sábado, 21 de janeiro de 2017

O fracasso (neo)liberal do governo Macri em seu primeiro ano

No último dia 10, o presidente argentino Mauricio Macri completou seu primeiro ano de mandato. Quando Macri assumiu a presidência, a maioria dos analistas (simpáticos ao seu programa de governo) e de seus eleitores esperava que seu governo obtivesse triunfos na economia, pois ele se definia como um gestor pouco preocupado em abraçar compromissos ideológicos, numa tentativa de contrastar entre os políticos tradicionais.

Sua ideia era derrubar as medidas protecionistas do kirchnerismo e “voltar ao mundo”, como costumava dizer em sua campanha, fazendo alusão a um retorno ao mercado internacional, do qual de fato a Argentina esteve afastada desde o “default” de 2002. No entanto, o que se viu até agora foram medidas que vão do aumento das tarifas de serviços básicos (água, gás e energia elétrica) ao corte de despesas com programas sociais, além de outros ajustes que levaram ao aumento do desemprego, da inflação e também dos níveis de pobreza.

Os dados sobre a situação social e econômica argentina impressionam: 375% de aumento do preço da água; 300% de aumento do gás; 440% de aumento da luz; 100% de aumento do transporte; 40% de inflação; 29% de aumento da cesta básica; 40% de desvalorização do peso argentino; empréstimos que geraram aumento da dívida pública em cerca de US$ 200 bilhões (R$ 647 bilhões), o que representa quase 30% do PIB (Produto Interno Bruto), cuja projeção é negativa em -2% para este ano; aumento galopante do desemprego, sendo que, desde que assumiu, Macri já provocou demissões de mais de 100.000 trabalhadores dos setores público e privado; cortes na educação, ciência e tecnologia, e em programas sociais de assistência a crianças, idosos, pessoas em situação de rua, jovens, etc; 32,6% de aumento da pobreza (1.400.000 novos pobres e mais 350.000 indigentes); além da repressão violenta desde o início do ano contra as manifestações populares, como as ocorridas em La Plata, Cresta Roja, Tierra del Fuego, Santiago del Estero, Mendoza, entre outras.

Suas medidas impopulares e desastrosas para a economia argentina vieram acompanhadas de investimentos e descontos bilionários em impostos para o agronegócio, a mineração e o consumo de artigos de luxo. O déficit fiscal, agora sim, deverá superar os 7% atribuídos ao governo anterior pelo ministro Prat Gay, que em seus cálculos havia incorporado as consequências das medidas tomadas pelo governo Macri, ao incluir, por exemplo, o que o Estado deixou de arrecadar ao eliminar ou diminuir os tributos sobre a exportação de minérios, carnes e grãos. Esses setores exportadores foram um dos grandes beneficiados do novo governo. Em compensação, vislumbra-se uma quebradeira geral de pequenas e médias empresas, as mais afetadas pelo “círculo virtuoso”.

Em consequência dessas e de outras medidas, houve uma brutal transferência de renda dos setores sociais médios e baixos para as grandes corporações vinculadas ao setor financeiro e à exportação de commodities. Uma das principais medidas macristas que provocaram a escalada dos preços argentinos e uma das mais contestadas pela população chegou a implementar um aumento de 1000% até ser barrada pela Corte Suprema. Trata-se da tarifa de gás, cuja distribuidora é a empresa privada Metrogas, maior beneficiária deste “tarifazo”, com o qual sua fatura média teve alta de 285%.

Essa hiperinflação, inclusive, fez a carne desaparecer da mesa dos argentinos. Tentando driblar a alta do custo de vida, somente em julho, 12 mil hermanos estiveram em Porto Mauá, cidade da Região Noroeste do Rio Grande do Sul atrás de preços menos abusivos. Já em outubro, os nossos vizinhos fizeram fila de 15 km para comprar mais barato no Chile.

Argentinos fazem fila para fazer compras no Chile, causando engarrafamento na fronteira.

A insatisfação popular com as políticas de Macri conseguiu unir até mesmo algumas entidades com diferenças históricas, especialmente entre as centrais sindicais. Centenas de milhares de pessoas foram às ruas contra o plano econômico macrista. Essas marchas (violentamente reprimidas) foram convocadas por mais de 100 organizações sociais diferentes que ameaçaram decretar greve geral.

Para agravar ainda mais a crise política que ronda a Casa Rosada, um juiz federal ordenou que sejam investigadas as supostas contradições nas declarações de bens feitas pelo presidente, na repercussão do escândalo mundial dos “Panama Papers”, e a oposição denunciou Macri penalmente por uma decisão a respeito da política cambial do país que provocou enormes prejuízos econômicos ao Estado nacional por ter liberado o dólar — que estava sob controle do governo —, gerando, assim, uma desvalorização de mais de 30%.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Management & Fit para o jornal Clarin, 43,1% da população julga a atual gestão ruim ou muito ruim, enquanto 25,9% a consideram positiva ou muito positiva. Além disso, mais da metade (51,6%) acredita que o presidente não está cumprindo suas promessas de campanha.

Em contrapartida, no período dos Kirchner, a dívida externa diminuiu de forma significativa, como nunca antes havia ocorrido, ao mesmo tempo em que a economia foi reativada após o colapso de 2001. O PIB cresceu a taxas superiores a 8% até 2008, quando o ritmo diminuiu em razão da crise econômica mundial, mas o país continuou crescendo. No último ano do governo de Cristina Kirchner (2015), a “presidente desenvolvimentista”, nas palavras do economista Bresser-Pereira, o PIB cresceu 2,1%, contrariando assim as previsões para baixo do FMI. A pobreza diminuiu desde 2003 de forma significativa e o salário mínimo, em reais, era o segundo maior da América Latina (atrás somente da Venezuela) em 2015. Nesse mesmo ano, a inflação (inferior a 30%) vinha caindo, simultaneamente ao desemprego, que havia atingido cifras superiores a 20% da população ativa em 2002, no governo Kirchner estava em torno de 6% e vinha diminuindo. O déficit fiscal, assunto controverso entre o atual e o anterior governo, encerrou a “Era Kirchner” em torno de 5% do PIB. Esse percentual, inferior ao de vários países considerados desenvolvidos, é questionado pelo atual ministro da Fazenda.

Em síntese, a economia do país cresceu de forma acentuada no período dos Kirchner, inclusive no último ano. A inflação, ainda considerada alta, vinha caindo ao lado da pobreza, do desemprego e da dívida externa, que também diminuíram de forma significativa. Tudo isso desmistifica a “pesada herança” de um país supostamente arruinado economicamente, alegada pelo governo Macri e a mídia hegemônica. Uma bomba pronta a explodir, segundo eles, gerada por uma crise que, na verdade, nunca existiu, apesar das diversas investidas desestabilizadoras ao longo de 2015 em um país que certamente precisava reorientar a sua política econômica como admitiam os próprios kirchneristas, mas que estava longe da crise que tanto quiseram criar.

Aqui no Brasil, Michel Temer, por sua vez, também se aproveita do pretexto da “herança maldita” – de um governo cuja chapa presidencial era integrante, diga-se de passagem – para implementar cortes em direitos trabalhistas e programas sociais, privatizações e sucateamento de serviços públicos, diminuição do peso do Estado na economia, maior abertura comercial e alinhamento da política externa com os Estados Unidos, medidas estas que nos levariam a trilhar o caminho do desemprego, inflação galopante, fuga de capitais e retorno ao FMI, como ocorre na Argentina. Tendo isso em vista, logo notamos que a rivalidade com os hermanos vai além do futebol: existe também uma competição incessante para ver qual governo, Macri ou Temer, traz mais prejuízos para seu respectivo país.

Fontes:

• Infobrisas – Bacman: “Macri tiene más de un 50% de desaprobación de su gestión”
• InNews – Argentina: Macri’s Popularity Keeps Falling Amid Inflation and Corruption Accusations
• G1 – Pesquisa indica que aprovação de governo Macri está em queda
• InfoMoney – Macri faz novo aumento de tarifas e gás e água sobem até 375% na Argentina
• Valor Econômico – Supremo argentino barra alta da tarifa de gás e impõe derrota a Macri
• G1 – Macri corta subsídios e conta de luz deve disparar na Argentina
• El País –  Governo Macri dobra o preço do transporte na Argentina
• G1 – Disparada no número de pobres gera debate acalorado na Argentina
• Estadão – Com inflação superior a 40% em 12 meses, carne é vaga lembrança
• NEXO – O que mudou na Argentina após 1 ano de Mauricio Macri

http://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2016/11/03/quanto-cresceu-a-divida-da-argentina-na-gestao-macri—e-por-que-isso-pode-ser-seu-calcanhar-de-aquiles.htm

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,argentina-acaba-com-gratuidade-de-160-remedios-distribuidos-para-aposentados,1852951

https://br.sputniknews.com/mundo/201607045427682-argentina-novos-pobres-governo-macri/

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/04/pobreza-atinge-345-da-populacao-na-argentina-em-2016-diz-estudo.html

http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=8448

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/08/1806217-desemprego-na-argentina-atinge-93-no-segundo-trimestre-de-2016.shtml

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/08/internacional/1457465480_835173.html

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/07/internacional/1452196118_973248.html

http://www.lanacion.com.ar/1942152-mauricio-macri-sobre-la-situacion-de-pobreza-en-la-argentina-hoy-el-indec-puso-la-verdad-sobre-la-mesa

http://www.elcomercio.com/actualidad/argentina-pobres-indigentes-mendicidad-mauriciomacri.html

http://oglobo.globo.com/economia/argentina-anuncia-fim-de-impostos-sobre-exportacao-mineradora-18663765

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/08/inflacao-leva-argentinos-compras-em-cidades-do-rio-grande-do-sul.html

http://www.correiodobrasil.com.br/trabalhadores-argentinos-ameacam-decretar-greve-geral-contra-macri/

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/07/internacional/1460037894_577453.html

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/14/internacional/1452792959_483730.html

http://oglobo.globo.com/economia/oposicao-argentina-denuncia-macri-justica-por-politica-cambial-20483956

http://www.clarin.com/politica/Macri-gente-balance-negativo-gestion_0_1698430278.html

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/12/era-k-acaba-apos-12-anos-veja-o-legado-dos-kirchner-na-argentina.html

http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?v=66&c=ar&l=pt

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/03/pib-da-argentina-cresceu-21-em-2015-segundo-dados-oficiais.html

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pobreza-diminui-na-argentina-destaca-el-clarin,20030714p19888

http://www.revistas.usp.br/eav/article/view/39489

http://oglobo.globo.com/economia/argentina-divulga-inflacao-acumulada-em-2015-de-269-em-buenos-aires-18540766

http://pt.tradingeconomics.com/argentina/unemployment-rate

http://www.lanacion.com.ar/1878478-el-deficit-fiscal-primario-llego-al-54-del-pbi-el-ano-pasado

 

O fracasso (neo)liberal do governo Macri em seu primeiro ano

Avalie esta publicação

Digite sua avaliação de 0 a 100 ou clique/toque no círculo mantendo pressionado e solte na pontuação desejada.
Você poderá avaliar apenas uma vez.

User Rating 97.27 (11 votes)

Sobre Luan Toja

Estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. A subversão de Brecht aliada à serenidade de Lennon.

Confira Também

Conheça uma seleção de futebol que também é craque fora dos campos

Selecionamos um timaço extremamente politizado, cujo posicionamento destoa do pensamento conservador da maioria dos jogadores de futebol.

  • Thiago Carneiro

    O post ta bom, vai enganar muito bobo por ai!kkkk

    • Tiberinus

      Enganar bobo falando a verdade?

  • Booker

    Post hoc ergo propter hoc

  • Francisco Primeiro

    “O PIB cresceu a taxas superiores a 8% até 2008, quando o ritmo diminuiu em razão da crise econômica mundial, mas o país continuou crescendo”

    O PIB entre 2002 e 2012 cresceu 5,6%, entre 1990 e 1998 ele cresceu 5,7%, em 2009 o PIB argentino caiu 6%, entre 2011 e 2015 ele cresceu 0,98%, entre 2013 e 2015 caiu 0,25%. Sendo que a PTF Argentina nem cresceu no período (de fato, caiu, a produtividade dos fatores da economia argentina em 2010 era menor do que era em 1993)

    Fonte PIB: https://arklems.files.wordpress.com/2011/10/wec-151_coremberg-1.pdf
    Fonte Produtividade (page 381): http://www.aaep.org.ar/publicaciones/download/medicion_economia.pdf

    “A pobreza diminuiu desde 2003 de forma significativa e o salário mínimo, em reais, era o segundo maior da América Latina (atrás somente da Venezuela) em 2015.”

    “de forma significativa”, o autor só omite propositalmente que a pobreza no fim do mandato da Kirchner estava em 29%, acima dos níveis de 1991 e 1992, e que só houve queda, porque anteriormente houve uma explosão da pobreza após a moratória da Argentina, e finalmente: a pobreza está maior que era em 2007, se mantendo irregularmente, equanto 56.4% da classe trabalhadora mais baixa está na pobreza, o consumo per capita é apenas 1% maior do que era em 2010. O autor, arbitrariamente, seleciona os anos que o convém e não aprofunda na sua explicação: “caindo de forma significativa” .

    Fonte pobreza: http://www.uca.edu.ar/uca/common/grupo68/files/2016-Obs-Informe-n1-Pobreza-Desigualdad-Ingresos-Argentina-Urbana.pdf

    E quanto aos SALÁRIOS REAIS, o que realmente importa, somente em fervereiro de 2009 ele fica acima dos níveis de dezembro de 2001 (menos de 1% acima), sendo que cai logo em seguida, e só fica realmente acima dos níveis de 2001 só em julho de 2011, e no final do seu mandato, os salários reais argentinos eram apenas 4% maior do que era em 2001.

    Índice de Inflação: http://www.inflacionverdadera.com/?p=467
    Salários: https://goo.gl/S6l6HR

    ” Nesse mesmo ano, a inflação (inferior a 30%) vinha caindo, simultaneamente ao desemprego, que havia atingido cifras superiores a 20% da população ativa em 2002, no governo Kirchner estava em torno de 6% e vinha diminuind”

    Não disse que o cara tem um viés de confirmação fortíssimo? Ele joga um eufemismo “inflação inferior a 30%” pra fortalecer sua estupidez. Entre 2001 e 2010 a inflação média foi de 19%, porém, a partir daí ela sempre esteve acima dos 20%, entre 2010 e 2014 ela orbita os 25% e a partir de 2014 ela explode até passar os 40%, e como demonstrado acima, a inflação corroeu os salários dos argentinos, graças a essa queda nos salários reais que nós temos uma baixa no desemprego argentino.

    “O déficit fiscal, assunto controverso entre o atual e o anterior governo, encerrou a “Era Kirchner” em torno de 5% do PIB. Esse percentual, inferior ao de vários países considerados desenvolvidos, é questionado pelo atual ministro da Fazenda.”

    “inferior ao de vários países desenvolvidos”, o cara é muito desonesto, lota o texto de eufemismos e ad hoc’s pra corroborar seu argumento. Como é que a pessoa tem a audácia de comparar países europeus como Suíça e Alemanha, com um país que em 2001 deu um calote de US$ 95 bilhões? Como o cara quer comparar a Argentina, um país que deu um dos maiores defaults soberanos da história, com a Dinamarca ou Suécia, por exemplo, que tem a taxa de juros menor que 0?

    Em síntese: Esse texto não aprofunda em nada, não faz uma análise temporal da Argentina, usa comentários rasos como “a economia do país cresceu de forma acentuada”,”A inflação, ainda considerada alta, vinha caindo ao lado da pobreza”, parece que o autor tem medo de expor a verdade, ele não compara a Argentina com períodos anteriores e nem se aprofunda em buscar números. É um texto horrível do início ao fim, procurando unicamente “refutar os neoliberais”, não contribuindo em nada para um debate econômico.

    • Rodrigo

      Mentira: o PIB Argentino cresceu bem mais entre 2002-2012: http://www.economicshelp.org/blog/5422/economics/argentina-crisis-and-recovery/

      Mentiroso, o crescimento foi muito maior do que nos anos 90,
      como mostra o próprio texto que compartilhou: http://www.worldeconomics.com/Images/CMS/LoadedContent/Papers/WE/71654350-cce5-47b3-a1ba-45bcf947fd95.jpg2.jpg3.jpg%205.jpg6.jpg

      https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSpYh-y-0MFkvRk5OsqKtmrEnTVSH0onfC0KaT56Ab8EL4P8Udq-g

      http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?v=65&c=ar&l=pt

      E pelos dados do Banco Mundial

      http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.CD?locations=AR&view=chart

      Vamos falar de período então. O legado neoliberal na Argentina:

      De 2001 pra 2002, queda de 11% do PIB.

      “Na primeira metade de 2005 a produção já havia recuperado os níveis pré-crise e a taxa média de crescimento anual desde o início da recuperação até o início de 2007 foi de 8,5%.”

      http://www.sep.org.br/artigos/download?id=1259&title=A%20Recupera%C3%A7%C3%A3o%20da%20Economia%20Argentina:%20origens,%20din%C3%A2mica%20e%20desafios

      Macri prometeu acabar com a pobreza

      http://epoca.globo.com/tempo/filtro/noticia/2015/12/mauricio-macri-assume-presidencia-da-argentina-nesta-quinta-feira.html

      Em 2002 o legado neoliberal na Argentina era de 23% de
      desemprego, http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/collect/ar/ar-028/index/assoc/HASHe4e1.dir/lozano2.html

      53% abaixo da linha da pobreza http://edant.clarin.com/diario/2002/08/22/e-00401.htm

      Eram obrigados a comer cães e gatos http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,argentinos-sao-obrigados-a-comer-gatos-e-ratos,20020606p31250

      Sobre pobreza, a queda nestes anos e como subia com o legado
      neoliberal
      http://data.worldbank.org/topic/poverty?locations=AR
      http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?v=69&c=ar&l=pt

      Somente em 2009 os níveis salariais argentinos caíram http://data.worldbank.org/indicator/SL.EMP.WORK.ZS?locations=AR

      Você blefa tanto que a planilha que partilhou, na seção
      Gráfico Base 4T, mostra curva ascendente ano a ano da evolução salarial. Na variação mensal, você mente de novo. Que vergonha, achou que ninguém iria conferir! Não há nada na aba da planilha a ver com o que blefou.

      Em 2012 a inflação atingiu 25%, em 2010, 22% e 2013 20,8%.

      http://data.worldbank.org/indicator/FP.CPI.TOTL.ZG?locations=AR

      http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?c=ar&v=71&l=pt

      De 2015 para hoje a inflação aumentou 15%

      http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/inflacao-na-argentina-foi-de-30-em-2015-e-pode-chegar-25-em-2016.html

      http://exame.abril.com.br/economia/primeiro-ano-de-macri-no-poder-termina-com-argentina-estagnada/

      O governo esperava reduzir em pelo menos 5%.

      O default da Argentina foi consequência dos governos neoliberais.

      O déficit cresceu com Macri

      http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/quanto-cresceu-a-divida-da-argentina-na-gestao-macri-e-por-que-isso-pode-ser-seu-calcanhar-de-aquiles.html

      http://www.datosmacro.com/deficit/argentina

      http://www.lanacion.com.ar/1958985-para-los-analistas-el-deficit-fiscal-de-2016-superara-la-meta-del-gobierno

      Em síntese: como de práxi, aparece uns meninos para dar piti
      histérico como criacionistas comentando em sites de evolução biológica. E como de práxis dessa turma, sem a menor vergonha na cara, pois se tivesse, o legado neoliberal na Argentina na virada do século lhe faria enfiar a viola no saco e mudar de postura.

      • Francisco Primeiro

        “Mentira: o PIB Argentino cresceu bem mais entre 2002-2012:”

        Creio que você tenha sido incapaz de ler o paper disponibilizado por mim no comentário, seja por preguiça, por ansiedade ou por dislexia. Pois bem, vejamos o abstract, eu vou colar pra ficar mais fácil:
        “Since 2007, official economic statistics in Argentina, particularly on consumer inflation and GDP, have been subject to political manipulation.

        • This paper reproduces Argentine national income from 2007 using standard meth- ods and original sector data and finds that declared GDP is 12.2% higher in 1993 prices due to political intervention. •

        • The paper finds that the distortion is mainly due to changes in accounting meth- odology across industries and not to changes in inflation estimate”

        Basicamente, a metodologia oficial do INDEC (que divulga os números) é contestada no paper e os autores encontram que os números oficiais foram 12.2% maior que o estimado pelos próprios. Olhando a página 17 vemos a imagem abaixo, como a sua capacidade de interpretar é meio baixa eu grifei os períodos.

        Pois bem, onde está a mentira? A propósito, a maior prova da sua incapacidade de interpretação (ou talvez, sua falta de conhecimento mesmo) está quando você acha que o gráfico compartilhado por mim relata crescimento invés de ÍNDICE tendo como o valor 100 o ano de 1993.

        “Vamos falar de período então. O legado neoliberal na Argentina:”

        Novamente, sua ansiedade de me refutar às pressas corrói o seu pensamento, você começa a análise de um período que arbitrariamente você escolhe como sendo “neoliberal” logo em uma depressão econômica, eu não diria que seria um erro seu, diria que é canalhice da sua parte. Comece analisando as causas da crise de 2001, vejamos:

        No decorrer da década de 90 as finanças públicas deterioraram gerando diversos déficits, o principal motivo disso é a gastança do governo, os gastos off-budget (extra-orçamentários), por exemplo, explicam aproximadamente 9 pontos percentuais do aumento de 10p.p na dívida pública (% do PIB) entre 1992 e 1998. Estimativas contra-factuais estimam que se os gastos on-budget aumentassem no máximo 3% no ano, a dívida pública iria cair para 26,5% do PIB em 1998. E o regime de currency board presente na Argentina contribuiu para uma contração monetária pró-cíclica em resposta às pressões do mercado. E o crescimento argentino — que era bem superestimado– contribuiu mais ainda para uma rápida expansão do gasto primário. Outro fator importante foram os gastos das províncias, a descentralização da responsabilidade do gasto público permitiu às províncias pegarem dinheiro emprestado, só as transferências às províncias custavam 30% do orçamento federal, justamente com os 30% destinados aos benefícios sociais e os 10% destinados ao pagamento de juros, um ajuste fiscal no curto-prazo foi severamente prejudicado. Outra, o baixo peso das exportações argentinas, influenciado pela grande apreciação da taxa de câmbio, limitou a habilidade do setor externo de amortecer os impactos de baixas na demanda interna, também fez a economia mais vulnerável aos deslocamentos dos investidores, quando o fluxo de capital diminuía a habilidade de gerar receitas com a exportação para pagar as importações e o serviço de débito foram limitadas. Outro fator foi o fraquíssimo setor financeiro na Argentina que contribuiu para uma dependência externa maior e maiores riscos de problemas de liquidez, o fator que mais contribuiu para o pequeno peso do setor financeiro doméstico foi a alta dolarização da economia e a grande exposição dos bancos ao setor público. Além do mais, não houve flexibilização suficiente na legislação trabalhista para diminuir os impactos do desemprego, uma lei proposta em 1996 para aumentar a legislação e reduzir os custos do trabalho, descentralizar a negociação foi abandonada devido a pressões de sindicatos e do Congresso. Todos esses fatores pesaram muito na recessão de 1998, e consequentemente na depressão de 2001. Quando for falar que foi “o governo neoliberal” pelo menos tenha paciência pra estudar e explicar direito, invés de vir vomitar.

        “Você blefa tanto que a planilha que partilhou, na seção
        Gráfico Base 4T, mostra curva ascendente ano a ano da evolução salarial.”

        Mais uma vez seu analfabetismo confirmado, o Gráfico Base 4T é nada menos que o índice de SALÁRIOS NOMINAIS tendo como base 100 o quarto bimestre de 2001 invés de ser usado Abril de 2012 como base, seu gênio! Eu disponibilizei ali a planilha sobre IPC pra você fazer a conversão dos salários nominais para SALÁRIOS REAIS, você sabe o que é “Salários Reais” ?
        Como a sua miopia é forte eu disponibilizei um gráfico bem grande pra você analisar, até uso agora como base o quarto trimestre de 2001:
        http://imgur.com/a/5oltH

        • Rudríiigo Souza

          Basicamente, a metodologia oficial do INDEC (que divulga os números) é contestada no paper e os autores encontram que os números oficiais foram 12.2% maior que o estimado pelos próprios. Olhando a página 17 vemos a imagem abaixo, como a sua capacidade de interpretar é meio baixa eu grifei os períodos.

          O documento conclui que a distorção se deve principalmente a mudanças na metodologia contábil entre indústrias e não a mudanças na estimativa da inflação

          Acho engraçado que a sua capacidade de ter vergonha na cara é a menor que um ser humano pode ter. Quantas referências de inúmeros organismos e trabalhos eu mostrei, para o cara ter a cara de pau de voltar aqui.

          Você considera um material que “opinions expressed herein are the author’s, and do not necessarily reflect those of the institutions to which he belongs”, não tem a capacidade de versar sobre o que ele problematiza da mudança na metodologia contábil entre as indústrias, porque viu em algum material de apologética de seita mimisista e coloca como o Oráculo, independente de estatísticas apresentadas por variados outros órgãos.
          Sendo que na metodologia do autor, o acumulado no crescimento de 2002 a 2007 foi de 8,1%; na metodologia do autor, o equilíbrio entre os 12 anos (DOZE) de 2002 a 2012 com os 8 anos (OITO) de 1990 com 1998 passou pelo período da Grande Recessão Neoliberal, a maior crise do capitalismo desde a Grande Depressão Liberal de 1929, onde a economia experimentou o baque em 2008 e 2009.
          Mesmo assim, você vê que entre 2007 a 2012 o acumulado, na metodologia do autor, foi de 3,0%, contra 2,5% entre 1998 a 2002 ( quando todos os demais no mundo colocam que o PIB não subiu isso, pondo a crivo a metodologia do indivíduo).
          E ainda temos outro ponto:
          Néstor Kirchner assumiu no final de março de 2003. 2002 NÃO cai no colo dele.
          2002 ainda cai no colo dos governos de direita neoliberais.
          Ou seja, que tabulação arbitrariamente exdrúxula e imprópria para seus fins.
          Numa petulância engraçada por parte de alguém que nunca leu um manual introdutório de macroeconomia na vida, você fala de “interpretação de texto”, mas não dá conta de raciocinar nem sobre o que posta. Não só agora na tréplica passa ao largo das inúmeras fontes de organismos internacionais, seja do Banco Mundial, etc., como chega todo fanfarrão e pior o vexame mais ainda, porque não só não consegue interpretar o que você mesmo posta, mas nem raciocina em cima do que fala.
          http://www.tradingeconomics.com/argentina/gdp-growth

          Com o governo neoliberal de Ménem, a Argentina pactuou os pontos do Consenso de Washington:

          1 – disciplina fiscal; 2 – mudanças das prioridades no gasto público; 3 – reforma tributária; 4 – taxas de juros positivas; 5 – taxas de câmbio de acordo com as lei do mercado; 6 – liberalização do comércio; 7 – fim das restrições aos investimentos estrangeiros; 8 – privatização das empresas estatais; 9 – desregulamentação das atividades econômicas; 10 – garantia dos direitos de propriedade.

          Terá que nos mostrar o crescimento dos gastos do governo entre 1992 e 1998. Quais gastos extra orçamentários? Com o que?
          Pois postulamos a tese de que foram as despesas nominais acima das primárias. Afinal de contas, transferências sociais e custeio foram cortados drasticamente.

          Currency Board foi a medida receitada por neoliberais mundo afora nos anos 90, implementada em Hong Kong, etc. Preconiza que as reservas em moeda estrangeira em carteira deveriam ser suficientes para assegurar que todos os detentores de seus papéis e moedas, todos os credores bancários de uma conta de reserva no câmbio possam convertê-los em moeda de reserva. Não podem haver controles ou restrições de capitais ou nas transações correntes. O governo não deve se envolver em transações de câmbio a prazo, apenas lucrando com juros sobre reservas cambiais menos a despesa de emissão. Neste regime o governo se abstém de poderes discricionários na política monetária e não imprime dinheiro, só tributando ou contraindo empréstimos para cumprir seus compromissos. Este regime implica em um alinhamento próximo das taxas de juros e inflação com o dólar, reprimindo a atuação como emprestador de última instância para os bancos comerciais e não regula requisitos de reservas compulsórias.

          Ou seja, era um instrumento do neoliberalismo, um programa para tentar aproximar o possível o liberalismo de uma empregabilidade prática no mundo real, complexo e com as instituições da economia globalizada.

          Domingo Cavallo cortava despesas públicas ao longo dos anos e reduzia impostos https://books.google.com.ar/books?id=p-nf4KIyfHwC&printsec=frontcover#v=onepage&q=104&f=false

          Privatizou abastecimento de água, gás, eletricidade, fundos de pensão, petrolífera,

          A Argentina devia perto de 50% do seu PIB em 99 porque amargava um déficit em contas ccorrentes de quase 13 bilhões de dólares e um déficit na balança comerciai de quase 2,2 bilhões, experimentando queda de receitas e tendo que cobrir com importações de capital, com o quadro se agravando devido a alta mundial do dólar a partir de 1995
          http://www.aladi.org/inicio.htm

          O desemprego aumentava a 10% com reestruturações produtivas devido a exposições das empresas à abertura desenfreada, o que gerou crises de alavancagens e balanços.
          Com mais privatizações e cortes por parte do neoliberal Cavallo, os déficits foram reduzidos, mas o desemprego alto e a dívida externa continuou subindo
          https://books.google.com.ar/books?id=IhQuAgAAQBAJ&pg=PR9&dq=history+Argentina+alfonsin&hl=es-419&sa=X&ved=0CCsQ6AEwAmoVChMIne6NirrWxwIVwkKQCh1iBQ3i#v=onepage&q=293&f=false

          Desde então Cavallo cortou as ajudas as províncias, que sofriam com o desemprego e ausência de serviços públicos dadas as políticas neoliberais do governo, agravando a tensão interna e o equino caiu.

          Roque Fernandez aprofundou ainda mais os cortes, as privatizações, mas a vulnerabilidade externa do neoliberalismo fez a recessão aprofundar. O preço que pagaram por quase zerar a inflação e cair no canto da sereia do ingresso de capitais.

          Sucedendo os governo submissos ao neoliberalismo, Fernando de la Rúa promoveu mais cortes orçamentários para receber um empréstimo de 7,5 bilhões do FMI, mas a contínua sobrevalorização da moeda, com o governo com mãos castradas para efetuar políticas anticíclicas fiscais e monetárias keynesianas, se agravava a crise. Crise neoliberal com ataques especulativos.

          Hahaha, a desculpa esfarrapada por ter blefado a respeito dos salários reais, simplesmente porque não teve nenhum dado para salários reais. O que você grunhiu sobre a aba da tabela é meramente o título dela, e reescreveu para tentar enganar os outros de que está sabendo do que fala. Embora não tenha noção absolutamente nenhuma, e ainda repostou um “diagnóstico” da Argentina copiado de texto do Spamtantino.

          O gráfico de conversão que apresentou foi apenas mais um blefe que bolou este tempo, sem fundamento. Você não “usou” nada.

          Mas…

          http://www.scielo.br/img/revistas/rec/v11n1/a01fig02.gif

          http://www.probdes.iiec.unam.mx/en/revistas/v45n176/img/v45n176a7_f4.png

          http://www.scielo.br/img/revistas/rep/v35n2//0101-3157-rep-35-02-00325-gf1.jpg

          http://www.probdes.iiec.unam.mx/en/revistas/v45n176/img/v45n176a7_f3.png

          No final das contas, você entrou aqui (como é práxis sua, um troll espasmódico e blefador nos comentários de internet) grunhindo, dando piti, convulsão, enchendo linguiça e fanfarronando, e no final ficou apenas como um vômito humano que não tem consciência do que está falando.

          • Francisco Primeiro

            Eu vou ignorar aquele vômito básico de gente da sua laia (“mimises hurrr”) e vamos direto ao que importa. Acontece que o autor não diz que o crescimento acumulado entre 2001 e 2007 foi de 8.1%, ele diz que o crescimento anual foi de 8.1%, não muito diferente da metodologia do INDEC, ainda assim, a quantidade dos anos não tem peso, afinal, você faz uma média do crescimento anual, o que não deve se fazer é ignorar os ciclos econômicos que podem deteriorar o resultado de um e superestimar o resultado de outro período, o que não é feito, em 1995 teve uma recessão na economia argentina de 2,8%, o autor no paper encontra uma recessão em 2009 de 3,1%, logo não estão ausentes ciclos econômicos entre 1990-1998.

            A propósito, esse crescimento obtido não começa com Nestor nem foi ele o principal responsável, a fase inicial da recuperação da economia argentina, que corresponde aos três primeiros trimestres de 2002, tem um crescimento de 0.6% oriundo sobretudo do aumento das exportações que se seguiu após a depreciação do peso. Do último trimestre de 2002 até o segundo de 2004 a economia argentina cresce 9.3% devido ao aumento do consumo privado, que contribuiu em praticamente 2/3 do crescimento do PIB. Muito semelhante ao que acontece em 1990, partindo de um ponto inicial debilitado, o maior acesso à bens duráveis (refletindo em partes a queda da hiperinflação) fez o consumo explodir e assim aumentar o crescimento argentino, o que causou mais perdas ao PIB no período foi a queda das exportações, isso se repetiu após 2001, tendo início no último trimestre de 2002, o fator mais importante foi o abandono do currency board em Janeiro de 2002 que permitiu uma política monetária expansionista (imagem abaixo do M2)

            https://uploads.disquscdn.com/images/7ca190e8058adbecbca1939670c929acbba49039127efa77c6d6affe702f9c6a.png

            (Pode ser encontrado aqui: https://marketmonetarist.com/2012/02/22/exchange-rates-and-monetary-policy-its-not-about-competitiveness-some-argentine-lessons/)

            O currency board não é o fator suficiente para causar a crise da Argentina, Friedman já respondeu isso quando questionado se o currency board (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI191298-15223,00.html) seria uma boa alternativa para o Brasil, no currency board a política fiscal deve ser mais responsável para não ser necessário a emissão de moedas para financiar os gastos públicos, afinal o câmbio não irá resolver os problemas fiscais internos.

            E como dito anteriormente, o fator que mais pesou no aumento da dívida foi o aumento dos gastos, isso deriva principalmente da descentralização e fraqueza estrutural tanto do lado da receita quando do lado dos gastos, uma extensiva descentralização da responsabilidade para o gasto público, as transferências para as províncias absorviam 30% do orçamento e os juros absorviam 10%, os governos provinciais gastavam em torno de 11% do PIB na década de 90. A geração de receita era dominada pelos impostos federais e os governos provinciais coletavam menos de 4% do PIB. Esse descompasso fez com que as transferências consumissem em torno de 6% do PIB ao ano. Os déficits constantes refletem a pobre transparência das operações fiscais, uma grande evasão fiscal, e a limitada capacidade do governo federal para controlar os gastos provinciais. Ou seja, o principal fator que resultou no aumento de 10p.p da dívida pública argentina entre 1992 e 1998 não foi o déficit em conta corrente, mas sim a fragilidade da estrutura fiscal argentina. Por isso o currency board teve um efeito pró-cíclico, pois em um país com uma estrutura fiscal –o erro do FMI entra nesse ponto, primeiro por manter o currency board além do que era necessário, o currency board já tinha tido sucesso na redução da inflação argentina e segundo por superestimar o potencial argentino nessa década—pobre como era Argentina, o currency board limita os efeitos de uma intervenção no curto-prazo afim de retornar a economia ao seu potencial, o currency board não possibilitou uma depreciação da taxa de câmbio real do peso quando fosse necessário. A desvalorização do real em 1999 e a força do dólar nos últimos anos da década fez com que a Argentina perdesse competitividade e prejudicasse as suas exportações que poderiam amortecer a queda da economia. Ou seja: o currency board não deveria ser usado por tanto tempo na Argentina, como dito acima, um “neoliberal” (faça-me um favor, para de tornar esse termo banal como os PSOListas tornam o termo “fascista” banal) deixa claro que o risco do currency board é limitar a política monetária do país, e que se o país não tiver uma estrutura fiscal forte e eficiente isso vai ser prejudicial, o currency board não deve ser aplicado às cegas, aliás, nenhuma política deve ser aplicada às cegas de modo universal, o currency board deveria ser limitado na Argentina ao tempo que foi eficiente para diminuir a inflação Argentina.

            https://uploads.disquscdn.com/images/87057c7458253fbdccfdfe41f69e93e739fb3c31d75b176a1d5880be3bf0d333.png

            Sendo assim, o currency board joga o ônus sobre o ajuste macroeconômico na política fiscal necessitando assim muita flexibilidade na economia, especialmente no mercado de trabalho para absorver os choques externos. O governo argentino fez diversas reformas visando a flexibilização da força laboral –principalmente em 1991, 1995 e 1998 –, introduziu o contrato por prazo determinado e contratos de aprendizagem para jovens. Porém, o progresso da flexibilização foi limitado, na verdade, houve mais centralização no processo de negociação, e o impacto das reformas tomadas, apesar de aumentar o número de contratos com prazo determinado e contrato de aprendizagem de 6% dos empregados em 1995 para 12% em 1997, foram pequenas no desemprego pelo fato de que trabalhadores tendem a mudar de um emprego temporário para outro, além do mais, ainda em 1999 o custo de demitir um trabalhador era estimado em 24.8% do salário anual, no Brasil esse valor era de 14.8%, não a toa é estimado (em um paper de 2000 [1]) que o impacto do aumento do custo de demissão em 10% no emprego no longo-prazo era entre 3% e 6%. Ou seja, não houve reformas que eram requisitos para um longo período do currency board, as tentativas de reformar o mercado de trabalho virtualmente pararam na metade da década de 90, e o progresso de liberalização de outras áreas, como bens de consumo, comércio internacional, serviços e infraestrutura foi lento.

            [1]: Esse paper: http://www.iadb.org/res/publications/pubfiles/pubwp-430.pdf

            Logo (entre as políticas de Ménem que, de acordo com você, pactuaram com o Consenso de Washington), o ponto I não foi seguido entre 1992 e 1998 conforme explicado acima, o ponto II também não, já que a pobre estrutura fiscal fez com que muitos recursos fossem destinados às províncias (o que foi um peso no gasto do governo, BTW, “mudança das prioridades dos recursos” também é bem ambíguo aqui), o ponto III também não já que conforme indicado pela imagem abaixo a eficiência dos impostos na Argentina eram pequenos e a estrutura fiscal do lado da receita também era pobre, refletindo em parte a falta de incentivos das províncias de aumentar suas receitas na presença de transferências discricionárias, já no ponto IV, “taxas positivas” é meio ambíguo, só por ser positiva a taxa de juros não iria trazer benefícios, e também você ignora a inflação, afinal, uma taxa de juros alta, digamos em 70%, em uma economia com inflação de 300% é implicar em juros reais negativos absurdamente baixo, no ponto V nós já falamos acima, no ponto VI nós já falamos, o processo de abertura comercial da Argentina foi lento, reduziu barreiras principalmente para países mais próximos como Brasil, não se aprofundando na liberalização comercial, até o fim da década a Argentina ainda seria um país bem fechado ao comércio internacional, no ponto VII se relaciona muito com o ponto VI, porém é importante notar que como comentado acima, a Argentina passou a depender muito do capital externo e passou a dolarizar muito a sua economia, o que tornou ela muito suscetível à choques externos (o gatilho da sua depressão) e prejudicou seu mercado financeiro interno. No ponto VIII eu não vejo como isso pôde ser um fator na crise, na verdade, a receita oriunda da privatização até ocasionou uma diminuição do crescimento do déficit entre 0.4 e 0.6 pontos percentuais. No ponto IX eu também já falei acima de que a desregulação foi insuficiente e ineficiente. Bom eu acho que eu não tenho muito a dissertar sobre o ponto X porque isso é óbvio não!?

            https://uploads.disquscdn.com/images/4b6ce9fc11e6ab4409a3be75be105c1fa7e2330fa3d0e5025200ab94896af36d.png

            https://uploads.disquscdn.com/images/1b964c5f51056bde676ae7582c0afc4e0c8da8332a45cbba9b8ed90ffdd39bd0.png

            Agora, olhe bem o quarto gráfico que você posta, você já passou vexame em “na seção Gráfico Base 4T, mostra curva ascendente ano a ano da evolução” ao não ter noção de que você apenas trocou a base para os salários nominais de Abril de 2012 para o Quarto Trimestre de 2001, em nada afetando o caso dos salários reais. Você conseguiu perceber que no quarto gráfico o índice de salário real é menor que no período antes da crise? O índice (1976 = 100) imediatamente antes da depressão em 2001 estava em 64 e em 2007 ele está em 63? E não é isso que o gráfico postado por mim indica? Pois bem, o que simplesmente foi usado é um índice geral de salários nominais convertidos com inflação, logo, você joga o índice a preços constantes de uma base, que no meu caso foi usada o quarto trimestre de 2001.

            A propósito, é interessante notar que o autor do artigo diz que “Tudo isso desmistifica a “pesada herança” de um país supostamente arruinado economicamente”, mas ele não se aprofunda ainda na análise. Ainda que, como explicado anteriormente, o fator determinante no crescimento da economia argentina tenha sido a expansão do consumo interno, a economia argentina ainda se mantém muito dependente de commodities, em 2014, produtos agrícolas e relacionados à agricultura compunham em torno de 60% das exportações. Também é importante notar que a formação bruta de capital fixo (em % do PIB) não aumenta desde 2004, e com 17% ela é baixa até mesmo entre outros países da América Latina. As intervenções do governo no setor elétrico diminuíram a produção de energia interna e os subsídios aumentaram o consumo interno de energia elétrica, tornando a Argentina uma importadora líquida de energia em um momento que o preço do petróleo estava em alta o que contribuiu para um déficit na conta corrente de 1% em 2014, em contrapartida o superávit de 2% em 2007, e os subsídios começaram a deteriorar as contas públicas. As políticas inconsistentes da Argentina pressionaram a balança de pagamentos, devido ao rápido declínio das reservas internacionais, o Banco Central da Argentina fez o peso se depreciar em 23% em janeiro de 2014, apertou algumas regulações cambiais e aumento a taxa de juros, e as situações internas só pioraram com o declínio das commodities, o preço da soja por exemplo que tem um peso de 30% nas exportações argentinas, caiu 30% desde o começo de 2014. A combinação de baixa demanda externa, declínio da competitividade e uma dificuldade de ter acesso aos mercados de capitais externos só aumentaram a pressão sobre a balança de pagamentos, isso reflete principalmente a diminuição de 2/3 do fluxo de FDI, o contínuo déficit em conta corrente e o pagamento da dívida com moeda estrangeira (totalizando 5,5 bilhões de dólares em 2014) continuaram a por pressões nas reservas internacionais do país o que fez com que a discrepância entre o câmbio oficial e o do mercado paralelo atingisse 90%.
            Ou seja, Macri não pegou uma economia em um bom estado, uma deterioração das exportações e dos termos de troca aliados ao persistente controle do câmbio minaram a confiança dos negócios. E a diminuição das tarifas de exportação e importação (queda na receita) juntos com o aumento do gasto com salários e pensões apenas contribuíram para o déficit da Argentina. E por ser incapaz de ter acesso ao mercado de capitais internacional, o governo argentino necessitou de um financiamento dos seus gastos por meio do Banco Central em torno de 3,4% do PIB (imagem abaixo). Ou seja, a situação argentina não era fácil nem agradável como o autor do artigo tenta passar.

            https://uploads.disquscdn.com/images/9e24925ac046c84af8e6d368246f159a3476f9c882393ce3fe873927b3a6558e.png

          • Rudríiigo Souza

            Eu não tenho como ignorar que você é completamente sem vergonha na cara e embroma e enche linguiça para ter algo com que falar e despistar seu vexame, fazendo de tudo para escrever por último.

            Já começa que ninguém aqui falou de “crescimento acumulado”. Imagina, crescimento acumulado de 8,1%! Justamente por ser média anual que depõe mais ainda contra a sua pirraça. E por não ser “muito diferente da metodologia do INDEC”, mais ainda!!!!

            E daí de ciclos de Juglar??? Em 2009 foi efeito da mais severa recessão mundial desde 1929! Nada a ver com uma recessão puramente interna!

            “logo não estão ausentes ciclos econômicos entre 1990-1998.”

            E???? Você não disse nada com nada!!!

            Você não está prestando atenção no que escreve.

            Em 2002 a economia contrai 11%!

            https://economics.rabobank.com/publications/2013/august/the-argentine-crisis-20012002-/

            Em 2002 a pobreza chega a 57,5%!!!

            O peso se desvaloriza com nada em absoluto como parte das políticas neoliberais até então, que buscavam lhe manter valorizado para conter a inflação. Não há absolutamente nada em citar isso para lhe ajudar na sua pirraça infantil. Pelo contrário, as medidas governametais fizeram explodir a indadimplência das empresas. O primeiro momento do abandono do Plano de Convertibilidade levou a taxa de inadimplência dos emissores a 60%.

            O salto em 2003 foi enorme
            http://data.worldbank.org/country/argentina

            Justamente pelo aumento do consumo privado, devido a inversão de políticas privilegiando o mercado interno. Parece que você está catando qualquer coisa para escrever só pra fazer volume, não está mais nem prestando atenção. Copia e cola apenas para fazer de conta que está conseguindo conversar.

            “que permitiu uma política monetária expansionista” aaaííííí!!!!!! Não era para você estar escrevendo isso!!!! Você pelo menos leu o que escreveu????? Que coisa desbaratada é essa, de repente mudou de posição???

            “””O currency board não é o fator suficiente para causar a crise da Argentina””,

            Você não entendeu absolutamente NADA do que foi escrito até aqui. Mostrou agora que não tem noção, se contradisse completamente no ataque ao currency board como se fosse algo “de esquerda” e agora na defesa monetarista. E é claro que Friedman iria escrever isso, embora a crise em Hong Kong e as medidas que a cidade estado chinesa adotou desconstruiu o arrasoado dele.

            “”seria uma boa alternativa para o Brasil, no currency board a política fiscal deve ser mais responsável para não ser necessário a emissão de moedas para financiar os gastos públicos, afinal o câmbio não irá resolver os problemas fiscais internos.”””

            Que??? Cada hora você piora para seu lado na falta de uma lógica interna do que está escrevendo. Está catando qualquer coisa para dar volume, pois está completamente contraditório.

            “”E como dito anteriormente”” olha, você foi novamente no papel de onde está copiando e colando e reescreveu, sem entender nada da matéria. Já falamos que as pressões para as transferências às províncias vieram depois das privatizações não darem conta de fornecer os serviços, e que depois de Cavallo e seu sucessor cortarem os repasses a situação fiscal continuou a se deteriorar.

            Eu li o que continuou escrevendo, e vi que as palavras destoam completamente da sequência de seu raciocínio, pior ainda entre uma postagem e outra. Está copiando algo do qual não entende e colando. Que feio!

            “ para de tornar esse termo banal como os PSOListas tornam o termo “fascista” banal” viu? Uma pessoa que escreve isso é alguém completamente alheio da discussão acadêmica especializada e mostra afinal o nível verdadeiro, uma regurgitação de espasmos alheio completamente do discutido no mundo acadêmico mas afim com as pirraças de pátio de escola dos sites de apologética.

            “”o risco do currency board é limitar a política monetária do país “”’ O risco??? Ele realmente é pra isso, é uma medida monetarista para eliminar qualquer discricionaridade e apenas engatilhar estabilizadores automáticos como Friedman preconiza, evitando mesmo uma “política monetária”!!!!

            “”” currency board não deve ser aplicado às cegas, aliás, nenhuma política deve ser aplicada às cegas de modo universal, o currency board deveria ser limitado na Argentina ao tempo que foi eficiente para diminuir a inflação Argentina.”””

            Aaaahnnnnn????? Cara, está que nem nos piores momentos da Dilma!

            “” currency board joga o ônus do ajuste macroeconômico na política fiscal necessitando assim muita flexibilidade na economia”””

            Aaaahnnnn????

            Você está copiando e colando de alguma fonte apologética isso da flexibilidade trabalhista. Sabe que é assunto contado na pesquisa empírica ortodoxa que em primeiro momento o efeito é o desemprego, posto que as empresas demitirão com muito menos custo. Tal só poderia ser compensado com expansionismo fiscal, que hora você xinga, ora diz que é necessário e o currency board atrapalha. Quando a Alemanha fez uma flexibilização, justamente isso ocorreu, aumento das demissões e ela conseguiu um acordo com a Troika para adotar um expansionismo fiscal anticíclico considerando que o crescimento iria compensar e cobrir.

            Interessante, está dizendo que mesmo com a flexibilização em um país que tinha muito menor volume de leis trabalhistas do que nossa CLT a resiliência da fixação no emprego era maior em relação à instabilidade dos vínculos.

            “”e o progresso de liberalização de outras áreas, como bens de consumo, comércio internacional, serviços e infraestrutura foi lento.”

            Lento??? Cavallo deu um choque de privatizações!!!!!! O Comércio experimentou uma abertura esmagadora (extremamente elogiada então pelos neoliberais) e esse vulnerabilidade externa que abriu para os ataques especulativos! E o que quer dizer com “liberalização da infraestrutura”?

            “”a estrutura fiscal do lado da receita também era pobre”””

            Como assim? Arrecadava se pouco, deixava se passar sonegação, o que é isso? “Pobre?”

            Continua mentindo sobre a variação mensal dos salários, embromando para encher linguiça.

            “ logo, você joga o índice a preços constantes de uma base, que no meu caso foi usada o quarto trimestre de 2001.”

            Estou dizendo, você na hora de explanar o que quer dizer se entrola todo, mostra que consegue copiar e colar mas quando interpelado não entende do que está falando.

            “”Também é importante notar que a formação bruta de capital fixo (em % do PIB) não aumenta desde 2004”””

            Aaahn?

            http://pt.tradingeconomics.com/argentina/gross-fixed-capital-formation

            http://panoramainternacional.fee.tche.br/article/o-preco-da-soja-no-ultimo-decenio/

            “o preço da soja por exemplo que tem um peso de 30% nas exportações argentinas, caiu 30% desde o começo de 2014”

            Caiu e subiu

            http://panoramainternacional.fee.tche.br/article/o-preco-da-soja-no-ultimo-decenio/

            http://br.investing.com/commodities/us-soybeans-historical-data

            “ E a diminuição das tarifas de exportação e importação (queda na receita)”

            Macri apostou na diminuição das tarifas de EXPORTAÇÃO julgando que incrementariam mais ganhos do que a renúncia. Não diminuiu tarifas de importação.

            A restrição a captações no mercado internacional se deu com a decisão de um juiz nos EUA a favor de uns fundos minoritários que desenvolveram negócios escusos, às expensas da negociação que todos os outros toparam. E ninguém nas estruturas de governança internacional davam razão aos fundos abutres.

            Macri fez uma aposta no seu tratamento com eles, o resultado até então é perda de reservas, aumento da dívida e déficit, ninguém vendo ainda a entrada de investimentos.

            Cara, sinceramente… que feio.

          • Charon

            Eles sempre querem ter a última palavra, mesmo que sua argumentação já tenha sido devidamente desconstruída. “Vencem” os outros pelo cansaço. São como o cavaleiro negro do Monty Python, em sua fé inabalável no deus mercado, pregando incessantemente a palavra de São Mises, do papa Hayek e do sumo sacerdote Friedman na internet.

            https://www.youtube.com/watch?v=ti0qSKDq2X4&t=21s

          • Rudríiigo Souza

            Isso nessa galera já está manjado mesmo, muito manjado.

          • Francisco Primeiro

            “Já começa que ninguém aqui falou de “crescimento acumulado”. Imagina, crescimento acumulado de 8,1%! Justamente por ser média anual que depõe mais ainda contra a sua pirraça”

            Você diz que o acumulado entre 2002 e 2007 foi de 8,1%, porém esse ponto não tem a menor relevância no meu texto.

            ” Em 2009 foi efeito da mais severa recessão mundial desde 1929! Nada a ver com uma recessão puramente interna!”

            Você percebeu o que eu disse? Pois bem, a diferença na atividade econômica de 2009 para 1995 até mesmo usando o paper ali é pouca, e pelos índices oficias o país cresce, contrário ao que acontece em 1995. Embora seja uma crise mundial, o fato é que em 1995 a recessão da atividade econômica argentina foi ainda maior –pelos índices oficiais– do que em 2008, uma queda oriunda da queda do consumo interno e dos investimentos, pontos que mais contribuíram para o crescimento interno do país naquela década.

            “E???? Você não disse nada com nada!!!”

            Meu jovem, você fatiou o meu comentário, você na sua resposta deixa claro que o mundo passou por uma grave recessão mundial em 2008-2009 o que ocasionou sua retração no país em 2009, porém eu deixo claro no texto que ” não deve se fazer é ignorar os ciclos econômicos que podem deteriorar o resultado de um e superestimar o resultado de outro período”, entendeu? Você acha que seria honestidade eu comparar uma década livre de recessões e problemas na economia argentina com uma década seguida de um calote e após isso uma crise mundial? Você fatiou o comentário e perdeu o contexto, a década de 90 a Argentina passou por uma recessão em 95 vindo da Crise Econômica Mexicana em 94 que levou a uma recessão na atividade econômica semelhante ao que aconteceu em 2009.

            “Você não está prestando atenção no que escreve.

            Em 2002 a economia contrai 11%!

            https://economics.rabobank.com

            Em 2002 a pobreza chega a 57,5%!!!”

            POR TRIMESTRE, ou seja, o crescimento de um trimestre para o trimestre imediatamente anterior, o erro meu ali foi colocar que a recuperação começa “nos primeiros três trimestres” , quando na verdade a recuperação começa no segundo trimestre de 2002. A fase inicial da recuperação começa no segundo trimestre de 2002 e se prolonga até o fim do ano com crescimento pequeno em relação ao trimestre anterior. Depois vai do ínicio de 2003 até o segundo trimestre de 2004, por fim do segundo trimestre de 2004 até o segundo trimestre de 2007 (quando o paper que eu useu foi divulgado).

            “O peso se desvaloriza com nada em absoluto como parte das políticas neoliberais até então, que buscavam lhe manter valorizado para conter a inflação”

            E eu disse que é mérito do neoliberalismo soltar o câmbio? Outra, como eu afirmei, e conforme essa sua paranoia já está me causando ânsia, a política de controle do câmbio deveria ser usada somente para derrubar a inflação e aliada com reformas estruturais na economia argentina, o que não foi feito. Quem bate o pé aqui é você, que fica gritando como uma criança jogando a culpa da crise no neoliberalismo, se não houve reformas mais profundas na economia argentina –e não houve– e a política de controle de câmbio foi usada além da conta –e foi– a culpa é das instituições que promoveram isso. Você está apenas, de modo infantil e desonesto, cruzando os braços, batendo o pé no chão e gritando “foi culpa do neoliberalismo”.

            “Parece que você está catando qualquer coisa para escrever só pra fazer volume, não está mais nem prestando atenção”

            Não está relacionado o que eu estou escrevendo com o meu comentário inicial ou você apenas conforme sua visão deturpada, turva e ofuscada classifica o comentário alheio? Quem começou fatiando o comentário alheio, retirando-o do contexto não fui eu.

            “aaaííííí!!!!!! Não era para você estar escrevendo isso!!!! Você pelo menos leu o que escreveu????? Que coisa desbaratada é essa, de repente mudou de posição???”

            Eu mudei de posição quanto a isso? Você acha que eu sou algum estúpido cego pra apoiar políticas cegamente de maneira universal sem uma análise do contexto? Se houve uma política estúpida que resultou na contração monetária você acha que eu apoiaria todos ficarem de braços cruzados e argumentar “hurr daqui a pouco melhora”. Eu disse isso poucos parágrafos depois em meu texto onde nenhuma política econômica deve ser analisada fora do contexto aplicada de maneira universal, eu só fiquei curioso porque eu não apoiaria uma expansão da oferta monetária subsequente à uma contração da oferta monetária.

            “Mostrou agora que não tem noção, se contradisse completamente no ataque ao currency board como se fosse algo “de esquerda” e agora na defesa monetarista”

            Eu disse isso? TEM CERTEZA? Você é tão paranóico quanto aqueles tiozão que apoia a ditadura militar. Eu nem vou perder tempo comentando esse esterco que eu acabei de ler, apenas leia o meu comentário imediatamente anterior.

            “Que??? Cada hora você piora para seu lado na falta de uma lógica interna do que está escrevendo. ”

            Para de ser canalha cara, você é uma vergonha, esse parágrafo que você comentou a respeito É IRRELEVANTE NO TEXTO, você que o usou como resposta para aumentar o volume do texto, onde eu separei essa parte do texto e dei ênfase nela? Você copiou e comentou a respeito de um comentário desse? Daqui a pouco você irá comentar a respeito da pontuaçáo errada que acabou de acontecer.

            “escreve isso é alguém completamente alheio da discussão acadêmica especializada e mostra afinal o nível verdadeiro”

            Tem certeza? Vejamos, onde nesse comentário eu neguei a existência de neoliberalismo? Neguei? Você na resposta que eu anteriormetne citei relata que eu uso coisas aleatórias para lotar o texto, mas tem certeza que você não acabou de fazer isso? Pois bem, a questão é que sim, o uso arbitrário desse terno o torna banal assim com o uso do termo “socialismo” pelo tiozão conservador também o torno banal. Isso é estar além do debate acadêmico?

            “O risco??? Ele realmente é pra isso, é uma medida monetarista para eliminar qualquer discricionaridade e apenas engatilhar estabilizadores automáticos como Friedman preconiza, evitando mesmo uma “política monetária”!!!!”

            SIM, por isso eu cito que ele deveria se limitar a um país que tivesse uma estrutura fiscal e que fosse limitado somente à redução da inflação Argentina, é a milésima vez que eu falo isso ao ponto de causar náusea.

            “Aaaahnnnnn????? Cara, está que nem nos piores momentos da Dilma!”

            Você que fatia meus comentários, ONDE QUE ESTÁ ERRADO? Eu falei isso diversas vezes, você tem dislexia ou amnésia? Você fatia comentários que NÃO TEM PESO NENHUM no texto e comenta a respeito deles? Se temos um país com uma estrutura fiscal rígida e pobre como era o caso da Argentina, é óbvio que limitar o uso da política monetária será péssimo né meu amigo.

            “Você está copiando e colando de alguma fonte […]”

            Você deve ter contato somente com liberais austríacos, sinceramente…Eu passei o texto inteiro resumindo que eu não apoio políticas às cegas, COMO NÃO AS CONDENO às cegas. Eu já falei acima do problema fiscal na Argentina, ok? Leia de novo.

            “Lento??? Cavallo deu um choque de privatizações!!!!!!”

            LIBERALIZAÇÃO DO COMÉRCIO. NÃO A TOA EU CITO QUE PRIVATIZAÇÕES GERARAM RECEITAS.

            “Como assim? Arrecadava se pouco, deixava se passar sonegação, o que é isso? “Pobre?””

            Meu Deus….eu falei sobre as províncias correto? leia de novo.

            ““”Também é importante notar que a formação bruta de capital fixo (em % do PIB) não aumenta desde 2004”””

            Aaahn?”

            EM RAZÃO DO PIB. A única diferença é que o certo seria é que ele não ultrapassou os níveis de 2007 –invés de 2004
            https://uploads.disquscdn.com/images/aa2efdab8514f93350132e30811f372340c2c5b6fbf8cadfd9c1d9d0aeb2a7f1.png

          • Rudríiigo Souza

            “Você diz que o acumulado entre 2002 e 2007 foi de 8,1%, porém esse ponto não tem a menor relevância no meu texto.”

            Não disse, você precisou falar isso para ter algo a dizer porque está todo desbaratado sem conseguir sustentar o que copia e cola.

            “Você percebeu o que eu disse? Pois bem, a diferença na atividade econômica de 2009 para 1995 até mesmo usando o paper ali é pouca, e pelos índices oficias o país cresce, contrário ao que acontece em 1995. Embora seja uma crise mundial, o fato é que em 1995 a recessão da atividade econômica argentina foi ainda maior –pelos índices oficiais– do que em 2008, uma queda oriunda da queda do consumo interno e dos investimentos, pontos que mais contribuíram para o crescimento interno do país naquela década. “

            Você não está sabendo dizer nada. Se depois da maior recessão mundial em 80 anos,- com extrema contração de crédito, aversão ao risco, encarecimento de passivos – a redução da atividade econômica era pouca, e o país cresccem, demérito para sua posição.
            Você está caçando qualquer coisa louca para escrever por último, isto já está sem sentido. Se torne um adulto, não é possível que vai pirraçar assim sem nenhuma vergonha na cara ad infinitum.

            “Meu jovem, você fatiou o meu comentário, você na sua resposta deixa claro que o mundo passou por uma grave recessão mundial em 2008-2009 o que ocasionou sua retração no país em 2009, porém eu deixo claro no texto que ” não deve se fazer é ignorar os ciclos econômicos que podem deteriorar o resultado de um e superestimar o resultado de outro período”, entendeu? Você acha que seria honestidade eu comparar uma década livre de recessões e problemas na economia argentina com uma década seguida de um calote e após isso uma crise mundial? Você fatiou o comentário e perdeu o contexto, a década de 90 a Argentina passou por uma recessão em 95 vindo da Crise Econômica Mexicana em 94 que levou a uma recessão na atividade econômica semelhante ao que aconteceu em 2009.”

            Minha criança, você não disse nada com nada. O que que isso ‘” não deve se fazer é ignorar os ciclos econômicos que podem deteriorar o resultado de um e superestimar o resultado de outro período”” acresccenta ao seu ponto? O calote se seguiu aos governos de direita que você defende, alinhados com o que está aqui pirraçando. A crise mexicana foi de efeito incomparavelmente menor do que 2008 e 2011 e se afetou países aqui foi por efeito contágio derivado da vulnerabilidade da exposição externa, e depois dela o México emergiu como maior economia da América Latina até a transição de 2003 para 2004.
            Você está todo desbaratad sem saber o que dizer, apenas querendo escrever qualquer coisa para escrever por último e ver se prevalesce na base do “cansaço”.

            ““POR TRIMESTRE, ou seja, o crescimento de um trimestre para o trimestre imediatamente anterior, o erro meu ali foi colocar que a recuperação começa “nos primeiros três trimestres” , quando na verdade a recuperação começa no segundo trimestre de 2002. A fase inicial da recuperação começa no segundo trimestre de 2002 e se prolonga até o fim do ano com crescimento pequeno em relação ao trimestre anterior. Depois vai do ínicio de 2003 até o segundo trimestre de 2004, por fim do segundo trimestre de 2004 até o segundo trimestre de 2007 (quando o paper que eu useu foi divulgado).””

            Que que você está falando? Eu apontei o salto que deu em 2003 e a reversão nos indicadores sociais. E o resultado de 2002 se dá com base no resultado de 2001, e o de 2003, em cima do resultado de 2002. Depois, o que escreveu, o que acrescenta ao seu ponto?

            “”E eu disse que é mérito do neoliberalismo soltar o câmbio? Outra, como eu afirmei, e conforme essa sua paranoia já está me causando ânsia, a política de controle do câmbio deveria ser usada somente para derrubar a inflação e aliada com reformas estruturais na economia argentina, o que não foi feito. Quem bate o pé aqui é você, que fica gritando como uma criança jogando a culpa da crise no neol iberalismo, se não houve reformas mais profundas na economia argentina –e não houve– e a política de controle de câmbio foi usada além da conta –e foi– a culpa é das instituições que promoveram isso. Você está apenas, de modo infantil e desonesto, cruzando os braços, batendo o pé no chão e gritando “foi culpa do neoliberalismo”. “””

            Você não soube falar três sintagmas coerentes. Primeiro, sem saber o que é currency board, copiou e colou algo doido e escreveu atacando como se fosse coisa de esquerda, sendo que era um instrumento monetarista, depois defendeu como sendo algo monetarista, depois elogiou a livre conversibilidade e cada hora atacava um resultado que ela dava. Tentou colocar a desvalorização cambial como algo bom da política de direita daqueles governos depois quando se falou que não teve mérito agora dizer que não escreveu nada. Se você vomitar será que sai alguma vergonha na cara?
            “A política além da conta” não existe “além da conta” ali!!!! Você até agora não está sabendo o que está falando. As “instituições que promoveram isso” foram as que queriam acabar com qualquer gestão política da moeda, ou seja, algo neoliberal. E novamente, não existe “além” ou “aquém” da conta em Currency Board.

            “”Você acha que eu sou algum estúpido cego pra apoiar políticas cegamente de maneira universal sem uma análise do contexto? “””

            Novamente, você está como nos piores momentos das falas da Dilma.

            “”Se houve uma política estúpida que resultou na contração monetária”””

            Que é o que primeiro defendia, e é o que as apologéticas liberalistas apoiam atacando os bancos centrais.

            “”eu só fiquei curioso porque eu não apoiaria uma expansão da oferta monetária subsequente à uma contração da oferta monetária. “””

            Cara, você está totalmente sem norte, sem saber o que fala, desbaratado, confuso, mas quer escrever qualquer coisa por orgulho de ter fanfarronado em carta no baralho.

            “”Vejamos, onde nesse comentário eu neguei a existência de neoliberalismo?””””

            :O :O :O

            “”SIM, por isso eu cito que ele deveria se limitar a um país que tivesse uma estrutura fiscal e que fosse limitado somente à redução da inflação Argentina, é a milésima vez que eu fa lo isso ao ponto de causar náusea.”””

            Huummmm???? Mas se ele foi antecedido primeiramente com o Plano Brady que foi implementado primeiramente no Chile nos anos 80, depois Argentina, Brasil, México, Peru, etc., que reestruturou a reescalonou as dívidas públicas, com severos ajustes fiscais! Tudo o que falamos até agora mostra que a Argentina seguiu junto com cortes, privatizações, etc. com o Cavallo. Você está querendo escrever qualquer coisa doida apenas achando que diminuiu a vergonha escrever por último.

            “””Se temos um país com uma estrutura fiscal rígida e pobre como era o caso da Argentina “””

            Huuummm????

            “LIBERALIZAÇÃO DO COMÉRCIO. NÃO A TOA EU CITO QUE PRIVATIZAÇÕES GERARAM RECEITAS.”””

            Bicho, mas que cara louco! Rsrsrsrsrsrsrsrs

            “A única diferença é que o certo seria é que ele não ultrapassou os níveis de 2007 –invés de 2004””
            http://data.worldbank.org/indicator/NE.GDI.FTOT.ZS
            Com o PIB maior ano a ano
            http://data.worldbank.org/country/argentina

            Estou dizendo que você está perdidinho atirando pra todo lado pra achar algo que escrever…

            Na boa, filho, deixa isso quieto. É só aprender a lição e ser mais centrado de agora em diante.

      • Francisco Primeiro

        “Em síntese: como de práxi, aparece uns meninos para dar piti
        histérico
        como criacionistas comentando em sites de evolução biológica. E como de
        práxis dessa turma, sem a menor vergonha na cara, pois se tivesse, o
        legado neoliberal na Argentina na virada do século lhe faria enfiar a
        viola no saco e mudar de postura.”

        Resumo:

        Pra refutar alguém, vem um analfabeto disléxico que não é capaz nem de interpretar um gráfico se achando o sabichão. O nosso amigão tenta me refutar sem nem saber o que eu postei e nem interpretar o que leu, filhão, o teu problema se resolve aqui ó: https://www.youtube.com/watch?v=Qcq2x9dEzVE

  • Otavio Augusto

    Que post inconsistente, colocou um tanto de fontes mas o resultado no fim foi uma salada de besteira. A crise que a Argentina passa é oriunda de antes do governo Macri, em números a situação piorou sim mas observe ao que foi feito de políticas pra conter essa crise, a inflação cresceu e o peso desvalorizou, ou seja, não conteve a inflação, abriu crédito e retirou subsídios, situações que dão na mesma, nada de neoliberalismo, o que mostra um título tendencioso.
    ”Aqui no Brasil, Michel Temer, por sua vez, também se aproveita do pretexto da “herança maldita” – de um governo cuja chapa presidencial era integrante, diga-se de passagem – para implementar cortes em direitos trabalhistas e programas sociais, privatizações e sucateamento de serviços públicos, diminuição do peso do Estado na economia, maior abertura comercial e alinhamento da política externa com os Estados Unidos…”; longe de defender o vampiro Temer mas temos que pensar que um governo que intervém na economia como em todos os países sul-americanos simplesmente cria uma atmosfera imprópria pra empreender e gerar empregos, a flexibilização e a desburocratização fomenta sim uma crescente na economia, não adianta aparelhar o estado e entregar na mão de gente que vai simplesmente roubar e favorecer o corporativismo vide Petrobras, as propostas não são ideais nem aqui nem na Argentina mas defender um estado megalomaníaco é dar um tiro no próprio pé… Queremos ser uma Venezuela???

  • Flávio Victor

    Por que vocês botam o “neo” entre parênteses logo na frente de liberal, em vez de escrever neoliberal?

    • Tiberinus

      Eles se autodeclaram liberais, desde que perceberam que o termo neoliberal adquiriu um significado negativo.
      A partir desse momento passaram a negar que neoliberalismo existe, mesmo que nomes importantes do neoliberalismo tenham publicado artigos acadêmicos anteriormente com esse termo.

  • Zé Geraldo Pereira Jr.

    Não precisamos nos preocupar com os efeitos do neoliberalismo argentino, Temer já está nos proporcionando desfrutar as maravilhas deste avanço econômico com nosso próprio ânus.

  • Marcus Vinicius Dos Santos

    Post, totalmente fora da realidade, só sendo muito otário para acreditar.

  • Pedro Júnior Ramos

    Nossa, quanta desonestidade. Principalmente na parte dos aumentos: os preços eram subsidiados, direta ou indiretamente a população pagava. Tinha gente que pagava uma conta de alguns pesos a cada dois meses, pois a tarifa era tão baixa que não atingia a tarifa mínima. O governo simplesmente parou de subsidiar esses serviços.

    • Charon

      Mas estava aliviando pro lado dos pobres, criatura. É justamente por isso que se subsidiava: para aumentar a renda dos mais pobres e, assim, esse dinheiro extra ser utilizado para movimentar a própria economia argentina. Essa é ideia.

      O que vcs defendem é uma realidade massacrante para os mais pobres, e é essa uma das razões pela qual eu não sou de direita.

Send this to friend