente no livro organizado por Fábio Altman, “A arte da entrevista: uma antologia de 1823 aos nossos dias”, Editora Scritta

  • Wilma

    Há uma confusão entre liberalismo econômico e liberalismo político. Milton Friedman foi assessor de Pinochet e prêmio Nobel de Economia por suas idéias ultraliberais. Nos regimes fascistas a vida privada passa a ser controlada repressivamente pelo poder público, religião, comportamento sexual e liberdade de opinião vão para as cucuias, bem diferente do que o liberalismo político apregoa. Milton Friedman dizia que liberalismo econômico não era o mesmo que liberalismo político e não havia incompatibilidade entre um regime autoritário e preceitos liberais na economia. Evidentemente aqui que essa tal liberdade política a que os liberais se referem não está desvinculada da ideia de liberdade de mercado já que eles consideram que os contratos são regidos pelo princípio da liberdade sem considerar o domínio e a desigualdade de classes que afeta as possibilidades de escolha dos indivíduos.

    • Tiago Moraes

      Friedman nunca foi assessor de Pinochet e muito menos teve qualquer vínculo com a ditadura chilena. Essa foi uma mentira inventada por um ex-Ministro de Allende e replicada ad nauseam até muitos tomarem como uma verdade. O fato é que alguns economistas chilenos, que exerceram altos cargos no governo do Pinochet, foram alunos de pós-graduação do Friedman em Chicago.

      • Flávio Victor

        Não é o que dizem os documentos oficiais do próprio governo americano: nsarchive gwu edu/NSAEBB/NSAEBB8/nsaebb8i.htm

  • Thiago Alves Barbosa

    Entre os liberais se tem visto alguns autonomeados nietzschianos que
    incorporam em sua salada a crítica do filósofo à “moral de rebanho” (que
    acham ser inerente a todo Estado) e concebem erroneamente a doutrina do
    Übermensch como se tratando de uma liberação das potências do indivíduo
    de qualquer constrangimento externo. Alguns, flertando com o Fascismo e
    o Nacional-Socialismo por uma inconfessável simpatia, chegam a defender
    que Liberalismo e Fascismo não são antagônicos, e que
    na verdade o Fascismo seria uma transição para uma sociedade de livre
    mercado. Nada mais errôneo, torto e estreito. Não há momento algum em
    que Nietzsche defende a “liberdade individual” em suas idealizações do
    Estado perfeito, e quanto a este tema ele era bem “platônico”, diga-se
    de passagem. Depois, sobre o Fascismo ser transição para uma sociedade
    de livre-mercado, oras, trata-se de uma falácia que vigora na ignorância
    acerca do funcionamento das sociedades antigas que inspiram o modelo de sociedade fascista.

    [Os
    defensores do livre mercado criticam o Estado, porém o pré-concebem a
    partir dos Estados históricos modernos, em que este, despido da
    fundamentação transcendente e superior que caracterizava os Estados
    antigos, converte-se em máquina coletivista e demagógica. As sociedades
    idealizadas pelos fascismos (dito simplificadamente) se inspiravam nas
    sociedades antigas em que o Estado era “ORGÂNICO”, isto é, estava tão
    atrelado ao elevado sistema de Mundo que animava o corpo social, que era
    às vezes desnecessário constrangimento pela força estatal (externa). O
    mercado já era disciplinado pelo enraizado sistema de crenças e valores.
    Vá à praça ateniense e experimente vender algo que contrarie este
    sistema para você ver como nem será preciso aparecer um soldado para
    você levar um chute no traseiro ou aparecer magicamente uma lança nas
    suas costas. – René Frithjof Ananda]

  • Thiago Alves Barbosa

    Falta aos liberais entenderem que há Estados e Estados. Ou melhor, há
    Estados e simulacros de Estado. O Estado autêntico está extinto no
    ocidente moderno; ele encontra seu tipo ideal nas sociedades antigas.
    Como ilustrar a diferença? Vamos usar a analogia do corpo, bastante
    fácil de entender, e assim chegamos à estatura compreensiva dos
    liberais. As construções de concreto eram como o esqueleto (sustentam o
    corpo na vertical e sobrevivem ao desvanecimento da carne); o sistema de
    transmissão das ordens era como os nervos, sendo o topo da hierarquia o
    centro nevrálgico; os indivíduos eram como células; o que chamamos
    “imposto” seria como os nutrientes necessários para o funcionamento e
    hipertrofia do organismo; o movimento cíclico dos astros partiturava
    seus movimentos na terra; e tudo isto tinha como objetivo e ao mesmo
    tempo fundamento manter acesa a consciência supraindividual e superior
    que oferecia a todos um modo de transcenderem sua natureza animal e
    existirem com sua natureza divina ativada. É por isso que nessas
    sociedades o corpo individual até pode retroceder eventualmente à
    animalidade, mas o corpo social não pode nunca deixar de ser divino.
    Privado desse fundamento transcendente, o Estado se torna, aí sim, uma
    máquina de repressão pela repressão, uma máquina demagógica, o império
    da maioria, um corpo caído na horizontal, um simulacro cada vez mais
    imperfeito do que foi outrora. E o que promove a destruição desse
    organismo, sua degeneração? O vírus do individualismo, da liberdade
    autojustificada, que inculca nas células o código segundo o qual não há
    mais alma neste corpo, e que portanto devem se emancipar daquela metade
    divina e regenerativa, representada pelo Estado, que a tudo mantinha.
    Liberalismo é câncer.
    Agora eu pergunto: o Estado é desnecessário?

    Carlos Alberto Sanches

    https://www.facebook.com/carlosalberto.sanches.75?fref=nf

  • Narcélio Filho

    O autor confundiu livre-mercado com Liberalismo.

  • Bruno

    Texto completamente tendencioso !! Conveniente. A introdução cai como uma luva para autor, mas isso vindo da esquerda é normal. não tem fontes como contra-ponto. obviamente o autor usa retalhos de textos de Mises e Hayek, para contextualizar ao seu favor. é interessante falar de fascimo e não usar como fonte de pesquisa, autores do porte de Ernst Nolte, Francois Furet, Noberto Bobbio, Zeev Sternhell.. mas eu entendo o motivo disso, ele não quer seus leitores conheçam de fato o que é o fascismo, e muito menos conheçam as semelhanças que o fascismo tem com socialismo.

    Recomendo para vocês o livro ” O Fascimo em sua época” Ernst Nolte, Verás que o Fascismo não tem nada a haver com Liberalismo.. e antes que venham com esquerdiotices, Ernst Nolte foi um dos maiores academicos sobre a história do fascismo, no mundo.

  • Rudríiigo Souza

    Sobre a ideia de Hayek de capitular e ceder para um intervencionismo estatal tático em dados contextos, também abundam exemplos, onde é até chamado de “traidor social democrata” por alguns mimisistas, como Hope:

    Although I do not regard deflation as the original cause of a decline in business activity, such a reaction has unquestionably the tendency to induce a process of deflation – to cause what more than 40 years ago I called a ‘secondary deflation’ – the effect of which may be worse, and in the 1930s certainly was worse, than what the original cause of the reaction made necessary, and which has no steering function to perform. I must confess that forty years ago I argued differently. I have since altered my opinion – not about the theoretical explanation of the events, but about the practical possibility of removing the obstacles to the functioning of the system in a particular way
    – na página 206 do “New Studies in Philosophy, Politics, Economics and the History of Ideas”

    Indo mais além, Hayek admite também :
    Even though there are many concerns about organizing public works ad hoc during a depression, everything speaks in favour of having public agencies perform during a depression whatever investment activities need to be carried out in any case and can possibly be postposed until then. It is the timing of these expenses that presents a problem, since funds are often extremely hard to raise in the midst of a severe depression and the accumulation of reserves in good times generally faces the objections mentioned above. There is little question that in times of general unemployment the state must intervene to mitigate genuine hardship either by disbursing unemployment compensation or, as in earlier times, by legislation to help the poor
    – no “The Gold Problem”

  • Bruno

    ” O Fascismo é um grande anti-movimento, o fascismo é anti-liberal, anti-comunista, anti-capitalista e anti-burguês. O fascismo na verdade é uma rejeição a modernidade, uma rejeição aos valores da modernidade, é uma rejeição a tudo que a modernidade pode oferecer. ”

    Obra: (O Fascismo em sua época) autor: (Ernst Nolte).

    Um dos maiores especialistas sobre a história do fascismo, fez varias obras sobre o fascismo. não me supreende o fato de autores como Ernst Nolte, François Furet, Noberto Bobbio e Zeev Sternhell, não estarem nas fontes do autor. até pq as obras desses autores sobre fascismo não endossam a tese do autor, muito pelo contrario, elas desconstroem a sua ideia.

    Texto é completamente pifio e tendencioso, não tem um fonte expressiva. muito menos contra-pontos a fontes são todas convientes com a esquerda. basicamente o que o pessoal da esquerda tenta fazer nos comentarios, é formentar suas argumentações de forma rasa em cima de Mises e Hayek.

    • Voyager

      O texto em nenhum momento iguala fascismo ao liberalismo. Preste atenção no título, no subtítulo e na conclusão. Os únicos que estão fazendo tal interpretação são vocês.

      O fascismo se apresentava como antiliberal no discurso e era contra o socialismo na prática. Não tinha como ele se apresentar como liberal diante de uma crise capitalista provocada pelo liberalismo. Na época, o liberalismo estava com o filme queimado e o socialismo cada vez mais se apresentava como uma alternativa para a maioria dos europeus. Como combater esse avanço do socialismo, mas sem se apoiar no desacreditado liberalismo? O fascismo foi a resposta a esse dilema.

      O historiador Nolte ser citado numa discussão sobre fascismo é bem complicado, hein? Ele é conhecido por passar pano no nazismo, inclusive tenta justificar os campos de concentração. É um historiador alemão que recebeu uma sova de críticas na academia pelo seu revisionismo, e vc vem me apresentar como especialista de fascismo???

      E Nobbio fala sobre a natureza liberal do fascismo, não entendi por que vc o citou?

      O fascismo nunca foi anti-capitalista (sim, era anti-burguês e se opunha às abstrações do capital, mas em nenhum momento ousou descartar suas bases e princípios), aliás, parece que o único autor que afirma isso é o Nolte.

      E sim, o fascismo se apresentava como antiliberal, isso também não negamos, porém a intenção do artigo é justamente fazer uma ressalva nessa parte, mostrando que esse antiliberalismo era mais uma retórica inevitável para o contexto da época do que uma real oposição.

      Os fatos estão aí para qualquer um conferir, está clara a simpatia dos autores liberais citados em relação a ascensão do fascismo. Diante do avanço do socialismo, eles não pensaram duas vezes em endossar o fascismo. Isso é cristalino, apenas não reconhece quem está cego pela sua própria ideologia. Os fascistas, por sua vez, admitiam liberais em suas ditaduras para tocar políticas econômicas. Não eram iguais, mas as diferenças não impediram que agissem em sintonia em certas ocasiões. E essa é a pauta do artigo!

  • Rodrigo Bamondes

    Olá, tudo bem?
    Tenho formação de esquerda de família, corrente trotkista, participei de movimento estudantil tendo contato com partidos até o 22 anos, quando me decepcionei com a esquerda brasileira num ato de protesto que estávamos organizando na Faculdade.
    Sobre seu texto:

    – Você não separa Liberalismo como liberdades individuais e liberalismo econômico. Ao contrário do socialismo que se vê como um bloco único. Liberalismo tem os 2 lados. O Liberalismo clássico se diferencia por se opor ao conservadorismo, seja ele de esquerda ou direita… Por isso é muito importante você indicar que tipo de liberalismo está falando e qual base teórica irá utilizar;

    – Você cita inicialmente liberalismo, e depois neoliberalismo. Qual sua base teórica para cada item? Dependendo da escola liberal que utilize o Fascismo é considerado apenas uma forma de socialismo. O termo neoliberal é muito controverso na escola, os teóricos liberais em geral tratam apenas como uma continuidade, portanto existiria apenas liberalismo.

    – Pareto faleceu em 1923, um ano após Mussolini se tornar primeiro ministro, você ignorou completamente a questão histórica da Itália ter saída da 1ª Guerra falida e endividada o que foi fundamental para a mudança de opinião de Pareto sobre a intervenção de Mussolini. Até então ele mesmo tinha elogiado inúmeras ideias propostas por Marx. O próprio Pareto era um crítico dos liberais de sua época porque entendia que não cuidavam das necessidades dos mais pobres.

    – O próprio Fascismo é uma mescla de várias ideias incluindo liberalismos e outras do socialismo. A própria forma como os sindicatos funcionariam no modelo fascista foram usados inspiração para o sistema sindical implantado na era Vargas no Brasil,

    – Pareto foi contemporâneo de Carl Menger e eles trocaram muita informação mas é no mínimo um erro crasso colocar Liberalismos como origem para o Fascismo, até porque o Fascismo utilizou ideias “socialistas” que lhe interessava.

    – Sobre Hayek você tirou as frases de contexto conforme outros já colocaram.

    – A Decadência da democracia foi causada pela industrialização que extinguiu milhões de empregos e não o capitalismo em si. Esse mesmo fenômeno está ocorrendo agora e é uma das raízes do crescimento dos movimentos extremistas, nacionalistas e xenófobos ao redor do mundo

    – Todas as referências a a ligação de Pareto como “Marx do Fascismo” fazem referência ao texto do James Alexander e esse artigo é pouco citado, tem a prof… Isso já foi refutado nos anos 60.

    – Você fala de liberalismo no seu artigo e usa referência de um blog de direita conservadora. Você percebeu que ele chega a fazer piada com Suresh se os números que ele apresenta estivessem errados? Fora isso ele fala do funcionamento da economia alemã durante o nazismo… totalmente nada a ver com o assunto do texto. Com base nisso fiquei com dúvidas sobre sua fundamentação teórica sobre o que você entende por liberalismo https://www.jacobinmag.com/2014/04/capitalism-and-nazism/

    – O texto de Resende e Gonçalves é de um aluno de graduação de ciências econômicas orientado por um doutor em Ciências Sociais, no mínimo, é fraco, muito fraco http://sites.usp.br/prolam/wp-content/uploads/sites/35/2016/12/RESENDE_GONCALVES_Anais-do-II-Simposio-Internacional-Pensar-e-Repensar-da-America-Latina.pdf
    Vou parar por aqui. Isso foi o que consegui levantar em 15 minutos.

    Se puder dar uma dica, estude um pouco mais os autores de esquerda para poder contrapor as ideias liberais, acredito que seria mais prolífico do que o seu texto ficou. Por exemplo: estou relendo o livro Imperialismo, Estágio superior do Capitalismo de Lênin. Tem críticas ótimas que poderia incluir no seu texto

  • Booker

    Li só o começo, mas posso já dizer uma coisa, Democracia não presta mesmo não. Se você está em uma ilha com 30 estupradores e 5 mulheres e você defende a democracia, então você defende o estupro.

    Além do que, Facismo é o estado controlar tudo, enquanto o Liberalismo é o Estado mínimo, não preciso nem ler pra refutar essa merda de texto. O cara que escreveu esse texto (Luan Toja) é completamente idiota.

  • Gabriel Matos

    A Inglaterra já fazia privatizações em massa desde 1700, movimento seguido por vários países nos anos 1800. Dizer o que Fascismo foi o primeiro a fazer grandes privatizações é mentira, só ler um livro de historia que aborde a revolução industrial e vai ver isto.

    O liberalismo politico defende a liberdade social e econômica, quem defende só liberdade econômico não é liberal.

    Mises diz que o fascismo prosperou já que foi uma resposta drástica a um problema drástico (comunismo) mas nos parágrafos seguintes ele deixa claro que é um movimento temporário e que nenhum governo se mantem sem apoio popular, diz ainda que o fascismo e todas as ideologias totalitárias estão fadadas ao fracasso pois o povo não as aceita eternamente.

    Hayek reconhecia que a democracia era frágil o o trecho extraído de seu livro deixa clara essa opinião, nada tem haver com o fascismo isso. O seu livro “o caminho da servidão” mostra exatamente isso, países onde as pessoas acreditam num estado regulador da economia e dos indivíduos figuras como Hitler irão normalmente aparecer, e ele aconselha que as pessoas não defendam esse modelo de estado justamente para impedir isso, ou seja, ele argumenta contra o estado autoritário e inevitavelmente contra o fascismo.

    Neoliberalismo é uma ideia econômica não uma filosofia politica, o texto comete o erro de o tratar assim diversas vezes, faltou fazer o dever de casa. (na verdade faltou fazer o dever para o texto todo pois só escreveu baboseira).

    Por fim Pinochet realmente matou muitas pessoas mas as reformas que os liberais fizeram no Chile durante seu governo os permitiram se tornar o país da America latina com melhor educação segundo o PISA (o ensino básico é 50% privado e superior 100% privado), maior saneamento básico (100% privado e 99% de abrangência), Instituições mais solidas e o mais rico. Inclusive tem previsão de entrar para o grupo de países desenvolvidos entre 2020 e 2025.
    Muitas das mortes na ditadura são injustificadas e os acertos não minimizam os erros. Toda ditadura deve ser rejeitada mas as politicas econômicas adotas mostram que o neoliberalismo (ideias economias liberais) é sim causador de prosperidade.

  • Nayan Alves

    O Fascismo ė terceira via e vem dos passivistas, contratualistas, do darwinismo social, do malthusianismo, do positivismo e do keynesianismo. É baseado nisso que se desenvolve o fascismo. O fascismo tem influência das bases filosoficas tanto do socialismo quanto do liberalismo, gerando em um terceiro produto refinado do capitalismo inglês malthusiano identificado por marx em o capital, um produto do protecionismo econômico inglês e francês. O fascismo teve apoiadores liberais no inicio, enquanto seus conceitos não estavam bem definidos, asaim como o nacional socialismo teve do marxismo, inclusive na invasão da França. Definir fascismo e nazismo como liberalismo ou marxismo é no minimo burrice, ou simplesmente desonestidade intelectual. Fascismo trata sobre tudo da superioridade do estado, como diz essa frase de Mussolini: “Tudo no estado, tudo pelo estado, nada fora do estado”.

  • Tiberinus

    O mais curioso das criticas ao texto é que elas atacam um espantalho.
    Afirmam como se em algum momento tivesse sido dito que o Fascismo é igual ao Liberalismo, sendo que o texto mostrou apenas alguns fatos históricos:

    1 – O fascismo nasceu com apoio de economistas liberais
    2 – Economistas liberais justificaram o nazi-fascismo como uma solução emergencial para evitar a “ameaça comunista”
    3 – Economistas liberais trabalharam para os governos nazista, fascista e outras ditaduras militares com perfil semelhante.

    A conclusão do texto é unicamente que o liberalismo não é inimigo do fascismo e que os dois podem coexistir pacificamente. Ninguém nunca disse que são a mesma coisa.

  • Reginaldo Rodrigues de Oliveir

    Desonestidade. E eu pensei que este site Voyager fosse sério e seria um contraponto. Quão lamentável é…

    Para quem quiser conhecer mais sobre a manipulação da Voyager para que seus argumentos se encaixem em suas ideologias… taí.

    http://oensaistapolitico.blogspot.com.br/2017/01/cuidado-voyager-nao-sabe-o-que-diz.html

    • Luan Toja

      Esse texto não refuta em nada a conclusão do texto, pelo contrário só a endossa. Pareto se aliou a Mussolini pra combater o socialismo e o bolchevismo. Mises considerava o fascismo uma mal menor comparado ao bolchevismo. Tudo isso é o que o artigo diz.
      Querem fazer réplica, mas não se dão nem o trabalho de ler o texto (ou falta capacidade de interpretação mesmo).
      E o mais impressionante é o gabarito das referência do texto: mises.org e spotiniks.

      • Reginaldo Rodrigues de Oliveir

        Ou seja… estão no mesmo nível da Voyager pelo visto… 😉

        • Vitor

          Estão não, o Voyager como você pode ver no próprio texto em questão tem muitas fontes sérias, ao contrário do spotniks e do mises cujas referências são spotniks e mises. hahahahahahaahahah

Send this to friend